sábado, 22 de maio de 2010

AURORA: Culto a figura do padre Cícero é uma constante

Por José Cícero
Devotos e fiéis colocam suas velas e fazem orações sob os pés da estátua de Pe. Cícero na praça da estação de Aurora
Nos últimos tempos, talvez acossada que vem sendo pelo avanço tecnológico decorrente da modernidade; a antiga crença assim como a religiosidade das pessoas, de um modo geral, vem decaindo sensivelmente a cada dia. Isto, digamos, que já é um dado público e notório.
O apego fervoroso aos dogmas e o cumprimento quase britânico aos atos litúrgicos, datas dos santos e as comemorações religiosas de algum modo vem sofrendo uma baixa das mais sentidas. A própria igreja já reconheceu isso publicamente.
Porém, ainda hoje aqui em Aurora por exemplo, todo os dias 20 de cada mês logo a começar pela madrugada é possível ver e ouvir o som barulhentos dos fógos de artifícios a estourar pelos mais diversos cantos e recantos da cidade e até dos sítios circunvizinhos. Trata-se de uma antiga maneira com que os aurorenses na sua maioria devotos do padre Cícero Romão aproveitam para pagar suas promessas, ou mesmo festejar com entusiasmo a memória do cearense do século.
À noite na praça da estação ferroviária, onde existe a estátua do sacerdote caririense, devotos e fiéis rezam de joelhos, colocam flores, acedem suas velas e fazem suas orações num ritual que já virou uma tradição na cidade(ver foto). A nova estátua do padre Cícero, foi inaugurada ano passado pela prefeitura municipal. Em Aurora o culto ao padre é uma constante. Sua imagem é venerada em quase todas as residências e, principalmente no interior rural.
Portanto, diante do ostensivo processo de esvaziamento dos adeptos ao catolicismo pelo país afora, assim como à religiosidade de um modo geral, diria que o culto popular à figura do patriarca do Nordeste – Padre Cícero Romão Batista, ao que tudo indica, parece que sobreviverá por muito e muito tempo. A campanha dos seus devotos e fiéis pelo Cariri, o Ceará e o Nordeste se mantém; parecendo passar ao largo desta suposta crise das religiões ou de qualquer polêmica.
Tudo isso é uma evidência incontestável de que o nome do “santo” já aclamado pelos romeiros Nordestinos é simplesmente imbatível.

Contudo, quanto mais se fortalece nos braços, nas crenças e nos mais autênticos sentimentos do povo sertanejo o nome do padre Cícero, contraditoriamente por algum razão(que ainda não sabemos ao certo) se distancia de uma possível aceitação pelo Vaticano no sentido da sua reabilitação, canonização etc.
Uma coisa mo mínimo curiosa, levando-se em conta entre outros aspectos como sendo o Brasil o país mais católico do mundo e com um número de “santos” assaz diminuto em relação aos europeus. Estes últimos aumentam seus números com facilidade em cada canetada do papa.

Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


Paz e Solidariedade,



Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
Especialista em Psicologia Jurídica
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://twitter.com/REVISTASOSDH