terça-feira, 1 de junho de 2010

Padre Cícero é aclamado pelos ecologistas do Greenpeace: O Padroeiro da Natureza.

Por José Cícero*Todo grande homem necessariamente foi um grande sábio. Nenhum grande homem sendo sábio deixou de expressar sua visão holística em favor de um mundo novo e de uma vida digna, ética, confortável e harmoniosa para todos na sua mais profunda simetria respeitosa com a natureza. Porque esta era a antevisão inerente aos homens que viveram além do seu tempo. Razão de serem grandes e te terem ficado para sempre na história.
Hoje, em tempos conflitantes de uma civilização mergulhada no caos, ajudada por uma crise moral e ecológica em escala planetária e sem nenhum precedente na história da humanidade. Temos por tudo isso, que reverenciar figuras humanísticas e proféticas que de alguma maneira especial devotaram suas vidas pelo progresso e a felicidade do mundo. Dentre as quais não somente do ponto de vista ambiental podemos destacar Aristóteles, São Francisco de Assis e, por que não dizer, o padre Cícero Romão Batista – o santo popular do Nordeste? Assim como São Francisco considerado o Santo da natureza, padre Cícero acaba de ser aclamado com o título de padroeiro da natureza. O título foi dado recentemente pelos ecologistas da mundialmente conhecida Ong ambiental Greenpeace. Um belo reconhecimento pelas ações educativas de caráter ecológico praticadas pelo padre junto aos seus romeiros e devotos. Numa época em que as preocupações acerca do meio ambiente e da biodiversidade ainda não existiam sequer nos meio acadêmicos e científicos. Os chamados preceitos ecológicos do meu “padim Ciço” que hoje vão ao encontro de toda uma crise mundial por que passa os ecossistemas terrestres quando à natureza encontra-se a beira de um colapso total, em face da voracidade com que a espécie humana vez consumindo e devastando os recursos naturais em todo o mundo. Neste cenário dantesco, diríamos que os preceitos do padre Cícero evidenciam ainda mais sua cosmovisão quase profética de um sábio.
Padre Cícero foi no sentido lídimo do termo, um ardoroso defensor da nossa caatinga, um bioma só existente no Nordeste do Brasil. Falando de modo simples a língua do seu povo, o padre do Juazeiro dentre outras coisas dava conselhos importantes de como conviver com a seca e, em paz e harmonia com a natureza. De uma planta endêmica da caatinga – a maniçoba – chegou inclusive a produzir e exportar a matéria-prima da borracha. Por tudo que fez, pensou e agiu, padre Cícero: o cearense do século, foi em suma, um homem póstumo como bem dissera outro dia Nietzsche.
Com os seus preceitos ele defendia:
*Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.
*Não toque fogo no roçado nem na caatinga.
*Não cace e deixe os bichos viverem, eles também são filhos de Deus.
*Não crie o boi nem o bode soltos, faça cercado e deixe o pasto descansar para se refazer.
*Não plante serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé. Deixe o mato protegendo a terra para que a água não arraste e não se perca suas riquezas.
*Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar a água das chuvas.
*Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedras soltas.
*Plante cada dia pelos menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer. Até que o sertão todo seja uma mata só.
*Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema. Elas podem ajudar você a conviver com a seca.
*Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer.
* Mas, se o povo não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

José Cícero - Secretário de Cultura. Aurora/CE.
LEIA MAIS EM:
www.jcaurora.blogspot.com

www.blogdaaurorajc.blogspot.com
www.aurora.ce.gov.br
www.seculteaurora.blogspot.com


Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com