terça-feira, 30 de março de 2010

Um poema metafísico*

Por José Cícero*
Ontem à meia noite e meia fiz o meu poema mais bonito. Uma verdadeira ode ao silêncio quando me senti perdido em meio a solidão de mim mesmo e de tudo o mais que existe. Como alguém tremendo de frio abraçado aos seus tormentos sorvendo os efeitos do seu próprio medo.
Meu poema mais bonito continha todo o lirismo possível que a poética do mundo poderia conceber.
Um poema arbusto, rasteiro com gosto de terra e cheiro de verdade. Um poema surreal como um peditório consagrado à perfeição dos gestos e dos sentimentos mais altaneiros da fauna humana como um mero atributo dos bichos brutos. Um poema de louvor e estranhamento como uma carta ousada adolescente escrita às escondidas sob a sombra dos antigos arvoredos.
À meia noite e meia de ontem embevecido pela solidão do mundo conclui o meu poema mais bonito, prenhe de encanto e de desvelo. Debaixo de um céu de chumbo queimando meu crânio e os meus neurônios entre seus mistérios e seus segredos.
Um poema novo e diferente reacendendo em todos, o fogo da confiança nas coisas possíveis.
Um poema sensível cheio de verdades. Uma oração inteiramente dedicada às utopias e aos sonhos dos que, tocados pela fortaleza dos deuses, ainda não perderam por completo as esperanças no amanhã e a vontade de viver, assim como a coragem de acreditar na possibilidade de um futuro de felicidade.
Um poema sensível, quase inocente como uma canção de ninar a embalar as criancinhas ainda agora, por entre nós, pensando pelos homens adultos entretidos, contando seus metais ao redor do fogareiro demoníaco.
E, quando enfim me dei conta, vi que meu poema estava repleto de grandes olhos. Era como um ser estranho, um alienígena, olhando para mim como um promotor que interroga de modo irascível um criminoso.
Aquele olhar era penetrante ao ponto de eu também me ver ali, por meio daquela ótica ensandecida. Era enfim, a minha luneta mágica através da qual eu procurarava psicologicamente enxergar pelo seu lado oposto, tudo que até então eu ainda não tinha conhecimento.
Vi-me por dentro. Estava em frangalhos. Enxerguei pela ótica bizarra daquele poema toda a dimensão dos meus erros cometidos por todos estes anos. Estava ali, diante de mim mesmo, como quem realiza um acerto de contas com seu Eu profundo. Na tentativa desesperada de consertar a tempo, meus equívocos e meus defeitos. Tanto por fora quanto por dentro, eu era um estrago no sentido mais lato do termo.
Por meio do meu poema mais bonito pude finalmente enxergar a nudez absoluta do meu ser, ante a mais cruel de todas as misérias que já se abatera por sobre o mundo.
Aquele poema de alguma maneira conseguiu tocar a minha alma como espinhos furando sem dó nem piedade a minha carne. Quem sabe para que eu pudesse me dá conta que ainda estava vivo.
Ou ainda para que eu pudesse enfim, despertar para o novo mundo que se avizinhava bem a minha frente, em meio as divagações daqueles versos esquistos. Um despertar para os meus sacrilégios recorrentemente dissolvidos nos meus gestos cotidianos.
Através do meu poema, percebi que a beleza, assim como a miséria do mundo tinham muito a ver comigo. Também era da minha conta, vez que compunha o meu universo entrínseco. E eu chorei copiosamente como um menino em abandono chorando sua sorte, sua desventura e seus desejos não realizados. Senti como ninguém jamais poderia toda a solidão que existe neste mundo...
O excesso de verdade contido no meu poema era como faca peixeira nas mãos de exímios açougueiros retalhando a minha carne fraca em desvario intenso.
E eu sofri em demasia naquela noite, até o nascer do dia, como quem sofre eternamente as dores mais fortes do mundo inteiro.
Quando enfim, o sol surgiu no azimute mundano; o meu poema mais bonito encheu a minha vida de esperanças e de outras utopias impossíveis.
Com o meu poema novo morri e ressuscitei tantas vezes precisei e, sempre quando carreguei nos meus próprios ombros o fardo pesado do tempo ido jogado sobre a minha vida inteira por todos os gigantes do mundo.
O meu poema mais bonito em definitivo, é agora o meu espelho. A minha outra face. A verdade que carrego pela vida afora e que escolhi para mim mesmo.
(*) José Cícero
Prof. Poeta e Escritor
Secretário Mun. de Cultura
Aurora - CE.
In Fragtais Imensos(Inédito/2010)
Foto: da Internet
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Armando Nogueira: A poesia imorredoura do Futebol e da Notícia

Por José Cícero
Existem pessoas que mesmo não sendo nada da gente quando morrem produzem em nosso íntimo a mais das absolutas sensações de perda. Um sentimento de vazio extremo. Uma profunda saudade a nos invadir, como avalanche, a nossa própria alma como se estivéssemos em sobressalto constante.
Pelos menos é assim que acontece comigo.
Quem sabe o afloramento natural das nossas raízes ancestrais psicocógicas, sei lá... Como resquícios remanescentes das nossas mais latentes e intrínsecas ligações holísticas, espirituais, supra físicas como o cosmos, o universo em toda sua plenitude.... Comigo pelos menos é assim que ocorre.
Foi assim, por exemplo, quando fiquei sabendo pela TV do desencarne do renomado jornalista e comentárista esportivo Armando Nogueira.
Assim como tem acontecido com várias outras figuras, não apenas do Brasil que com seu talento quer seja intelectual, humanístico ou do beletrismo artístico de algum modo especial contribuem para o progresso humano e, por conseqüência para o melhoramento afirmativo do mundo.
São nestes momentos de perdas profundas, que a reflexão sobre a nossa existência e o mistério da morte reacendem em nós pobres mortais a necessidade de um melhor direcionamento das nossas ações em favor da vida e do próximo. Ocasião que os sentimentos de fraternidade e de solidariedade tocam fundo a nossa alma, coração e mente.
Ante a presença implacável da morte enxergamos nossa pequenez em sua dimensão mais forte e verdadeira. Porque é com a morte, como em vídeo-tape, que tentamos rever e reavaliar nossos momentos, nossas ações e hesitações, durante a nossa efêmera passagem pelo palco sombrio da vida; assim como toda a transitoriedade do nosso verdadeiro sentimento de se estar no mundo.
Porque é assim que verdadeiramente acontecer comigo. Isto é fato. E fato sendo reflito com a ligeira sensação de que estou igualmente à beira do meu momento findo. Porque todos os dias para nós, devem ser o último...
A notícia do falecimento de Armando Nogueira me tocara com aquela sensação estranha e lúgubre só experimentada pelos que de fato, perderam algo importante. Contudo, figuras como a de Armando Nogueira, não deveriam morrem nunca. Isso porque, de algum modo contribuíram efetivamente para o aprimoramento necessário do gênero humano.
Quem sabe por isso Guimarães Rosas sempre dissera que os grandes homens nunca morrem de verdade, eles apenas se encantam. Tomara que o mestre Armando não tenha morrido, mas apenas se encantado. Porque do meu lado, posso dizer que sempre me encantei assaz deslumbrado diante dos seus escritos poéticos e suas crônicas futebolísticas das mais inteligentes.
Muitas foram as vezes que me deliciei na minha adolescência quando o lia ou quando o via na TV. Tive o raro prazer de vê-lo ainda na Manchete, assim como suas tiradas na Placar.
Armando Nogueira foi um dos maiores redatores que este país já produziu. Talvez o último. Filho da distante Xapuri-AC, que ficou famosa através da luta e morte de Chico Mendes. Armando veio para o Rio ainda em tenra idade para ganhar a vida. E a ganhou na medida em que se transformou no maior e mais conceituado jornalista esportivo do Brasil. Com atuação na revista Cruzeiro, Manchete, Bandeirantes e na TV Globo, onde foi inclusive um dos mentores do jornal nacional. Como enviado, cobriu várias Copas do Mundo assim como as Olímpiadas. Foi um daqueles comentaristas em extinção, cujos comentários nos enchiam de prazer e conhecimento.
Há anos que não o vi mais na telinha ou no impresso. Quem sabe pela opção idiota que a mídia atual tem feito em favor dos rostinhos jovens e engraçados em detrimento do talento, da ética e da inteligência de tantos, que como Armando, foram pioneiros ajudando, inclusive, a moldar os alicerces fundamentais do jornalismo brasileiros.
Vítima de câncer no cérebro, Armando Nogueira faleceu nesta segunda-feira(29) no Rio de Janeiro aos 83 anos.
Com o desaparecimento de Armando, o jornalismo esportivo autêntico, assim como a notícia diferenciada e a crônica poética do cotidiano saem de cena, dando lugar ao shownalismo marrom, negro, feio e fedorento.
Uma pena, que os nossos filhos nunca poderão conhecer a lavra e o talento de Armando Nogueira. Simplesmente porque ele será para sempre insubstituível. Mesmo assim fiquemos torcendo para que Armando não tenha morrido, porém apenas se encantado, oxalá em mais uma daqueles suas belas e encantadoras crônicas do nosso futebol arte. Porque Armando foi e para o todo e sempre o será aquilo que podemos classificar como: Um Gol de Placa.
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ARTIGO: Ibiapina: O Homem*

Padre José Antonio de Maria Ibiapina, assim assinava aquele que o povo chamava de mestre Ibiapina, o maior missionário do Nordeste. Cujo centenário se celebrou em 1983. Hoje em dia ele está quase totalmente esquecido, mesmo no Nordeste, salvo em algumas comunidades rurais muito tradicionais em que se mantêm algumas devoções recomendadas por ele ou nas imediações de Santa Fé, perto de Arara, na Paraíba, onde foi sepultado. Cada ano em Santa Fé no dia 19 de fevereiro uma piedosa romaria reúne os últimos os últimos devotos do Padre Mestre.
Nada mais injusto do que o esquecimento em que caiu o grande missionário do sertão do Nordeste. Se tivesse tido continuadores, a face da igreja no Nordeste e no Brasil teria podido ser diferente. Mas a circunstância histórica não lhe foi favorável. Depois do Vaticano I, no Brasil a igreja entrou nos rumos da romanização e do ultramontanismo. Os bispos pediram a ajuda de religiosos europeus formados na mais estrita observância do Ultramontanismo.
A Herança pastoral autóctona foi abandonada. Em torno à figura do maior e dos mais originais dos missionários do Nordeste, criou-se um silêncio de quase reprovação.Ibiapina nasceu em 1806 numa fazenda perto de Sobral, no Ceará. O Seu pai era escrivão o público. Seu pai teve parte ativa na revolução de 1824, conhecida como confederação do Equador, e foi fuzilado. O Seu irmão mais velho. Pela mesma razão. Foi preso na ilha de Fernando de Noronha onde morreu misteriosamente. Estudou dois anos no seminário de Olinda de 1823 a 1825. Mas não se entrosou e saiu. Entrou na faculdade de direito recém fundada e formou-se aos 26 anos, assumindo imediatamente a cadeira de direito natural na escola de direito.
No ano seguinte, aos 27 anos, ele é juiz de direito e chefe da polícia em Quixeramobim. Aos 28 é eleito deputado federal na constituinte de 1834. (...) Em 1855, dois anos depois da ordenação, deixa o Recife definitivamente para buscar a sua vocação no sertão. Deixa a igreja instalada da capital pernambucana que a ninguém para buscar o povo de Deus perdido nesse interior interessa. Então começa a sua vida missionária. Os últimos 28 anos de sua vida vão fazer uma extraordinária carreira de missionário.
De 1860 a 1876 foram os anos da vida itinerante. A partir de 1876, Ibiapina, paralisado, instala-se em Santa Fé, continuando a dirigir asa suas fundações à distância. Aí morre em 1883.
_________________
Prof. Luiz Domingos de Luna -
É mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz, - Penitentes - Forania do Aurora no Estado do Ceará, aos 28 dias do mês de março, 2009.
Bibliografia:Ibiapina José Antonio de Maria, 1805 – 1883
Instruções espirituais do Padre Ibiapina/ José Comblin {organizador} – São Paulo: Ed. Paulinas, 1984.
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quarta-feira, 24 de março de 2010

PC do B – 88 anos de socialismo: Justo, forte e renovado. *

Por José Cícero
Um tributo ao aniversário dos 88 anos de existência do PC do B.
______________
Um sonho antigo
Que ainda não se esmaeceu por completo
No horizonte do mundo.
[Socialismo.
PC do B – fortalecido: 88 anos.
Um bastião de jovens valentes.
Próspera semente.
Plantada no solo fértil
Dos horizontes altissonantes.
Esperança que a cada dia
Se renova,
Nos nossos braços fortes
Corações e mentes;
Como glicose aplicada
Nas nossas veias.
[Socialismo.
Busca incessante
da coletiva felicidade
que acreditamos.
Enormes utopias do gênero humano.
PC do B – timoneiro: 88 anos.
Glória de toda uma história
Travada em favor do bem.
Combate pela igualdade
esperanças conjugadas
Em seu próprio Norte.
[Socialismo.
Sonho convicto dos homens
E das mulheres conscientes,
Juntos edificando,
Em pleno uníssono
Os alicerces
Inquebrantáveis do futuro.
[Socialismo.
PC do B – Araguaia: 88 anos.
Utopia em favor da paz.
Sociedade libertária.
Mansuetude do mundo.
Comunhão dos que não têm medo
idéias iluminadas,
Sol do futuro.
Desprendimento.
Dias alvissareiros
Revolução.
Democracia Popular
Garantida ao mundo inteiro.
[Socialismo.
PC do B – heroísmo: 88 anos.
Farol de um novo tempo.
Luta da memória dos anos
Contra o fantasma do esquecimento.
João Amazonas e tantos outros
Magnos combatentes;
Ainda hoje a segurar conosco,
- Os contemporâneos,
a foice e o martelo
Como instrumentos de uma construção
Diária, necessária.
Rubra rosa, vermelha bandeira
Fogueira a iluminar os guetos
do Brasil e os jardins floridos do planeta.
Pavimentando de determinismo revolucionário
os novos caminhos do futuro.
[Socialismo.
PC do B – jovialidade de idéia: 88 anos.
Perspectiva de tudo o mais que é novo.
Luta dos povos
Em favor dos que ainda não se deram por vencidos.
[Socialismo,
PC do B – combativo: 88 anos
Juventude, experiência e compromisso.
Socialismo, socialismo, socialismo!...
_______________________
José Cícero
Professor, pesquisador e poeta
Dirigente municipal do PC do B
Secretário de Cultura

segunda-feira, 22 de março de 2010

Água: Hoje é seu dia, você sabia?..

Por José Cícero*
Quase ninguém está nem aí para o dia internacional da água. Até porque quase ninguém sabe que este 22 de março é o dia da água. Aliás, até tenho minhas dúvidas se os esquecidos e desavisados da ecologia têm de fato algum tipo de preocupação quanto a atual situação da água no planeta.
Hoje é o dia internacional consagrado às águas. Uma niciativa instituída anos atrás pela Organização das Nações Unidas (ONU), à guisa de declaração universal dos direitos da água, cujo documento contém uma série de medidas, sugestões e outras informações que no seu conjunto visam despertar a opinião pública mundial para à problemática da água no planeta.
Desde muito é notória a necessidade urgente de uma consciência ecológica de todos os seres humanos em escala global no sentido da promoção de uma nova mentalidade e relacionamento das pessoas com a água, assim como todos os mananciais da biosfera.
Não é preciso ser biólogo ou ambientalista para que percebamos o quão complicado está se tornando o meio ambiente no seu contexto mais geral. O crescimento populacional em todo o mundo e por gravidade o aumento absurdo do consumo aos recursos naturais, a poluição, a destruição dos ecossistemas terrestres, a extinção de espécies, a degradação da natureza na sua versão mais cruel, são indicativos de que o planeta já está beirando os limites da sua exaustão total. E neste contexto, a água como um recurso vital para a vida na terra, encontra-se igualmente num patamar de imensa precariedade, dada a situação em que se encontra.
Por conseguinte, este 22 de março precisa ser encarado por todos os seres humanos do globo como um momento de profunda reflexão acerca de todas estas questões envolvendo à água e os seus desdobramentos ambientais.
Uma pena que o dia dedicado a água – um bem tão precioso e vital para a sobrevivência do planeta – possa passar literalmente esquecido por boa parte das pessoas, sobretudo pelos brasileiros, quando se sabe que 12% da água de todo o mundo encontra-se no Brasil. É de lamentar, que a opinião pública, os formadores de opinião, os intelectuais, professores, estudantes e a sociedade de um modo geral não esteja nem aí para este dia. No fundo, esta indiferença é um claro indicativo de que a água, assim como os demais problemas relacionados ao meio ambiente e os recursos n aturais, parecem não fazer parte da agenda das preocupações cotidianas da população e, tampouco das prioridades governamentais
Este dia, portanto, deveria está sendo problematizado, debatido, discutido, refletido, pensado, lembrado em todos os estabelecimentos de ensino do nosso país e, por extensão em todo o mundo. Do contrário, não podemos continuar acreditando que a sociedade esteja sequer minimamente preocupada e, por assim dizer, consciente da gravidade do problema. Como se percebe a ignorância humana no tocante não apenas a questão da água no planeta, vem se configurando como algo igualmente grave. Posto que não ajuda muito na possibilidade de uma mudança efetiva no que tange a relação predatória das pessoas com a natureza.
De modo que toda a crise por que passa os recursos naturais do planeta é decorrente das atividades antrópicas, ou seja, da maneira desregradas, ignorante e desrespeitosa com que a espécie humana tem se comportado ao longo da história.
Os nordestinos, por exemplo, são testemunham e vítimas também do desequilíbrio climático, agora como mais uma estiagem... E o que dizer dos últimos acontecimentos catastróficos ocorridos ultimamente pelo mundo afora? Diríamos que a dura realidade relacionada a água no planeta é apenas a ponta do grande iceberg que ainda está por aparecer na sua totalidade.
O que falta mesmo, não apenas neste dia dedicado a água, é muito mais que apenas consciência. Faltam, inclusive, conhecimento, humanismo e solidariedade sobretudo com o tipo de planeta que haveremos de deixar para a geração do futuro...
Trocando em miúdos, neste dia internacional da água, o que haveremos de comemorar mesmo?!
José Cícero
Professor, Pesquisador
Aurora - CE.
Foto ilustração: Internet
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quinta-feira, 18 de março de 2010

Devassa? Coisa nenhuma*

Por Ferreira Fernandes
Espantou-me a notícia brasileira sobre censura a anúncio da nova cerveja Devassa. Belo nome para um anúncio que desilude. A Devassa contratou Paris Hilton para, em terra de mulatas, ousar menear-se lascivamente com uma lata da cerveja. Ora esses gestos de tédio e vídeo foram proibidos por serem desrespeitosos. Deixem-me relembrar: no Brasil! No Brasil da marchinha Chiquita Bacana: "Não usa vestido/ Não usa calção...", diziam os versos nesse Carnaval de 1951.
No Brasil de Chico Buarque, autor desta frase: "Não existe pecado do lado de baixo do Equador." De Vinicius de Moraes: "Nádega é importantíssimo." No Brasil colonizado pelo padre Manuel da Nóbrega, jesuíta, que se incomodou por os índios comerem até "mulheres bonitas, em vez de as utilizar para mister mais selecto". Do poeta Carlos Drummond de Andrade: "Oh, sejamos pornográficos/ (Docemente pornográficos)..." Do Brasil todo virado para aí: "Você é o seu sexo.
Todo o seu corpo é um órgão sexual, com excepção, talvez, das clavículas" (Luís Fernando Veríssimo). E da desbunda, como dizia o jornalista Zózimo Barrozo do Amaral: "Antes à tarde do que nunca." E é nesse Brasil abençoado pela falta de pudor, que uma lambisgóia americana, loira e de fórmica, causa furor. "Progresso", diz a bandeira brasileira. Mas estão a regredir.
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior. In blog alagoinhaimpaumirim
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domingo, 14 de março de 2010

A bela e a Cidadezinha*

Por José Cícero*
A rua que era de pedra tosca
quase desértica,
se iluminava sempre,
toda vez que ela passava
com seus passos lentos e ritmados.
Uma cadência estética, sensual.
como se fosse uma marcha
cuidadosamente ensaiada.
Um passo de dança.
Uma autêntica Amazonas
Ousada e destemida, cavalgando
o dorso selvagem do seu cavalo

ao sabor do vento
roçando a sua face.
E a sua beleza era tanta
que quando ela passava
Tudo em sua volta parava.
Como que num passo de mágica.
E o riso tímido que ela carregava
Lindamente no canto da boca
Assim como a singularidade do seu corpo
para os conservadores
daquela cidadezinha
Era uma blasfêmia.
Um sacrilégio imenso.
Um acinte aos bons costumes.
Uma sedução imperdoável.
Roubando a paz das senhoras
de toda circunvizinhança.
Mas era tremenda a sua elegância.
Olhos de lince.
Lábios rubros aflorando o amor.
Cabelos longos em carambolice.
Tudo o mais que nela existisse
Era admirável.
Digno de aplausos e de louvor.
Deslumbramento de beijo em flor.
Seios pontiagudos como que querendo
Saltar fora da sua blusa provocante
de quando em vez, como de propósito,
dispensando o sutiã.
Seu dorso era uma invenção do Olimpo.
A compleição do seu rosto
Um desenho só permitido a Afrodite.
Suas mãos quando em concha,
seus dedos quando em riste.
Uma prece em favor do mundo.
Suas coxas exuberantes
profanavam nosso olhar.
Tudo do seu corpo em conjunto
beirava os limites da perfeição humana.
Ela era linda...
Uma deusa em forma de mulher.
Nova tentação de Adão.
Posta de novo para experiência,
capricho ou teimosia
no meio da gente.
Ou como presente.
Para ser amada, adorada e até odiada.
Uma graça tão sem nome...
Que só poderíamos chamá-la
de paixão danada.
Quando ela passava,
com seus passos estonteantes.
Tudo parava por um instante.
Brasa permanentemente acesa
a queimar nossas ousadias.
em pensamentos maliciosos.
A cidade era pequena.
Uma praça adornada por erva daninha
espalhada entre as pedras mal colocadas
no chão dos becos
e das vielas esburacadas.
Arbusto subindo por sobre os muros
de tijolos nus.
Como nua era a visão que tínhamos dela.
Velhas ruas que ela passava,
abrigando a penumbra e a preguiça cotidiana
daquele lugar esquecido e sem memória.
E ela pisava o mato do calçamento
Com tanta leveza e tanta classe...
Como se plumas fossem
as pedras toscas dos caminhos
por onde caminhava.
E asim desfilava sua beleza
a nos instigar loucuras
e outras fantasias excêntricas.
A cidadezinha toda se iluminava
quando ela passava
com o brilho que tinham seus olhos
e seus passos lentos
A suscitar desejos
e estranhamento.
Entre todos os que a viam
em seus paseios.
Ela mexia com a cidade.
E a nossa imaginação;
de mancebos sonhadores.
Ela passava rebolando
com seus trejeitos.
E a cidadezinha,
seduzida por seus encantos
Dizia-lhe – amém!
E as mulheres ante um misto
de inveja e azedume
chamavam-na pecadora!
A despeito de toda beleza
que os deuses deram-lhe em demasia.
Exagero de tudo que é belo
amenizando a feiúra do mundo,
o cansaço e a monotonia da vida.
Mas com o passar dos anos
a sua beleza pareceu maior
muito mais do que a cidadezinha
comportaria...
Tanto que num belo dia
sem ver nem porquê,
sorrateiramente,
ela partiu num trem noturno de domingo
para a cidade grande.
Desde então, ninguém jamais ficou sabendo
do seu destino.
Ou o que foi feito dela.
A mais linda mulher
Que já pisou a terra
segundo os olhos sobressaltados
de surpresa e de tristeza
dos que a adoravam.
E que ficaram para sempre
como que órfãos pela ausência dela.
Naquela cidadezinha desértica
esquecida desde então no oco do mundo.
E depois que ela partiu
a cidadezinha nunca mais foi a mesma.
O mato cobriu por inteiro a praça.
As pedras das ruas cobriram-se de ervas
Os velhos muros vieram abaixo
dando lugar aos espinhos do mata-pasto.
E o silêncio como de resto
cobriu de deserto,
de saudade e luto.
E tudo o mais que acaso restara
daquela cidadezinha provinciana
afogara-se no remorço
por conta de toda falta
que fizera a bela.
_____________
Por José Cícero
In Minhas Metáforas Cotidianas
Inédito - 2010
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www.aurora.ce.gov.br
www.seculteaurora.blogspot.com
Imagem Ilustrativa: Da Internet

quinta-feira, 11 de março de 2010

Poema à Estação d'Aurora


"Passado de pedra, antigas estações do trem..."
Por José Cícero*

O passado agora é uma pedra.
Um sólido fantástico.
Paralelepípedos imensos,
Concreto de reminiscências;
[ tempos idos,
blocos de pedras esquecidos,
abandonados.
Deitados, como que antigos passageiros.
[desmaiados,
embebidos em seus próprios sonhos.
A esperar o trem
Na pedra da estação-passado.
[Agora sem vida.
na rua desértica adormecida.
O passado agora é uma pedra.
Um bloco enorme
de granito pesado.
Como pastores diversos
[dia e noite a vigiar
a velha estação do trem,
na penumbra dos anos desprezada.
O passado agora é uma pedra.
Granito imenso
impregnando de recordação
as nossas vidas.
Uma rocha que não tem tamanho
Carrasco do tempo
Que se fez saudades.
[Fardo pesado
A esmagar nossas lembranças
Como se fossem
Moinhos de ventos.
[Espalhados
ao longo dos trilhos
da antiga estrada.
O passado agora é uma pedra.
Estrada de ferro
no mais completo abandono.
Antiga fonte de progresso
Que dantes alimentava o Cariri.
[Estação d’Aurora,
Missão Velha, Barbalha.
Ingazeiras, Lavras, Iborepi
Todas Ligadas agora,
por uma linha inexata
[Fantasmagórica,
imaginária.
A transportar o nada
para lugar nenhum.
O passado agora é de pedra.
Plena saudade.
[Uma rocha ilusória
Comboio de antigos vagões
[Abandonados
sobre a ferrugem dos trilhos,
e no silêncio dos anos.
Dormentes carcomidos.
Enterrados como gentes
no barro batido do chão.
[Esquecimento.
Velho trem de outrora.
Passado de metal
[Pedra da estação d'Aurora.
Recordação que nos persegue
anos afora,
Para o todo e sempre.
________
(*) José Cícero
Professor, Poeta e escritor.
Secretário de Cultura
Aurora/CE.
In Abstrações do Acaso
Inédito - 2009
Fotos ilustrativas: Estação de Auror/ jc
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domingo, 7 de março de 2010

MULHER...

Por José Cícero

Apogeu do ato criador de Deus.
Figura exultante,
Fonte exuberante
Do amor maior
que existe no mundo: Mulher!

Semente dos céus
que o altíssimo
num dia de graças
Um tanto inspirado
semeou por entre os seus: Mulher!

Oração cotidiana
Levita-obreira
Infinita bondade
tão sem nome.
Joana, Maria, Zefa, Ana: Mulher!

Milagre a se renovar por entre os homens
para o todo e sempre.
Carinho e paz
Que nos redime;
Angelicalmente: Mulher.

Luz que ilumina a vida.
Na mais pura retidão que existe.
Mãe da humanidade.
Palavra eternizada
Por entre a gente
Mágica oblação de santa: mulher!

Sensibilidade edificada.
Justiça a que todos enxerga
Puro sentimento...
Na mais pura perfeição
Do que é certo
Oferta compartilhada: Mulher!

Humana criatura.
Beleza rara de toda criação.
Sinônimo de todo amor que existe.
Anjo da plenitude;
Plena louvação dos deuses: Mulher!

Tolerância que pacifica o mundo
Símbolo de luz.
Puro sentimento
de mancietude...
Farol que a todo guia
Angelical figura: Mulher!

Força que nos conduz
E nos impõe
a grandeza da aceitação
do amor como partilha.
Dádiva divina,
refrigério dos que sofrem.
mãe eternamente: Mulher!
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José Cícero
In Minhas Metáforas Codianas
Inédito - 2010
Fotos ilustrativas:(da Internet).
______




segunda-feira, 1 de março de 2010

Morreu em SP o maior Bibliófilo do Brasil - José Mindlin

Por José Cícero
Neste último domingo o Brasil perdeu aquele que atualmente era tido com o mais importante bibliófilo do país e por que não dizer da América Latina – José Mindlin, que aos 95 anos continuava sendo o mais apaixonado dos brasileiros pelos livros. Era também um dos maiores leitores dos grandes clássicos da literatura universal, fã de Marcel Proust e de Machado de Assis, apenas para citarmos alguns dos monstros sagrados da escrita mundial.
Acadêmico da ABL, Mindlin possuia a maior e mais importante biblioteca particular das Américas com pouco mais de 38 mil exemplares, alguns dos quais de reconhecido valor nacional, em face das verdadeiras raridades que representam. Obras no mais das vezes únicas no mundo. Antes de morrer José Mindlin havia doado todo o seu acervo para a USP.
Num país onde a cada dia o livro é colocado como objeto de segunda categoria e o hábito da leitura e da escrita um ofício dos mais distantes do cotidiano popular; o desaparecimento deste homem diferenciado representará uma grande e sentida perda para toda a nação. Muito especialmente para a intelectualidade e os amantes dos livros de um modo geral. Muitos por aqui lamentaram e choraram até a perda de figuras como a do M. Jackson no entanto, são poucos o que sequer já ouviriam falar em Mindlin. Simplesmente coisas do Brasil...
Fica agora o exemplo deste brasileiro que por toda a sua vida dedicara o melhor de si para o progresso cultural do Brasil. Começou a colecionar obras raras desde os 13 anos de idade. José Mindlin é um daqueles homens, que de tão singular nunca morre de verdade. Apenas se encanta.
O legado de Mindlin é um tesouro que todos os brasileiros deveriam se orgulhar e, mais que isso: devem defender e preservar para as gerações do futuro, como uma semente que caira em solo fértil e, que para tanto, necessita dos nossos cuidados.
Da Redação
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Serviços:
“O bibliófilo e empresário José Mindlin, de 95 anos, morreu na manhã deste domingo, em São Paulo. O membro da Academia Brasileira de Letras estava internado há cerca de um mês no Hospital Albert Einstein, na zona sul da capital paulista.
O velório aconteceu no próprio hospital e o enterro se deu as 15h no Cemitério Israelita, na Vila Mariana na capital Paulista.
José Mindlin era formado em Direito pela Universidade de São Paulo e um declarado apaixonado por livros. No ano passado, ele doou toda a sua coleção de livros para a Universidade de São Paulo, que mudou de nome para “Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin”.
Da: Internet.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

TV Record dá banho frio na sua principal concorrente nos jogos de inverno de Vancouver

Por José Cícero*
Mais uma “pixotada” da TV Globo. O não-interesse na aquisição dos direitos de transmissão das Olimpíadas de inverno ocorrido recentemente em Vacourve no Canadá de 12 a 28 de fevereiro. Antevendo o sucesso que poderia alcançar os jogos de inverno, a TV Record mais uma vez com o seu pioneirismo e faro de audiência abraçou a idéia de cobertura. E não se arrependeu. Deu um banho de audiência na sua rival.
Os picos de audiência alcançados durante as competições no gelo foram simplesmente espetaculares. Uma evidência de que os brasileiros são um povo que aprecia todos os tipos de esporte, até mesmo os mais inusitados. A grande cobertura da Record, assim como todo o seu aparato tecnológico montado no frio de Vancouver foi algo que impressionou não apenas o Brasil, mas principalmente os demais canais de TVs que também se encontravam no Canadá. A decisão da Record em transmitir os jogos de inverno chamou a atenção até mesmo da organização do evento. Entre outras pelo fato de ser o Brasil um país tropical onde poucos são os seus habitantes que já virem neve sequer uma vez na vida.
Depois pela organização e o profissionalismo com que a TV brasileira se mostrou no decorrer de toda a competição. O melhor e mais qualificado do seu plantel foi deslocado para cobrir os jogos do Canadá. Os grandes jornalistas esportivos da TV se dedicaram dia e noite a transmissão das olimpíadas o que fez da Record tema de reportagens por outros veículos que também estiveram na cobertura de Vancouver.
Que isso sirva de exemplo a Globo diante de toda a sua velha arrogância midiática.
Quanto à Record, além do agradecimento que fez aos patrocinadores faltou apenas agradecer igualmente aos telespectadores brasileiros pela preferência, razão do seu grande pico na audiência. Mesmo com apenas cincos atletas brasileiros participando do acontecimento, num universo de quase 2.800 competidores. Tendo ainda um deles, patinador artístico de 19 anos, o 11° do mundo, representando a França, mas que nascera em Sobral no Ceará.
Agora a ordem é esperar pelo Pan de Guadalajara no México. Depois saber como as TVs brasileiras se comportarão no pan do Brasil e na Copa do Mundo. Tudo isso, favorecerá os telespectadores, com a oferta de outras opções de qualidade. E que nunca mais tenhamos que ser obrigados a ver tudo apenas por uma única janela quase impositiva. Quem sabe agora a Globo passe a mudar sua programação em favor do conhecimento e do progresso do Brasil. Parando com as mesmices e o feijão com arroz, não apenas na área esportiva.
Da Redação do Blog de Aurora e do JC>
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SERVIÇOS:
Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno - Vancouver 2010Cinco atletas representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.
Esta será a sexta participação nas Olimpíadas de Inverno, as outras foram em 1992, 1994, 1998, 2002 e 2006. Os atletas brasileiros competirão no esqui alpino, esqui cross-country e snowboard.
Atletas:5 (Isabel Clark Ribeiro, Jaqueline Mourão, Jhonatan Longhi, Leandro Ribela e Maya Harrison)Modalidades (eventos): Esqui alpino (Slalom masculino e Slalom gigante feminino), Esqui cross-country (10km livre feminino e 15km livre masculino) e Snowboard (Snowboard cross feminino). Fonte: http://www.quadrodemedalhas.com

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Como os EUA e a mídia marrom encararam o encontro de Cancún no México

Por José Cícero
A chamada grande imprensa, tanto do Brasil quanto do exterior fez de tudo para anuviar e esconder da opinião pública o encontro, recém ocorrido em Cancún no México. Ocasião em que os 33 presidentes dos países da América Latina e do Caribe, discutiram uma série de questões do estrito interesse de suas nações.
O objetivo é promover, dentre outras coisas, a integração regional para uma escala internacional no sentido de substituir a OEA que sempre representou os interesses norte-americanos.
Além de fazer frente à arrogância, assim como a pretensa ingerência norte-americana no Continente a formação da cúpula tem também por propósito possibilitar o processo de fortalecimento comercial da América Latina e Caribe, incluindo a ilha de Cuba. Além dos EUA que ficaram de fora, apenas Honduras não teve sua presença ainda confirmada, dada a condicionante do indulto que seu novo presidente deve formalizar em relação ao ex-Manuel Zelaya. Esta foi uma exigência da cúpula feita ao atual governo Hondurenho com vistas a sua posterior participação no bloco.
Mas digamos: qual a importância deste encontro? Por que a imprensa marrom sob a batuta das agências de notícias internacionais permaneceu tão indiferente a este evento aparentemente comum? Ora, com o possível fortalecimento deste bloco de países, a exploração ianque ficará cada vez mais difícil.
As intromissões descaradas do pentágono nos assuntos internos destas nações também sofreram baixas consideráveis. Tudo isso e muito mais, incomoda o governo norte-americano, razão pela qual a imprensa burguesa faz de tudo para esconder das Américas assim como do resto do mundo o real sentido do evento. Sem esquecer que neste encontro os holofotes estariam mirados para grandes líderes como Lula, Chávez e até o velho Fidel que se encontrara com o governo brasileiro na seqüência.
Ainda há que se destacar a notória e surpreendente aproximação de Lula com o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, sobretudo na questão do enriquecimento de urânio. Um outro ingrediente que também chamou atenção diz respeito à questão que envolve a apropriação indevida e vergonhosa das Ilhas Malvina pelos ingleses que inauguraram esta semana a prospecção petrolífera como um verdadeiro alvitre. Uma provocação não somente à Argentina, mas a todos os países da América do Sul. Tudo isso com o apóio explícito do Governo de Washington e o silêncio cúmplice e covarde das Nações Unidas(ONU).
A favor da permanência da indigna ingerência norte-americana como se percebe apenas a Colômbia por meio do seu presidente Álvaro Uribe. Todas as demais nações foram unânimes quanto à questão da defesa intransigente da soberania sem a intromissão de força externas.
Também preocupa a visão que os americanos têm em relação ao Haiti. Para não dizer, o implícito interesse escuso de transformá-lo num novo Afeganistão ou mesmo numa edição piorado ou não do Iraque ocidental. Senão, é preciso que se diga que até pouco tempo o glorioso povo haitiano tinha que, compulsoriamente, pagar ao imperialismo das grandes nações uma dívida eterna e sanguinolenta pelo reconhecimento da sua brava independência desde o distante ano de 1825. A continuação do desumano embargo econômico à Cuba e a permanência da ocupação do seu território de Guatânamo; cerca de 118 km de uma base militar instalada pelos americanos em pleno solo cubano desde 1903.
Todas estas questões poderão ser postas em xeque por Lula, Chaves, Cristina Kirchner e pelos representantes de Cuba nesta cúpula, inicialmente denominada de Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos. De modo que a formação deste aglomerado de nações desagrada tanto o governo dos EUA. Visto que alguns dos temas teratológicos engendrados por sua velha política de opressão, exploração e expansão podem vir à tona para serem um a um questionados.
A cobiça da Amazônia é igualmente um sonho dos mais antigos, já alimentado pelos americanos. Motivo pelo qual na geografia ensinada nas suas escolas, o mapa do Brasil é diferente, posto que a região Amazônica é dada como uma área internacional não mais pertencente ao Brasil, quase igual a Antártica ou a Lua.
Na encontro de Cancún foi surpreendente as declarações incisivas e corajosas do presidente Lula quando se posicionou em relação à questão das ilhas Malvinas invadidas e ocupadas pelos Ingleses. Notadamente quando cobrou uma posição imediata da Onu em relação ao assunto.
Ora, como pode em pleno século XXI os organismos internacionais e a opinião pública mundial assistirem calados este verdadeiro roubo inglês? Um país situado a cerca de 14 mil quilômetros querer ter o direito de posse sobre o território argentino? Que direito afinal terá o EUA de querer invadir militarmente outras nações no mundo, promovendo a guerra, o terrorismo de estado, o desrespeitando a soberania dos povos, a coexistência pacífica ferindo assim de morte, também, todos os tratados e as leis internacionais? Aliás, que razões têm os norte-americanos de querer para si o direito de exclusividade no que se refere a tecnologia atômica?
Portanto, pensar diferente da política imperialista dos EUA incomoda muita gente, além deles próprios. Fazer diferente ainda mais... Por isso o encontro de Cancún ocorrido nesta terça-feira no México não foi bem visto pelo aparato midiático do velho showmício nacional e, tampouco internacional.
(*) José Cícero
Professor, Pesquisador e escritor
Secretário de Cultura
Aurora-CE.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Civilização Extraterrestre, uma realidade absolutamente possível

Por José Cícero*
Ao meditar sobre a possibilidade absurdamente científica, astronômica, matemática, espiritual dos mundos pluralizados/habitáveis na vastidão do universo, fico a indagar o meu Eu profundo, acerca do porquê de haver tanta negativa, ceticismo e preconceito no tocante à questão que trata da existência de vidas(inteligentes ou não) em outros planetas.
Ora, a Terra assim como a nossa galáxia representa apenas uma fração ínfima diante da infinitude côsmica. Então, qual a razão para que só haja vida no nosso planeta; um grão de areia perdido no éter espacial? Seria ingrato demais termos que suportar pela história afora toda esta solidão cosmológica.
O que temos de tão especial para que em bilhões de galáxias, trilhões de sóis e uma infinidade outra de planetas(se é que podemos quantificar o cosmos em números) sejamos apenas nós os viventes. E, ainda por cima, não tão inteligentes assim? Pensar o universo como pensamos seria como voltarmos ao geocentrismo Ptoloméico. Seria mais uma vez, a expressão mais forte e anticientífica fundada na nossa ignorância cavalar, assim como excesso de arrogância como de resto, ato contínuo.
É provável que o conceito de vida(como tal conhecemos) não se restrinja apenas para o que conhecemos de modo tão rudimentar. As condições vitais podem não ser estanques para todo o universo, posto que são resultantes de um longo processo evolutivo. Outras formas de vidas, tanto atrasadas quando avançadas em comparação com a humanidade é algo absolutamente possível. Até pouco tempo, não se acreditava sequer no mundo microscópico...Nos microorganismos biológicos... Hoje no entanto, sabemso da sua realidade plausível.
Penso que sinceramente, a ignorância, o preconceito assim como, a ausência de uma mente mais aberta somada a uma visão alargada tenham atrapalhado em muito, a compreensão necessária de tão palpitante e interessante assunto. O apego a leitura e a pesquisa. O esforço mental no sentido de se entender as coisas da vida e produzir conhecimento é tudo que falta para que possamos aceitar o fantástico, bem como tudo aquilo que se encontra além da ótica fácil, preestabelecida, funcional... enfim, sejamos capazes de enxegar e conceber tudo o mais que se encontra além de nós. Noutro nível geográfico, mental e até suprafísico. Portanto, afastado da mesmice dos dogmas que nos toca fundo e às vezes até nos cega para outros fatos.
Não dar para acreditar que num universo infinito e, em contínua expansão somente nós os terráqueos possamos dispor deste suposto privilégio à vida, de forma isolada e solitária na imensidão das plagas estelares.
Sabemos das condições especiais da Terra, bem como das incomensuráveis distâncias interplanetárias e galaxiais que nos separam de outros mundos. Porém, é possível que as condições fundamentais para à vida na terra não sejam necessariamente as mesmas para outros seres cosmológicos. É possível que outras civilizações avançadas já tenham conseguido superar com suas tecnologias a velocidade da luz. E, até consigam viajar no tempo. É só lembramos o que pensou Albert Einstein em suas teorias insuperáveis.
Ainda, não podemos avaliar tudo o mais, tão somente pelos princípios da nossa ciência que para a idade do universo, ainda permanece bastante subdesenvolvida. A questão do espaço-tempo por outro lado, poderá não ser a mesma para todo o universo. Posto que possa haver superação... Assim como as exigências biológicas dentre outras características.
Algumas leis naturais que conhecemos podem já estar vencidas por outras civilizações como a questão da gravidade, da velocidade da luz, do campo magnético, do espaço-tempo, da energia com tal conhecemos, enfim, dos nossos modos(quem sabe) atrasados de viajar e de vencer longas distâncias.
E não me venham com perguntas absurdas, tais como: Como podemos provar? Por que as supostas civilizações extraterrestres não se comunicam de vez conosco? Como podem vencer as distâncias entre as galáxias? Tudo isso como mera negativa ou conceitos equivocados, preestabelecidos não ajudam muito quanto à necessária compreensão do assunto e, tampouco na quebra de velhos preconceitos e paradigmas baseados único e excluisvamente nas leis que imaginamos conhecer.
“Eles” devem ter razões de sobra para não manter de modo explícito contatos com os humanos. Penso que não estamos, ainda, devidamente preparados para um fenômeno como este. Caso isso ocorresse de modo abrupto, creio que a humanidade entraria num verdadeiro estado de choque, num frenesi total, numa alucinação coletiva. Numa esteria mundial. As instituições passariam a não ter mais nenhum poder sobre os cidadãos. A humanidade perderia seus principais referenciais. Os poderes públicos, a igreja tudo passaria a não ter mais nenhum valor e, sequer nenhuma influência sobre a vida social das pessoas.
Muitos até se suicidariam, dada a força desta situação nova e surreal. Muitos valores éticos, morais, religiosos, políticos e culturais seriam postos em xeque. De modo que nada disso seria interessante para a civilização humana. O próprio conceito e noção de Deus cairia por terra. Seria um literal estado de caos a um passo da barbárie.
No entanto estatísticas recentes comprovam que a cada 5 minutos uma pessoa no mundo mantém algum tipo de contato com entidades extraterrestres. O que cumpre ressaltar que a comunicação vem sendo feita desde as eras imemoriais, paulatinamente, quem sabe, até que tenhamos a capacidade necessária para uma comunicação e um contato mais direto. Nossa capacidade do diálogo, bem como da compreensão está aquém do que é minimamente preciso para este contato definitivo que está em curso com nossos irmãos universais.
Quem sabe ainda não seja a hora apropriada. A mesma noção do tempo, talvez não seja a mesma para outras civilizações. Por isso esta suposta demora só seja válida para nós. Possivelmente uma lei cômica também os impedem de realizarem intervenções bruscas noutros mundos, como é caso da Terra. Tudo é possível. O difícil é aceitar que estejamos sozinhos, desgraçadamente solitários num universo tão amplo e infinito.
Prova de contatos visuais, comunicativos e físicos é o que não falta. Basta abrir nossas mentes e jogar fora todos os tipos de preconceitos que só promovem o desconhecimento e a ignorância da humanidade. Desta maneira começaremos a entender finalmente tão significativo assunto.
Muitos governos mantêm ainda hoje em sigilo absoluto(Top Secret) informações importantíssimas sobre a suposta presença de seres alienígenas e Ovnis(objetos voadores não identificados) sobre os céus da terra, inclusive o governo brasileiro.
A Bíblia, notadamente no livro de Izequiel, os Vedas dos Hindus e tantos outros livros sagrados espalhados pelos povos do mundo contêm no seu interior narrações interessantes que nos remetem a presença de seres extraterrestres ao logo da história humana. Quantos enigmas mundanos(como os das pirâmides por exemplos) só conseguem ser explicados pelo viés ufológico?
Quantas não foram os relatos de pessoas que foram abduzidas por ETs? Quantas não são os relatos de contatos visuais comprovados por imagens de naves espaciais(discos voadores e sondas ufológicas) fazendo algum tipo de evolução nos céus de diversos países, inclusive no Brasil.
Nesses últimos dias o governo britânico liberou parte dos seus arquivos secretos atinentes a presença dos discos voadores em terras inglesas. Ufólogos do mundo todo estão iniciando uma campanha mundial para que os governos liberem os arquivos secretos que tratam do tema. Os pesquisadores brasileiros também já estão pressionando o governo Lula também a fazer o mesmo.
Portanto, a verdade sobre a presença constante de entidades extraterrestres na Terra não tarda a parecer. Tudo não passa de uma questão de tempo.
Por José Cícero
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Corpo do ator e comediante Arnaud Rodrigues é sepultado no Tocantins

O corpo do compositor e humorista Arnaud Rodrigues, morto em um acidente de barco na terça-feira, foi sepultado por volta das 18h45 (horário local) desta quarta-feira (17) no cemitério Jardim da Paz, em Palmas (TO).
Inicialmente previsto para as 16h30, o enterro sofreu atraso por conta do número grande de amigos e admiradores que foram se despedir de Rodrigues na Câmara Municipal de Palmas, afirmou ao G1 seu filho Arnaud Rodrigues Junior.
O humorista recebeu homenagem do Palmas Futebol e Regatas, clube do qual foi dirigente, e de músicos locais.
Após o velório, uma fila de cerca de cem carros - também segundo Rodrigues Jr. - acompanhou o corpo até o cemitério da cidade. "No início, pensei que se levássemos o corpo dele até Serra Talhada (PE), que é a cidade natal dele, a cidade ia parar. Mas não esperava que isso acontecesse em Palmas", disse o filho do humorista, que estava na cidade havia dez anos. "A gente veio fazer um show aqui, ele gostou muito da cidade e acabamos recebendo um convite do governador, na época o Siqueira Campos, para ficarmos por aqui", lembra Rodrigues Jr.
Em nota oficial, o atual prefeito de Palmas, Raul Filho, lamentou o falecimento do artista. "É com grande pesar que me refiro ao falecimento do humorista Arnaud Rodrigues. Esta é uma perda pessoal. Arnaud, mais que um grande profissional, para mim era como um irmão", diz a nota, que sublinha que "Arnaud adotou o Tocantins como lar e se tornou embaixador dessa terra, levando Palmas e o nosso Estado para onde quer que fosse. Tinha paixão pelo Estado e deixou aqui um legado de amigos e contribuição para o nosso crescimento".
A Prefeitura de Palmas decretou três dias de luto oficial pela morte.
Piloto segue desaparecido
Arnaud Rodrigues morreu na noite desta terça-feira (16) no Tocantins depois que a embarcação em que estava, com nove pessoas a bordo, virou em um lago, na altura do km 26 da rodovia TO 10. Entre os ocupantes da embarcação estava a mulher de Rodrigues, que se salvou. Apesar das buscas durante toda a tarde desta quarta-feira, o piloto do barco continua desparecido.
trabalhos de Arnaud Rodrigues na televisão
Nascido em Serra Talhada (PE), em 1942, Arnaud Rodrigues trabalhou nos programas de Chico Anysio na TV Globo, entre eles "Chico City" (1973), e em vários programas humorísticos. Ao lado de Chico Anysio formou o grupo musical Baiano e os Novos Caetanos na década de 70.
Em nota enviada ao G1, Anysio comentou a morte do antigo parceiro. “Já não trabalhamos juntos há mais de 15 anos, mas acho que ele foi o melhor redator de humor do país. Era até um pouco difícil de trabalhar com ele, pois era muito teimoso. Mas sempre foi muito bom”, afirmou Chico Anysio.
Entre os trabalhos de Rodrigues em novelas destacam-se "Roque Santeiro" (1985), "Partido Alto" (1984), "Pão Pão, Beijo Beijo" (1983), "Bandidos da Falange" (1983) e uma participação especial em "Lampião e Maria Bonita" (1982).
No cinema, atuou em "A filha dos Trapalhões" (1984), "Os Trapalhões e o Mágico de Oroz" (1984), "O doce esporte do sexo" (1971) e "Uma negra chamada Tereza" (1973).
Recentemente ele atuava no humorístico "A praça é nossa".
Fonte: G1
Nota do Blog/Redação:
O humor artístico, a teledramatogia, assim como a nossa música ficam mais pobres com a morte deste verdadeiro ícone da arte e da cultura brasileira.
Pena que após tantos anos de quase total esquecimento, temos agora a triste notícia do acidente que vitimou o nosso eterno "Soró Sereno" e do celebrado artista parceiro de Chico Anysio em Baianos e Novos Caetanos e Chico City , que deixaram-nos músicas consagradas como 'Folia de Reis' e tantas outras pérolas da telinha como o cego Jeremias de Roque Santeiro e do vinil com aquela sua voz quase metálica que o deixava ainda mais cômico.
Abandonado pela Globo que ajudou a fortalecer com o seu talento, Arnoud estava praticamento isolado no Tocantins( Palmas) que lhe acolheu; uma terra distante do eixo e da sua Serra Talhada no Pernambuco onde nascera.
Fica agora a saudade dos que o viram atuando em vários campos do fazer artístico. E sque não tiveram o prazer e a honra de assisti-lo atuando são quase que obrigados agora a consumir as novelas e os BBBs da vida(da globo).
Vez por outra o ator/humorista fazia alguma ponta no SBT n'A Praça é Nossa, onde também se notabilizou com personagens engraçados e inteligentes tais como: povo e o termo Shopping Centeeeee...
Quem agora o substituirá à altura; este que foi indubitavelmente
verdadeiro 'monstro sagrado' do riso e do talento artístico do Brasil?
(JC da redação do Blog d'Aurora)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

AURORAFOLIA - Um Carnaval para ficar na história!

FOTOS DA NOITE DE DOMINGO DO AURORAFOLIA





Confira imagens do Corredor da Folia e do Vesperal da ABA deste domingo(14) e do prefeito no meio dos foliões
Como já era esperado a segunda noite do AuroraFolia foi simplesmente surpreendente. A avenida Antonio Ricardo mais uma vez tornou-se pequena para o imenso número de foliões que compareceu ao corredor da folia neste domingo. Era quase impossível caminhar por entre a multidão, dizia o jovem folião Damião Gomes morador do bairro Araçá. Ainda no domingo à tarde aconteceu o último Vesperal da ABA com uma série de inovações a começar pela ornamentação e a parte inicial da festa sendo dedicado exclusivamente ao que compôem o clube da terceira idade que é assistdo pelo Centro de Referência da Assistência Social(CRAS).
O tradicional 'Carnaval da saudade' que também foi realizado com muito êxito junto às pessoas da terceira idade.
O último Vesperal foi animado pela banda local Xoteado elétrico que mais uma vez teve uma performance das mais primorosas. "A apresentação do Xoteado, tanto na avenida quanto na ABA. É uma evidência de que é preciso dar vez aos nosso talentos da terra, afirmou o secretário de Cultura. "Começamos pela festa do município e agora com o Carnaval, de modo que em todos os espaços que articulemos daqui pra frente iremos priorizar em essência os nossos valores artísticos, visto que uma cultura não cria, uma cultura se vive", concluiu o chefe da Seculte.
O prefeito Adailton Macêdo esteve presente junto aos foliões, percorrendo todo centro da festa sendo abraçado e carregado nos braços pela população brincante, quando pôde igualmente perceber que o AuroraFolia é de fato, um dos maiores acontecimentos populares, cultuarais e festivos de todo o nosso Cariri Oriental e até de toda a região, uma vez que praticamente somente Várzea Alegre mantêm a tradição da realização do carnaval de rua. E Aurora principalmente pelo concurso de blocos carnavalesco. Nesta segunda, os blocos anunciarão os nomes da rainha e do rei momo que irão também concorrer na terça-feira, uma noite da festa momina de Aurora. Tanto para os três primeiros colocados, quanto para o rei e a rainha, a Prefeitura por intermédio da Seculte fará uma premiação recorde em dinheiro e comendas. A Apuração acontece na quarta-feira dia 15 às 14 h na ABA.
Grandes atrações ainda estão previstas para subir ao palco da folia nesta segunda-feira e na terça. O Carnaval de Aurora agora coloca de vez o município na agenda festiva de toda região. Vez que vez dando prioridade a cultura e o lazer como uma das suas prioridades direcionadas a formação também da cidadania e do bem-estar da comunidade especialmente da sua juventude.
Da Redação do Blog d'Aurora:
AURORA FOLIA 2010:
Abertura extra-oficial dia 12 com: Tiaguinho e Mala Mansa e Xoteado elétrico.
Programação:
Sábado, dia 13
Bandy Samba, Axé Gandaia da Bahia e Swingueto.
Domingo, dia 14
Namoro Novo, Forró do Pinicado elétrico e chave de Ouro.
Confira o restante da programação para os próximos dois dias do AuroraFolia>
Segunda, dia 15
PraTuKerê e Orquestra Canaã da PB.
Terça, dia 16Caramba na Cara/BA, Cara de Pau e Forró com jeito elétrico.
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