sexta-feira, 27 de julho de 2012

Missão Cangaço: Testemunha ocular da História

Pesquisadores no Cariri entrevistam senhor que em 1927 presenciou Lampião na serra do Diamante, município de Aurora,CE.

Da Redação - José Cícero p/ o Blog de Aurora e do site Cariri de Fato
Fotos:
Karlos Marx


Os pesquisadores do cangaço José Cícero (Aurora) e Sousa Neto (Barro) visitaram no último domingo (15) o senhor Elias Saraiva dos Santos de 97 anos - uma das últimas pessoas ainda vivas que tiveram contato como Lampião, quando da sua passagem pela região, mais precisamente pelo riacho das Antas e no acampamento do bando na serra do Diamante no município de Aurora no ano de 1927.

Seu Elias Saraiva hoje residente na cidade de Milagres (CE) nasceu e cresceu no sítio Diamante de Aurora e, juntamente com seu pai esteve por várias vezes na presença de Lampião e todo o seu bando, quando este por mais de uma semana ficou arranchado no sopé da famosa serra. E de lá derivou para o serrote do Cantins e fazenda Ipueiras quando do primeiro encontro com Izaías Arruda, Zé Cardoso, Massilon Leite com vistas a planejar a invasão e saque da cidade de Mossoró- RN.

Pesquisadores, Sousa Neto (Barro). Sr. Elias Saraiva dos Santos
e o anfitrião José Cícero (Aurora)

Na época com a idade de 10, disse ele que chegou a levar comida da sua casa para o rei do cangaço no esconderijo do Diamante. Algumas vezes na companhia do seu pai, outras, sozinho. Lembra inclusive, do dia que levou algumas pamonhas feitas por sua mãe - uma oferta segundo ele para o bandoleiro. Ao receber a encomenda, recordar ainda hoje que Lampião sorridente pôs a mão sobre sua cabeça e disse algo o elogiando pela sua esperteza de menino. Decerto, num claro gesto de agradecimento pelo seu trabalho e tantas idas e vindas pelas veredas da caatinga, entre a sua casa e o local onde Virgulino ficara acoitado com seus comandados. Lembra igualmente que ele (Lampião) metera a mão no bornal que levava a tira colo e, em seguida colocou na sua mão umas moedas dizendo que era para pagar o presente da sua genitora. De maneira que até hoje ainda tem Lampião como uma pessoa simpática e respeitadora.

Era corrido o ano de 1927, época que historicamente ficou marcada por uma série de acontecimentos relacionados a invasão de Mossoró, seguido do episódio relativo a suposta tentativa de envenenamento do bando Lampiônico, que redundou no cerco, tiroteio e incêndio da fazenda Ipueiras de Aurora. A famosa traição do coronel Izaías ao seu amigo Lampião. Trama ao que tudo indica, arquiteta pelo coronel Arruda e Zé Cardoso, tendo como pano de fundo o major Moisés Leite de Figueiredo – comandante das volantes que desde o malogro de Mossosó e, dentro do Ceará, ficará no encalço do bandoleiro.

A trama para a suposta traição


O plano "A" seria, primeiro a suposta infiltração de alguns elementos (jagunços do coronel) e soldados disfarçados no bando de Lampião. Desconfiado, Lampião junto com os seus não concordaram com a ideia. Veio então, depois o plano "B" o oferecimento da comida envenenada que ficou a cargo de Miguel Saraiva, tido em alguns escritos lampiônicos como vaqueiro de Zé Cardoso. Na verdade ele era um dos proprietários da região do Diamante e, por conseguinte, amigos do coronel Izaías Arruda e de Zé Cardoso da Ipueiras e Cantins. Depois Coxá. Tipi, Monte Alegre, Izaíras e Taveira... Mas não era vaqueiro de profissão.

Há quem diga inclusive, que conhecera Lampião e privou da sua consideração e confiança primeiro que os donos da Ipueiras. Sendo, portanto, apontado como o homem que primeiro em Aurora fez a ponte que levara o rei do cangaço sob os interesse de Massilon Leite ao célebre coronel, nascendo daí por uma série de outros interesses dos potentados da época, a terrível trama com vistas a invadir a cidade norte-rio-grandense.

Conhecera Massilon um pouco antes, em face da amizade daquele com os cangaceiros da terra, moradores do riacho das Antas, Coxá lá pelas imediações do Diamante. Sendo Massilon Leite, como se sabe, um dos principais artífices da empreitada com vistas a invasão de Mossoró.

Antes mesmo de Lampião beirar as terras da Ipueiras, alguns cangaceiros do riacho das Antes dentre os quais Zé de Lúcio, José Cocô, Zé de Roque e Antonio Soares já haviam incursionado nos bandos de Massilon, Décio Holanda do Pereiro e do Próprio Izaías Arruda, na época sob o comando do seu vaqueiro e conhecido homem de confiança de Missão Velho.

Seu Elias Saraiva – era filho de Zeca dos Santos - e este primo carnal de Miguel Saraiva.

A fazenda Ipueiras – foi palco de um dos episódios mais emblemáticos e notórios da história de Lampião, quando da sua incursão pelo Cariri cearense. O que culminou com a polêmica traição do coronel Izaías Arruda a Lampião. Fato ocorrido no começo da tarde do dia 7 de julho de 1927. Estando, portanto, por uma série de fatores, intimamente ligada ao acontecimento de Mossoró.

Certa feita, disse Seu Elias que estando Lampião com parte do seu bando na região de Cuncas no município do Barro onde participariam de um grande almoço oferecido por um rico fazendeiro do lugar, chega a notícias que o cangaceiro “Bom de veras” que vinha ao encontro de Lampião, acabara de assassinar um cidadão de bem nas proximidades da vila de Rosário. Simplesmente porque o tal cidadão, resistira em entregar seu cavalo ao cangaceiro.

A pessoa assassinada era também compadre do dono da fazenda. Ao saber da notícia Lampião ficou indignado. E mesmo com fome ordenou para que todo o bando se preparasse para partir. Ninguém comeria mais nada para que todos pagassem pela desfeita de “Bom de veras”.
- Não quero cabra covarde e nem malvado no meu bando, -
Dissera o bandoleiro e logo, em seguida partiu contrariado, deixando as terras do Barro para trás.



Foi um conversa das mais proveitosas com o decano do Milagres o Sr. Elias Saraiva. Sobretudo para aqueles que sempre estão dispostos a aprender um pouco mais acerca da nossa verdadeira história.

Além de prestar uma palpitante entrevista o Sr. Elias ainda colaborou com informações preciosíssimas que, inclusive, serão utilizadas no livro “Lampião em Aurora – Antes e depois de Mossoró” que está sendo finalizado pelo professor e pesquisador José Cícero.
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Pesquei no Blog da Aurora
Publicado em:http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2012/07/chamada-geral.html

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ao Dia do Escritor...

Um brinde ao dia do escritor

Palavras... Palavras.../
e mais palavras.../
Pássaros ousados e altaneiros/
que me dão asas/
me elevam e me transportam/
além de mim/
e dos meus sonhos em flor.../
Utopias da minha própria alma./
Eterna Linguagem/
em que me fortaleço.../
e permeneço bem alto/
porém à margem de mim mesmo./
Vôos além do Nebo/
e tão sem medo./
Remédios, lenitivos e refrigérios/
para a minha dor.... /
Instante eterno./
Célere e efêmero/
Versos superlativos/
que grito/
e desde então carrego/
junto ao peito./
Fugas momento de felicidade/
que vez por outra sinto,/
enquanto escrevo/
e me liberto/
dos grilhões do mundo./
Cálice de absinto/
que bebo, saboreio/
e me embriago todo/
neste dia consagrado ao escritor.

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José Cícero
Aurora-CE.

jc (Inédito) 25.07.12

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lilian Carvalho é a nova presidenta do Coletivo Camaradas

Num clima de unidade, interação e convicção foi eleita no último sábado, dia 23, em assembleia geral realizada na Universidade Regional do Cariri – URCA, a nova coordenação do Coletivo Camaradas.

A assembleia elegeu para presidir a organização, a atriz Lilian Carvalho que além de atuar no teatro, é produtora cultural e psicóloga. Ela substitui o artista/educador Alexandre Lucas, um dos fundadores do Coletivo. Lilian é uma veterana Camarada que participa do grupo há quatro anos e se sente orgulhosa ao afirmar que participar de um coletivo que consegue discutir arte com posicionamento político.

Lilian acredita que é preciso manter a mesma linha de atuação e acrescenta que o grupo deverá ampliar as suas ações para outras linguagens artísticas como a música e o teatro. Ela destaca será dado continuidade aos trabalhos de ações conjuntas com os coletivos locais e nacionais e destaca que será feito um esforço para intercâmbios internacionais. A atriz frisa que é necessário criar as condições para que o Coletivo tenha uma sede que possa servir como centro de formação artística e política tanto para o Coletivo Camaradas como para outros grupos.

Inovação

A assembleia dos Camaradas inovou ao acrescentar na sua direção os cargos de Coordenação sobre questões de gênero, afrodescendência, cultura e memória.

Outra inovação foi a aprovação do Conselho Consultivo que reúne nomes de personalidades do meio artístico e intelectual brasileiro, dentre eles, o do ex-secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino responsável por conceber o Programa Cultura Viva, o qual possibilitou a criação de quase três mil Pontos de Cultura espalhados em todo o Brasil. Considerado o maior programa de descentralização de recursos públicas para cultura e de empoderamento dos segmentos ligados a cultura e a arte no país.

Projeto em andamento

O Coletivo Camaradas desenvolve os seguintes projetos:
Laboratório de Estudos, Vivências e Experimentos em Arte Contemporânea – Leve Arte Contemporânea que é destinado aos alunos do Ensino Médio da Rede Publica do Crato;
Cordel Engajado que consiste na distribuição gratuita de cordéis;
Projeto No Terreiro dos Brincantes em parceria com a URCA e a Secretária de Cultura do Crato que produz vídeos sobre grupos da cultura popular da região do Cariri;
E prepara a segunda edição da Mostra Nacional de Vídeos Brincantes que deverá ser realizada em agosto deste ano.

Nova Coordenação Eleita

Coordenadora Geral - presidenta: Lilian Carvalho de Araújo
Currículo resumido: Atriz, produtora cultural e psicóloga.
Secretaria geral: Ana Luisa Sombra Vicente
Currículo resumido: Academica do Curso de Pedagogia
Coordenador de Finanças – Tesoureiro - Ricardo Alves
Currículo resumido: Ativista do Hip – Hop e acadêmico de Geografia da URCA
Coordenador de Cultura e Memória – Jean Alex
Currículo resumido: Acadêmico de Pedagogia da URCA, músico e educador musical, líder da banda Sol na Macambira
Coordenadora de Comunicação: Leyliane Alves
Currículo resumido: Acadêmica de Comunicação Social da UFC
Coordenador de Projetos: Alexandre Lucas
Currículo resumido: Pedagogo e artista/educador
Coordenadora sobre questões de gênero – Dayze Carla Vidal da Silva
Currículo resumido: Acadêmica de Ciências Sociais da URCA
Coordenação sobre questões de Afrodescendência - Alice Maria Freitas Cortez da Silva
Currículo resumido: Acadêmica de Ciências Sociais da URCA e integrante da UNEGRO
Conselho Fiscal
Jucimar Rodrigues Lima
Currículo resumido: Estudante secundarista e integrante da banda Cratons
Diego Felipe do Nascimento
Currículo resumido: Acadêmico de Geografia da URCA
Ivanilson da Silva Felix
Currículo resumido: Estudante secundarista

Conselho Consultivo

Jefferson Bob Gonçalves de Lima – Integrante da Nação Hip-Hop Brasil, integrante da Banda Ferreros e Produtor Cultural - Potengi/CE
José André de Andrade – Ator, poeta e Produtor Cultural - Juazeiro do Norte/CE
Nívia Uchôa – Fotografa e geógrafa – Juazeiro do Norte/CE
José Cícero da Silva – Professor, pesquisador, poeta e Produtor Cultural - Aurora/CE
Luis Parras – Fundador do Programa Nacional de Interferência Ambiental – PIA e do Centro Universitário de Cultura e Arte da UNE – CUCA, integrante do Grupo de Interferência Ambiental – GIA – Salvador/ BA
Mileide Flores - Presidente da Sociedade Amigos da Biblioteca; Membro do Coletivo de Cultura do PCdoB/Ce; do Colegiado do Sistema Nacional de Cultura; do Fórum de Literatura do Estado do Ceará; da Rede Nordeste do Livro e da Leitura; Diretora da Livraria Feira do Livro – Fortaleza/CE;
Rosemberg Cariry – Filosofo, pesquisador e cineasta – Fortaleza/CE
Tales Bedeshi – Artista/educador, integrante do PIA – Belo Horizonte -MG
Célio Turino – Historiador, escritor e ex-secretário da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultural – São Paulo – SP;
Gabriela Monteiro – Artista visual e integrante do PIA – Rio Janeiro – RJ
Luciana C M Costa – Mestranda em Artes Visuais, integrante do Coletivo Política do Impossível e o PIA – São Paulo;
Lula Gonzaga – um dos pioneiros em cinema de animação do Brasil – Cineastra – Olinda/PE;
Salete Maria – Professora Universitária, advogada, pesquisadora sobre gênero e cordelista – Juazeiro do Norte/CE;
Allan Bastos – professor e fotografo – Crato/CE
Cacá Araújo – Dramaturgo, poeta, ator e folclorista – Crato/CE
Armando Teixeira Leão – Coordenador Executivo da UNEGRO e Mestre de Capoeira Angola
Ulisses Germano Leite Rolim – Professor, poeta e músico;
Alexandre Santini - ex-coordenador do Cuca da UNE e integrante do Companhia de Teatro Político “Tá na Rua” – Rio de Janeiro – RJ
Maria Pinho Gemaque – Mapige – integrante do Coletivo Psicodélico, artista/educadora – Macapá – AP;
Alysson Amancio – Professor, pesquisador e coreografo – Juazeiro do Norte-CE
Edival Dias – Professor, artista/educador e ator – Juazeiro do Norte/CE;
Oswald Barroso - Professor, poeta, pesquisador e dramaturgo;
Luiz Carlos Salatiel - Compositor, interprete e produtor cultural.
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

RIO+20 E MENOS SOLUÇÕES ... Por José Cícero*

Com a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a chamada RIO +20, que ora acontece no Brasil(RJ) está sendo possível perceber que a questão ambiental em escala planetária, a despeito do seu atual estágio beirando perigosamente os limites da catástrofe ainda não constitui uma preocupação mundial. Como se ver, a crise econômica da Europa por exemplo ocupa muito mais espaço nas agendas dos governos e da mídia marrom em suas agência internacionais do que mesmo o caos anunciado das mudanças climáticas e a devastação dos ecossistemas da Terra.
Na prática, há uma absurda indiferença, principalmente por parte das nações do chamado 1º mundo e/ou em desenvolvimento(como queiram), encabeçadas justamente pelos maiores poluidores do planeta, a começa pelos Estados Unidos, Grã-bretanha, Rússia, Japão, França e China dentre outros. Na maioria implacáveis destruidores dos ecossistemas da Terra e dos seus próprios recursos naturais e, que portanto, ainda insistem em querer dá ordens ao resto do mundo. Mas como se ver, não têm moral para nada disso. Ainda por cima, como se não bastasse, se mostram contrários a quase todos os tratados, metas e recomendações(quer sejam da ONU ou não) que tenham como metas reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera, causadores do efeito estufa e seus terríveis desdobramentos.
Há por conseguinte e infelizmente, uma forte resistência por parte da maioria das nações ditas desenvolvidas, quanto a criação de possíveis mecanismos e/ou exigências que visem conter a exploração desenfreadas dos recursos naturais, os atuais índices de poluição, mudanças de paradigmas com vistas a adoção de um desenvolvimento sustentável, dentre outras ações que se mostram necessárias e inadiáveis para a conservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
De modo que, quanto mais tecnológicamente desenvolvido o país, mais resistente em relação as medidas e as metas a serem alcançadas na questão ambiental. Então, como poderá ocorrer a implantação de um desenvolvimento sustentável quando os maiores destruidores da natureza se recusam terminantemente em cumprir tais resoluções? Ninguém quer abrir mão dos seus atuais padrões de vida econômica, mesmo sabendo que é algo altamente predatório e deletério para o futuro das novas gerações. Mesmo sabendo que o planeta está se exaurindo diante do consumo exacerbado e do alto grau de desperdício e poluição.
Contudo, haveremos de convir, se levarmos esta plausível incompreensão para o nível individual constataremos que, o que ora acontece no geral, também ocorre na esfera particular/pessoal. Senão vejamos: quem por mais informado e educado dos brasileiros está de fato preocupado e fazendo a sua parte quanto a questão ambiental? Quem abrirá mão do seu padrão de conforto e de consumo às vezes supéfluo, do seu automóvel poluídor etc. Quem está sequer dando bola para a questão do lixo, do desmatamento, da degradação ambiental, da escassez da água ou mesma para a necessidade de uma mudança efetiva em relaçãop ao meio ambiente? Que se dá ao exemplo na sua praxe cotidiana? Vejamos o nível de adesão e engajamento das instituições públicas em geral e das escolas em particular? Porém, a questão por que passam os ecossistemas terrestres é muito mais grave do que os nossos cientistas, na sua grande maioria atrelados ao sistema, querem nos dizer.
Então, como continuar acreditando numa Rio+20 como saída para uma solução possível? Ou mesmo numa mudança razoável dos nossos atuais padrões antrópicos se falta a adesão mínima necessária para tanto? Fica portanto, a impressão de que todos estes que relutam em não aceitar tais providências ecológicas, de que são capazes se alimentar de dinheiro. De que poderão sobreviver apenas de tecnologia, bens de consumo duráveis e queimando combustíveis fósseis pela vida inteira.
Triste também é a constação de que a imprensa mundial e até mesmo a do Brasil fazem um verdadeiro boicote a esta convenção do Rio de Janeiro. Uma prova de que defendem outros interesses que não o da vida humana, assim como das espécies biológicas do planeta. Como se explica, os temas debatidos na Rio+20 ser menos importante do que a Eurocopa, o campeonato brasileiro de futebol ou mesmo as novelas da TV? Vejam o tamanho do espaço que a mídia tem dedicado à Confência das Nações Unidas? Desde o protocolo de Kyoto e a Rio-92 que nada de significativo aconteceu no que tange, sequer as reduções dos níveis das emissões de gases poluentes que são jogados na atmosfera.
Até agora são tímidas demais as discussões ocorridas na Rio+20. Quem saber a partir de quarta-feira com a chegada dos chefes de Estados oriundos de várias partes do Globo, coisas novas e satisfatórias possam ocorrer. Afinal, não custa nada acrediarmos mais um pouco ma consciência humana, visto que dessas declarações de intenções dependerá e muito, o futuro da Terra e das novas gerações vindouras.
Façamos, mesmo que diminuta a nossa parte, que no conjunto do bioma em geral poderá fazer a diferença. É preciso, hoje mais do que em qualquer outro momento da história, cada um de nós possa exercitar sua consciência ecológica de um modo o mais prático possível, como algo fundamentalmente importante e decisivo para a posteridade dos que virão despois de nós.
A vida do planeta está por um fio e não cabe mais protelações insensíveis e indiferentes quanto a necessidade de ações preservacionistas em relação à natureza e os recursos naturais.
Ou faremos agora, ou haveremos de conhecer o mesmo fim trágico que tiveram os dinossauros.
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Prof. José Cícero
Secretário de Cultura
Aurora-CE.
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