terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ARTIGO: Aurora - Canteiro de obras - A crítica pela crítica...

Por José Cícero


1- Pavimentação asfáltica. 2 - Ponte do Salgado 3- Pref. Adailton e Min. José Pimentel assinando ordem de serviço da agência do INSS
Parece piada e, ainda por cima de puro mau-gosto. É assim que podem ser classificadas algumas atitudes de uns poucos acerca do producente trabalho que vem sendo empreendido pelo prefeito municipal Adailton Macedo no decurso desses 12 meses incompletos de uma gestão que, de tão operosa, vem surpreendendo muita gente. Mas, digamos que a surpresa pode ser até compreendida. Agora, o incômodo, nem tanto...
Isso mesmo! Há quem esteja profundamente incomodado com o sucesso da gestão municipal. Quem assim se comporta e procede não pode amar a sua terra. Quem assim se comporta não possui no coração o sentimento de apego à história e, tampouco ao futuro das novas gerações aurorenses. Quem assim se comporta, o faz apenas por casuísmo e não pela razão diante daquilo que é certo e necessário. Coisas comuns não à política verdadeira, mas à politicagem que no seu todo contraria os princípios da verdade e do bom-senso.
Mesmo sendo minoria, ainda existem pessoas que torcem pelo “quanto pior melhor”. Uma anátema que, felizmente, não faz parte do arco das prioridades da gestão atual. Um revanchismo, uma cegueira congênita ou quem sabe, pura má-fé dos que não querem admitir o óbvio ululante. A realidade de tão clara nos salta os olhos: Aurora está mudando para melhor... E o povo na sua maioria e sabedoria está aprovando. Isso é o que importa.
De modo que hoje, podemos dizer que, literalmente, a cidade de Aurora se transformara de vez num verdadeiro canteiro de obra. Gerando assim uma perspectiva das mais confiantes para sua gente. De onde não se excluir sequer o seu interior rural que igualmente vem recebendo a atenção especial da Prefeitura.
Incrível é saber que uma realidade tão promissora como esta possa incomodar alguns. Porém, os fatos falam muito mais dos que um bilhão de palavras. Toda boa oposição tem que no mínimo ser propositiva e racional...
Em quase um ano de gestão, a administração intitulada de “O povo construindo o novo”, capitaneada pelo jovem prefeito Adailton Macedo que tem como vice o sindicalista Antonio Landim vem se mostrando recordista quanto ao número de obras importantes e ações fundamentais para o engrandecimento do seu povo e o progresso do município, como uma administração modelo e pioneira no contexto da região Caririense. Sem esquecer que o prefeito já fora, inclusive agraciado com alguns prêmios de destaque no campo da administração pública. Sendo que o mais recente que foi conferido no Rio de Janeiro, o coloca entre os 50 mais importantes gestores do Brasil.
Então, por que isso incomoda tanto? sic...
Diante desta realidade, muitos se perguntam: Como um prefeito que não faz parte do núcleo de alianças do governo do Estado e, tampouco do governo Federal, pôde fazer tanto, num curto espaço de tempo? E, diga-se de passagem, ainda por cima, um estreante na gestão executiva. Mas digamos como resposta, que tudo isso é conseqüência de um trabalho árduo, penoso, mas, decidido, determinado e inteligente; alimentado que é pelo sonho de sempre fazer o melhor sem muita preocupação com o cansaço. Uma gestão que prima pela descentralização assim como pelos princípios democráticos. Contudo, nenhuma obra cai do céu... É preciso uma verdadeira maratona de idas e vindas aos centros do poder. Tudo isso constitui apenas algumas dos atributos que compõem o ideário daquele que ocupa a posição de chefe do executivo aurorense. Toda obra, portanto tem sim a sua marca, o mérito e o esforço do prefeito, bem como da gestão que ele representa. O resto é balela ou pura falácia dos que não têm olhos para ver e, tampouco fazem uso da racionalidade.
Enfim, Aurora de uma ponta a outra está se vestindo de modernidade e brilho, diante de um trabalho auspicioso e determinado que ora vem sedo executado pela gestão. Uma coisa que, convenhamos, deveria ser motivo de elogio e alegria por todos os que amam de verdade a terra do Menino Deus. O oposto, só pode ser visto como recalque e/ou revanchismo político que no fundo são contraproducentes para a construção de uma Aurora, melhor, fraterna, moderna, democrática e socialmente justa para todos.
O início das obras do asfaltamento da entrada da cidade, assim como do centro e de todo o entorno da praça da matriz que ocorreu sexta-feira, 14 foi meio que o verdadeiro divisor de águas na administração pública de Aurora. A partir de agora, será sempre o antes e o depois do asfaltamento das ruas e avenidas aurorenses. A começar pelo grande número de pessoas que acompanhou de perto todo o trabalho. Uma evidência de que a população na sua maioria absoluta aprovou as obras empreendidas pelo gestor.
Por fim, tudo o que vem para o engrandecimento da cidade e, por via de conseqüência para a comodidade da população, precisa necessariamente contar com a aquiescência popular. Do contrário, será jogar contra o patrimônio.
A crítica pela crítica ou simplesmente, como dizem um mero ‘complexo de cururu’. E isso não funciona para quem está determinado a travar sempre o bom combate em favor de uma causa maior: o povo aurorense.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Por que todo alarde em torno da visita de Ahmadinejad ao Brasil?

Lula e Ahmadinejad
Por Ferreira Gullar
“Lula não se considera apenas mais um presidente que o povo elegeu e, sim, o único que, nascido da pobreza, de fato o representa. Não estou inventando nada, mas apenas repetindo o que ele mesmo já disse mais de uma vez. Não por acaso, sempre repete: "Nunca antes na história deste país..." Mas, ultimamente, essa mega autovalorização ultrapassa o âmbito nacional para impor-se internacionalmente, levando-o a se pronunciar sobre todos os assuntos mundiais com a suposta autoridade de Lula Primeiro e Único. A última dessas intervenções foi em defesa de Ahmadinejad. Em resposta à chanceler alemã, Angela Merkel, que acusou o Irã de violar os acordos internacionais que proíbem a produção de armas atômicas, Lula declarou que os Estados Unidos e a Rússia não têm autoridade moral para criticar o Irã, já que possuem arsenais atômicos. Trata-se de um afirmação primária, que ignora o fato de que foi precisamente a existência desses arsenais que levou a ONU a proibir a produção de novas bombas atômicas. A declaração de Lula simplesmente autoriza o Irã (e qualquer outro país) a produzir bombas atômicas, já que aqueles países as possuem. Na sua opinião, então, o certo é o mundo retomar à corrida nuclear da época da guerra fira? Lula é um desastrado; na verdade, não sabe o que diz.”
Fonte: Portal Literal:
Foto: o Globo.com
AGORA DIGO EU:
Intelectualismo Burguês - Doença infantil só do Brasil ?
Por José Cícero
De fato, o Lula tem sido às vezes até exagerado e até vacilado em muitas das suas afirmações. A última delas, inclusive com relação ao suposto mensalão do Arruda-DF, quando disse que nem sempre as imagens falam por si mesmas. O que não concordo, porém defendo e até respeito o que ele diz. Não por ser ele presidente da nação tupiniquim, mas principalmente pelo elementar direito e a liberdade de poder dizer o que pensa como uma magna garantia constitucional. Desde modo, estaremos assegurando a nossa própria liberdade, a partir do instante que aceitamos a dos outros.
Sei, inclusive que ainda possa existir um certo deslumbre morno, requentado de quando em vez, por parte do Lula quando se ver e se sente a liderança brasileira como maior índice de aceitação popular dentro e fora do Brasil, da América Latina e quiçá até no mundo. Esta realidade o torna cada vez mais atrelado a idéia da sua projeção pessoal. Algo que, convenhamos deva ser natural a quase todos os políticos, notadamente os grandes lideres populares.
Conquanto, malgrado seus comentários macarrônicos e seus vacilos, o Lula é sem dúvida, uma liderança espetacular. Queiramos ou não, uma figura que vem merecendo o respeito e a admiração de parcelas significativa da comunidade mundial e até mesmo dos letrados. Tudo por uma série de atributos importantes que o mesmo concentra na sua heróica trajetória de luta e combate em favor de uma realidade social diferente. Isso ninguém poderá negar. Nem mesmo os intelectuais, que no fundo morrem de invejam por ver um quase analfabeto chegar ao poder da forma mais bonita e interessante como este nordestino dos grotões do Brasil chegou. Um cara que deixou o Nordeste não por opção.
Não porque simplesmente queria conhecer e vivenciar a terra da garoa. Não, isso não.
Ele deixou seu torrão para não morrer de fome como muitos que decidiram morrer calados no seu canto, como verdadeiros Prometeus dos rincões do Brasil. Um cara que com suas próprias mãos decidiu construir para si e para os outros uma história diferente daquela que as elites tinham tentado fabricar historicamente como uma sina cruel inexorável.. Um cara que muito mais do que construir a sua própria história, continua tentando até hoje mudar radicalmente a dos seus irmãos de lida e de sangue.
Enfim a história de todos os brasileiros, por sinal até mesmo dos nossos intelectuais, muitos dos quais ainda agora vivem da miragem de sonhar a Europa, os EUA o mesmo sonho das elites imperialistas do mundo. Ou seja, a perpetuação do modelo opressor.
Penso até que o Lula esteja temendo perder a posição de líder maior da América Latina para o corajoso presidente venezuelano Hugo Chávez. Que também é temido, invejado e odiado pela burguesia intelectual do seu país e do mundo. Enfim, a história humana é pródiga neste exemplo: todos aqueles que tentaram ficar do lado dos mais fracos, explorados e oprimidos foram odiados, perseguidos até a mortos ou no mínimo taxados de loucos, bandidos perigosos, nocivos aos padrões estabelecidos secularmente.
As elites temem os revolucionários assim como o diabo teme a cruz. Com uma pequena diferença. O exemplo do demo é apenas uma metáfora... A do Lula e seus algozes é pura verdade. E a verdade, como dizem, às vezes dói...
Ao que escreveu Ferreira Gullar:
Quanto ao que escreveu o poeta Ferreira Gullar em relação ao encontro de Lula com o presidente do Irá Ahmadinejad não passa de ilações que no fundo se aproximam de toda a ojeriza com que boa parte da elite intelectual brasileira se mantém em relação ao Lula.
O Lula é sim o primeiro e, queira Deus que não seja o único. Se isso preocupa tanto o velho poeta que deixou o Maranhão. A propósito por que será que o presidente brasileiro não pode opinar nos assuntos internacionais? Por que o Japão pode? Os EUA, a Inglaterra, a França, enfim muitos? Ora, paciência, só seremos grandes de verdade um dia, a partir do momento que nos sentirmos como tal. Por que Lula tem que saber falar Inglês e o Bush, o Obama não devem falar o português? Qual a desonra? O Lula não teve as mesmas oportunidades que teve FHC e tanto outros. Mas as poucas que tivera agarrou com unhas e dentes... Lula, o homem, muito mais que o presidente, é um vencedor na mais clara acepção do termo. Um exemplo dos mais raros de superação numa sociedade em que as injunções sociais são sempre contrárias aos trabalhadores nordestinos. Portanto, raros são os que conseguem sobrepor-las.
A defesa que Lula supostamente fizera de Ahmadinejad foi louvável porque simplesmente joga por terra toda a mentira engendrada pelas elites políticas brasileiras e internacionais em relação aos discursos carcomidos que tratam da fabricação de armas atômicas, de destruição em massa pelos países que não se ajoelham aos ditames imperiais dos Estados Unidos e seus asseclas...
Ora bolas, tomo mundo sabe que este foi o argumento mentiroso utilizado pelos EUA como pretexto para invadir e destruir o Iraque, desrespeitando, desmoralizando e humilhando todos os tratado internacional e as determinações da ONU.
Será que querem que nos esqueçamos? Afinal, quais os tratados que foram respeitados pelos americanos para as invasões nefasta e desumana que ainda hoje fazem pelo mundo afora?
Defender a soberania do país e não se joelhar subsevientemente à política norte-americana não constitui nenhum desrespeito nem violação os tratados e nenhum acordo internacional. Nem EUA, nem Rússia, nem Inglaterra e nem Japão possuem autoridade moral para criticar nem tampouco querer cobrar quaisquer coisas e/ou qualquer posição do Irã, de Tuvalu, ou raios que me partam... Por que Lula não pode expressar esta verdade? Suas opiniões, sobretudo enquanto, principal autoridade constituída do país? Afirmação primária? Não creio.
Só nos faltava essa. Talvez seja primária pelo fato de só ele ter a coragem de dizer o que pensa sem antes pedir a autorização aos ianques e a todos os que se imaginam proprietários do planeta. Mas nem assim seria primária... Porque o Chávez também o diz quando quer e encontra espaço na mídia internacional.
No fundo, creio que primário, seria achar que uma mera conversação de Lula com o presidente do Irá possa se transformar numa declaração e incentivo para que o país do Oriente médio possa produzir armas atômicas ou de destruição em massa como não se cansam de afirmar os norte-americanos.
Desde quando ser corajoso e independente é ser desastrado?
Lula sabe o que diz sim. Muito mais dos que os que romanticamente e por arrogância pensam que a submissão possa de algum modo contribuir com as pequenas nações do mundo em alguma coisa. A história tem nos provado que não...
A independência, a soberania e a autodeterminação dos povos têm sido mais importantes do que as algemas impostas pelo imperialismo mundial aos seus dominados e explorados.
A assinatura de acordos de cooperação nas áreas de cultural, ciência e tecnologia do Brasil com o Irã têm cutucado o flanco e provocado a biles dos que pensam está acima do bem e do mal.
O encontro do presidente Lula com Mahmoud Ahmadinejad homem forte do Irã terá sim que ter também, como seria natural, um pano de fundo político.
Sinal de que o Brasil agora pensa grande e está colocando seu nome de vez na agenda das prioridades e dos problemas internacional. Seremos atores protagonistas de uma nova história e não apenas meros coadjuvantes. Se isso incomoda(pasmem) até os nossos pretensos intelectuais de gabinete, paciência...
Os verdadeiros interesses do Brasil e da sua gente é bem maior que esta visão tacanha e preconceituosa em relação ao presidente que elegemos para governar nossos destinos. Lula é um estadista de primeira grandeza, sem toga e sem frescura. Por este motivo incomoda tanto os que, sendo da elite, não se sentem parte de nós.
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domingo, 13 de dezembro de 2009

Conferência de Copenhague: O que Lula e nós temos com isso?

Por José Cícero

O que o planeta pode esperar da conferência do meio ambiente de Copenhague que acontece na Dinamarca, diante da recusa explícita e vergonhosa dos governantes dos Estados Unidos e do Japão? Assim como da maioria das nações desenvolvidas do planeta?
O preço que as espécies estão pagando pelo desenvolvimento industrial-tecnológico, da chamada modernidade assim como do consumismo exacerbado dos pretensos donos do mundo, é altíssimo. Do jeito que vai comprometerá fatalmente a vida na Terra. Então, qual a razão da recusa de todos eles quanto a cota de redução das suas emissões de gases poluentes?
Justamente eles, os maiores destruidores do meio ambiente e dos recursos naturais da biosfera?
Como a industrialização, o dinheiro e o desejo de poder podem ser tão fortes ao ponto de cegá-los para que não percebam a dimensão da catástrofe em que está mergulhando o planeta pondo em risco a sobrevivência da raça humana assim e de todas as espécies biológicas da Terra.
A opinião pública mundial, caso não bebam na mesma fonte de Washington, deve está se perguntando até quando o resto do mundo poderá agüentar calado a ignorância, a prepotência e a falta de sensibilidade dos que galgaram posições de destaque no panteon político do globo, mas que ao contrário do que se espera, contribuem para a destruição da humanidade.
O mundo precisa se indignar diante de decisões absurdas como estas.
Se os países do chamado 1º mundo são os principais agentes causadores da degradação ambiental precisam ser responsabilizados pela tragédia que estão provocando. Não importa ser a redução de poluentes atmosféricos vai interferir nas suas economias... Suas economias já estão mais que debilitadas. Basta ver onde se encontra o epicentro da atual crise financeira internacional.
A natureza é mais importante. A vida é o que importa agora neste momento crucial da história planetária. Portanto está na hora de um movimento global que possa obrigá-los a seguir o consenso da maioria em relação a sustentabilidade dos ecossistemas terrestres. Todo contrário entrarão em colapso total. Que destrói o meio ambiente ataca todos os povos do mundo. Esta agressão devia ser considerada crime hediondo, crime de guerra por atenda contra a dignidade humana que é a vida.
Penso que todo o mundo se enganou com o Obama. Só agora o mundo começa a se dá conta do verdadeiro Obama. Ao ponto que a única diferença com os demais que já passaram pela casa branca parece está mesmo tão somente na cor da pele.
A sua objeção as proposta da conferencia, a decisão de enviar mais soldados para o Afeganistão, a manutenção da invasão do Iraque, o bloqueio a Cuba, a manutenção da prisão de albugray, enfim uma série de atitudes que agora pouco ou quase nada o diferencia do louco Bush.
O egocentrismo, a espoliação e o desejo de guerra e sangue e exploração retornou, devendo continuar sendo a velha tônica do seu governo.
Outros líderes infelizmente participam da conferencia mais pelo alarde. Pelos holofotes da imprensa mundial. Como parece ser até o caso do nosso Lula querendo se firmar no mundo com o grande líder da América Latina.
Quem sabe em disputa com o corajoso presidente venezuelano Hugo Chávez.
Ora se Lula quer mesmo ser destaque no debate e nas propostas ambientais devia começar dando bons exemplos na questão da Amazônia legal, cuja realidade é vergonhosa para o mundo.
Lá a devastação é uma realidade que choca até mesmo os mais otimistas. Coisas que a imprensa e, sobretudo a TV recebe para não mostrar. Um tipo de mídia que mais desinforma do que informa. Mais deseduca do que educa. Mais esconde do que apresenta as cores da verdade. Uma mídia televisiva que o tempo todo nos mostra uma realidade que não existe.
Se Lula quisesse marcar posição na seara política internacional e na agenda ambiental do planeta não deixaria que os rios do Brasil estivessem quase todos num estado de quase morte. Não teria forçado a demissão de Marina Silva, da maneira que foi. Pressionado pelos poderosos que lucram com a devastação da nossa Amazônia assim como dos diversos ecossoietama brasileiros.
E não me venham dizer que a situação da Amazônia está melhorando. Porque não acredito. E não acredito nos discursos antigos, assim como nos dados que o aparelho midiático e governamental nos tem apresentado sistematicamente de vez em quando. A situação ambiental da Amazônia e do Brasil como um todo é muito mais grave do que a sociedade brasileira pode imaginar.
Que a conferência de Copenhague possam trazer luz a uma problemática mundial gravíssima. E mais que isso: Soluções definitivas para que possamos barrar todo o processo de devastação da biodiversidade e da natureza como um todo. Porque já estamos adentrando o ponto limite. Dentre outros complicadores, além do desequilíbrio climático podemos afirmar que os recursos naturais já estão no limite da sua exaustão total. A febre de consumo da humanidade também precisa ser reavaliada...
As questões ambientais daqui a pouco será um caminho sem volta.
E daí em diante, nenhum encontro de lideres poderá servir para mais nada. Tudo o que pode ainda ser feito, deverá ser feito agora sem demora. Sinais é o que não falta. O desequilíbrio climático e os desastres ambientais estão a ocorrer pelo mundo todo.
Quem já pensou em enchentes destrutivas na Arábia Saudita, secas na Amazônia, Tufão e mini Tsunamim na região sul do Brasil, Terremotos no Nordeste, enfim.
Apenas os cegos do poder e os loucos por dinheiro e status não podem mensurar o perigo que nos cerca e se já se avizinha.
Os desastres naturais não têm fronteiras. Cabe a humanidade se unir no sentido de encontrar uma saída o mais rápido possível. Pois o tempo urge... e a mãe natureza e o planeta – nossa única morada – não podem mais esperar.
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Todo o singular do Pluralismo Nietzschiano*

Por José Cícero
Qual o sentido do mundo das idéias ainda hoje, não fosse a consistente contribuição oferecida ao longo da história humana pela filosofia? Sem ela, seria quase impossível sequer imaginarmos o homem nas suas diversas relações contemporâneas e num contexto cada vez mais conflituoso e exigente do ponto de vista da evolução, sobretudo no aspecto do pensamento intelectual, tecnológico e científico.
Posto que todas as ciências já conhecidas e investigadas mantêm suas bases e fundamentos ontológicos solidamente alicerçados no lastro do saber filosófico, num corolário de idéias que nos remetem aos antigos filósofos gregos da natureza e sofistas; num diapasão que vai desde Tales de Mileto, Demócrito e Heráclito até Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas, o que ‘cargas d’águas’ esse comentário tem a ver com o pensador alemão, o chamado “filósofo póstumo” que sempre insistiu na assertiva de que “Deus está morto” e que “o evangelho morreu na cruz”?!
Ora, como resposta óbvia e ululante, digamos que este filósofo chamado Nietzsche foi igualmente para a filosofia mundial e a existencialista do século XIX em particular, o mesmo que a filosofia desde priscas eras fora para a ciência de um modo geral. Ao ponto que depois dele o pensamento filosófico, sobretudo o ocidental nunca mais seria o mesmo. Foi na lídima expressão da palavra um inegável divisor de águas em torno do qual se coloca todo o viés do processo histórico com que a filosofia ainda hoje se apresenta diante do mundo real, dos sentidos e das idéias.
Como sempre ocorreu com todos os grandes pensadores da humanidade, suas idéias tanto dividiram quanto reaproximaram opiniões as mais eqüidistantes possíveis, sendo ainda nos dias atuais aplaudido e odiado por diferentes correntes de pensamento da sociedade hodierna. Identificado com a mesma crítica e a visão de mundo com que se notabilizou o seu compatriota Schopenhauer, o filósofo Friedrich Nietzsche manteve toda sua filosofia baseada no ateísmo insubmisso e niilista regado a ácidas críticas quase sempre dirigidas de maneira recorrente à religião, a fé e ao cristianismo, a quem considerava contrários à natureza humana.
A repercussão das suas idéias fez surgir em várias partes da Europa uma atmosfera diferente de admiração, constestação e ódio a sua pessoa, mas de certa forma impulsionara toda uma rediscussão de muitos dos principais valores de então no campo da moral e da ética. No rol dos seus ideários quase axiomáticos imaginemos qual tipo de reação sofrera naquela ocasião em que se arriscava dizer a uma sociedade atrasada e dogmática que “Deus estava morto e como o criamos, também coletivamente ajudamos a matá-lo”. Cunhou conceitos e epigramas com a mesma força que se produz um postulado, como o da Transvalorização de Todos os valores; do Eterno Retorno; da Fórmula de Grandeza do Homem na qual sentenciava que devemos amar tudo aquilo que não se pode evitar.
Ainda o do Super-homem que seria conforme ele, um ser puro e único justamente pela firmeza de caráter e pelo pleno domínio sobre suas paixões, bem como a chamada sentença de Granito que se resumiu em: “torna-te quem tu és”, entre muitos outros.
Via a esperança como o pior dos males, dado promover e prolongar o sofrimento humano. A única recompensa dos mortos, para ele, era não ter que morrer nunca mais. Qualquer forma de piedade ou compaixão era uma agressão na ótica nietizschiana. Vivenciava a liberdade com extremado senso prático. Para ele, ser livre impunha: não ter nenhum lar, nenhum horário a cumprir, nem posição social a zelar. Como também nenhum salário por pagar(e/ou por receber), nenhum filho, enfim, viver a procura das verdades interiores, como as únicas que existem que interessam e que merecem crédito.
Tudo o que é oscilante achava que devia ser empurrado ao precipício. Apenas o que era sólido, decidido, objetivo e prático importava. Na sua “Gaia Ciência” dizia que certos homens necessitam de inimigos sinceros, tanto quanto de escravos já que eles sofrem de um ardente desejo de ser louvados como semi-deuses terrenos. Por esta razão idiota, adoram tanto os que os bajulas e mentem, assim como os que o glorificam, adulam e elogiam. E mais: que o castigo tem por objetivo melhorar aquele que castiga. também que a força e a fraqueza no ser humano podem ser vistas somente pela sua quantidade de fé.
Qual o sinal de libertação? Respondia Nietzsche: “não mais se envergonhar diante de si próprio. Pois o espírito de um homem se constrói a partir de suas escolhas”. Deste modo, assumia a liberdade como uma das necessidades mais importantes do gênero humano. Cada um devia errar ou acertas por si mesmo, como um primado das únicas verdades que existem r que fazem sentido: ou seja, rodas aquelas que escolhemos para nos mesmos sem a ingerência, a coação ou a imposição de mais ninguém.
Mas o que é que o homem na verdade sabe sobre si mesmo? E o que é a verdade? Nietzsche costumava fazer estas indagações metafísicas o tempo todo como um intenso mergulho dentro de si mesmo; tentando quem sabe, rebuscar primeiro a sua verdade transcendental para depois permitir que os outros o imitassem, podendo assim, cada um ‘parir suas próprias idéias e resposta’ para as interrogações do mundo e da vida a nossa volta.
Por fim, afirmava: “a verdade é um erro sem o qual ninguém consegue viver, porém as verdades mais importantes são as que descobrimos para nós mesmos”.
E o amor? Quase um celibatário, o pensador alemão achava ser o estado em que os homens têm mais possibilidade de ver as coisas como elas não são. Foi um solitário, mas ressaltava em alto e bom som que a sua solidão foi escolhida por ele e não ao contrário. Sua solidão era a um só tempo, companheira e produtiva para seu espírito que estava o tempo todo na busca de evoluir e alçar vôos cada vez mais longos e superiores ao da fauna humana, na sua grande maioria, medíocre, falsa, deplorável e imoral. Afinal, sentenciava que “nunca estamos senão em nossa própria companhia”. Quase como uma espécie de condenação repetia em seu Zaratustra que a humanidade não podia mais ser poupada da cruel visão de se ver a si própria despida à mesa da dessecação moral.
Para ele o bom era tudo o que aumentava no homem o sentimento de poder e o mau, tudo o que nasce da fraqueza. Definia a felicidade, como a certeza de que o poder cresce ante a sensação de ver e sentir cada resistência a ser vencida.
A vida era simplesmente uma morte prolongada e encarava toda a dor e o sofrimento como atributos necessários ao aperfeiçoamento do próprio homem. Abominava os sem-visão, os medíocres e os ignorantes travestidos de qualquer coisa menos inteligência e bom-senso; por isso afirmava escrever para a minoria e para o futuro, pois a humanidade não era digna sequer do seu desprezo. Por vezes repetiu que toda a sua obra era para os que pensavam que com o passar do tempo iriam ser a exceção. Se auto-intitulava de um homem póstumo. O que de certo modo o foi, ao seu jeito surreal, singular. Uma figura além do seu tempo que anteviu muitas situações afora aos seus conceitos filosóficos de vanguarda.
Ante uma sucessão de discussões por ele levantadas...Questões psicológica, humanas e sociais que tempos depois o mundo assombrado com o que ele dissera e pôs nos seus livros, o aplaude agora como um dos mais importantes pensadores de todos os tempos. Uma pena que todos os homens são mortais...Nenhum resiste a inexorabilidade dos anos, do tempo e da idade.
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu no dia da graça de 15 de outubro de 1844 na Alemanha, em Rocken vila próxima de Leipzig. Aos 24 anos escreveu sua primeira obra “o nascimento da tragédia” quando já era professor universitário. Nunca se fixou em lugar algum e desse modo peregrinou pela Europa inteira “querendo curar a sua dor, investigando quantas verdades sua pessoas poderia suportar”.
Em 1889 foi acometido de um ataque psíquico sendo internado num sanatório de onde numa mais pôde sair e, tampouco se curar, vindo a falecer neste local em agosto de 1900 aos 56 anos. Seu legado bibliográfico é extenso do qual podemos mencionar algumas de suas obras mais significativas como: “ O anticristo”, Além da verdade e da Mentira; Demasiadamente Humano; Assim falou Zaratustra, Aurora, Além do bem e do mal, Eco Homo, A Gaia Ciência, Genealogia da Moral, Considerações Extemporâneas, dentre outras.
José Cícero
Professor, Poeta e escritor
Secretário de Cultura
Aurora – CE.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Esporte: Peneirão de futebol acontece em Aurora com observadores do Atlético cajazeirense



Alguns dos principais momentos do peneirão da Seculte-Aurora
Com a participação de mais de 30 atletas aurorenses de 17 a 23 anos de idade e que se destacaram durante a Copa Aurora organizada pela Seculte e com o apoio total da gestão municipal aconteceu na última sexta-feira dia 11 o grande Peneirão de Futebol amador com as presenças de observadores do clube Atlético de Cajazeiras-PB.
Estiveram presentes no estádio municipal o atual técnico do time cajazeirense Jorge Pinheiro(ex-goleiro vários clubes do Brasil), o vice-presidente Narcisão e o presidente Nirvan Furtado. Os mesmos assistiram atentamente as duas partidas que marcaram o peneirão. A primeira entre os jogadores infanto-juvenis das escolinhas da Seculte do bairro São Benedito e do Araçá, bem como a partida principal entre as equipes A e B dos juvenis que se destacam durante a Copa Aurora e o campeonato da segunda divisão. Os "olheiros" paraibanos ficaram satisfeitos com o nível técnico dos jovens talentos de Aurora.
Já o prefeito Adailton Macedo não pode comparecer ao peneirão visto que se encontrava no Rio de Janeiro, onde foi receber mais uma premiação, desta feita como um dos destaques na gestão pública, pontuando antes mesmo do 1º ano de mandato entre os cinqüenta melhores prefeitos do Brasil. O Secretário de Cultura José Cícero e o Coordenador de Esporte da Seculte Raimundo Tabosa se fizeram presentes ao acontecimento. Na torcida também participaram os atletas mirins que participam do Projeto Segundo Tempo. estiveram também presentes ao estádio além da torcida o ex-atleta Zé Jorge, o secretário de Agricultura José Dácio e Joseli Araújo da LDA.
“A criançada do Projeto Segundo Tempo abrilhantou ainda mais o evento, passando gritos de incentivo para os atletas. Houve também a distribuição de lanches para a garotada do PST”. Pode se dizer que a torcida foi uma atração à parte, vez que incentivou intensamente a desenvoltura e o esforço dos que participaram dentro das quatro linhas.
Atletas d'Aurora selecionados pelos dirigentes paraibanos:
Arnaldo (Bairro Araçá), Nano (Vila Freire), Willa (Bairro Araçá), Bastião (Bairro Araçá), Juscélio (Santa Vitória), Tianim (Tipi), Renato (Santa Vitória), Juliano (Aurora Velha) e Nôr (Bairro Araçá).
Uma outra etapa acontecerá na cidade de Cajazeiras quando os jogadores selecionados em Aurora serão uma vez mais submetidos a outro teste, desta feita no gramado do estádio Perpetão juntamente com outros de municípios circunvizinhos. A Seculte, segundo afirmou o secretário, se fará presente juntamente com o seu departamento de esporte no sentido de dá mais uma força e tranqüilidade aos jovens atletas aurorenses.
Conforme informou o treinador Jorge Pinheiro, as cidades de Jati, Abaiara, Mauriti, Brejo Santo, Porteiras e Milagres também forneceram atletas para a etapa de Cajazeiras, no entanto o maior número será mesmo de Aurora com um total de nove. Portanto, teremos muita chance de colocarmos no Atlético um bom número de jogadores, afirmou o secretário. “Penso que é o mínimo que podemos fazer, gerando oportunidade para que aqueles que desejam fazer carreira no esporte possam quem sabe alcançar este sonho de se profissionalizar, desde que tenham talento para isso, concluiu ele”.
Queremos o pessoal da secretaria de Esporte de Aurora, assim como da gestão municipal na abertura do campeonato paraibano, ou seja, na partida de estréia do Atlético, enfatizou o presidente Nivan.
Da Redação:
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Seculte-Aurora realiza encontro com atletas que irão participar do Peneirão de sexta.




De olho no grande 'peneirão' de sexta-feira, dia 11 que acontece no Estádio Municipal de Aurora a Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto – Seculte, realizou na tarde da última terça-feira, 8 na sua sede no centro da cidade um encontro com todos os atletas juvenis que participarão da seletiva de futebol numa parceira do município com o clube Atlético de Cajazeiras-PB.
Através da realização de uma partida envolvendo duas seleções juvenis locais, os observadores que compõem a diretoria do time paraibano escolherão alguns dos jogadores que numa segunda etapa participarão de uma outra seletiva, desta feita no estádio Perpetão na cidade de cajazeiras. Todos os atletas que tomarão parte do Peneirão se destacaram durante a Copa Aurora de Futebol num total apóio da Prefeitura Municipal através do gestor Adailton Macedo.
Conforme assegurou o secretário José Cícero, bem como o coordenador do Núcleo de Esportes da Seculte Raimundo Tabosa. Esta iniciativa é apenas uma de tantas outras que a secretaria irá realizar como forma de apoiar, incentivar, projetar e dar condições para que os talentos emergentes da terra possam galgar novos degraus no mercado futebolístico, a começar pelo regional. O que o secretário José Cícero chama de verdadeira política de incentivo à profissionalização dos atletas que têm potencial e alimentam desejo e o sonho de fazer carreira no futebol.
“Estamos viabilizando junto ao Dr. Paulo Quezado, para o próximo ano, o envio de alguns atletas aurorense para uma bateria de testes no Ferroviário na capital cearense”, explicou o secretário. Para tanto, disse ele, o próprio prefeito Adailton Macedo, está disposto a contribuir de forma efetiva para que os destaques de Aurora possam mostrar seu talento lá fora e se projetar em outras agremiações de renome.
Na sexta-feira, antes da partida principal, haverá um jogo entre as duas escolinhas de futebol infantil mantidas pela Seculte como também com alguns jogadores mirins do projeto segundo tempo.
Na reunião, foi relatado também a questão da realização do 1º Campeonato municipal de Futebol de Salão nas categorias: Adulto, Juvenil e Feminino. Há ainda, segundo o secretário da pasta, existe a possibilidade da inclusão dos veteranos. “Tudo irá depender da nossa conversa com o prefeito que estará viajando para Brasília e Rio de Janeiro à serviço da gestão. Tão logo ele retorne estaremos fechando esta questão. Pois é preciso pé no chão, estamos fazendo o melhor pelo esporte e isso não é fácil.
Há custos financeiros e humanos e não nos esqueçamos que ainda estamos em meio a uma crise. Porém entendemos que isto é investimento no futuro. Mas, assim como foi a Copa Aurora e o Campeonato Juvenil segunda divisão, tudo vai dá certo porque disposição e boa-vontade o prefeito tem de sobra... basta vermos o apoio que neste onze meses tem sido dado ao futebol e até a outras modalidades com o segundo tempo por exemplo. Estamos incentivando o Voleibol e o Handebol com sucesso absoluto, pois já começou a cair na graça da nossa juventude esportiva”, daqui a pouco iremos para o basquete, o atlestismo, dentre outros, finalizou o secretário. Todos os desportistas e a comunidade em geral estão sendo convidados para assistirem mais este evento esportivo da Seculte.
Da Redação do Blog da Aurora
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Que música você ouviu hoje?

Por: José Cícero

Palavras e gritos de baixo calão. Obscenidades da pior espécie do começo ao fim. Refrãos repetitivos e fracos de doer. Mulheres-dançarinas, engraçadinhas quase peladas em seus trajes diminutos. Com requebros de bundas, passos e meneios provocativos. Atitudes que a todos remetem ao sexo e não a dança e, tampouco a arte musical. Estes são os indicativos mais presentes na chamada música da nossa atualidade. Que “eles” querem nos passar como Forró...
Coisa que qualquer um pode fazer em minutos, porque não há nenhuma poesia. Nenhum indício de inspiração. Nenhum resquício de romantismo... Nada daquilo que no passado recente poderia ser comparado nem de longe ao que tínhamos no repertório musical da nação tupiniquim. Diferentemente da boa música elaborada com o mais alto tino poético, quando muitas vezes os bons compositores gastavam noites a fio para imprimir sonoridade, poesia e melodia as suas composições que os imortalizaram.
Por outro lado, a música que temos agora é deplorável para não dizermos outra coisa e assim nos igualarmos a todos eles, os pseudocompositores desta verdadeira baboseira que nem de música podemos denominar, sob pena de estarmos cometendo um sacrilégio dos mais imperdoáveis.
Aos contumazes, digamos apenas: Se estão fazendo sucesso é mais uma evidência de que a sociedade brasileira na sua maioria, está sendo enganada naquilo que tem de mais importante: a sua consciência artística, principalmente a sua juventude. Com isso cai no descrédito e caindo também o seu nível: ético, educacional e cultural. Constituindo assim, um grande entrave para o seu progresso humanístico e intelectual.
Uma música pífia e pobre em todos os sentidos que se possa imaginar. Barulheira, redundância de frases da pior escolha vocabular, verdadeira miséria da nossa música miserável. Uma clara agressão ao bom-senso e a capacidade de indignação de toda uma gente que preza pelos seu valores históricos. Uma atitude orquestrada para sugar as parcas economias da nossa juventude.
Um assalto. Um estupro musical. Uma ofensa da pior espécie a ética e a moral de um país que desde muito é reconhecido lá fora, entre outras coisas, pela riqueza espetacular da sua cultura que tem como carro-chefe a beleza da sua música popular.
Agora, de uns tempos pra cá nos chega isso que “eles” querem que chamemos de forró. Mas convenhamos, nada disso tem a ver com o forró genuinamente nordestino. Respeitemos pelos menos a figura imortal de Luiz Gonzaga, de Marinês, de Jackson do Padeiro, de João do Vale do trio Nordestino, do Trio Nortista e, de tantos outros que, enquanto estavam entre nós, deram o melhor de si, com a sua inteligência pela valorização do verdadeiro forró que conhecemos: O forró autêntico, raízes da nossa história. Orgulho de toda uma geração que tinha compromisso com o futuro e o progresso do Brasil.
Além de assassinar a própria gramática, os 'feitores' desta baboseira, pecam também pela ausência total de poesia e sensibilidade, até mesmo na escolha dos nomes de suas bandas. Senão, tentemos sem muito esforço mental, lembrar os nomes e os títulos que estão por aí encharcando as nossas vidas e a nossa paciência no rádio, na televisão e nos discos. A propósito, que música você ouviu hoje? Cuidado. Proteja-se deles... Vejam alguns dos temas preferenciais que mais utilizam: Sexo, mulher, cachaça, vaquejada, rapariga, bebedeira, balada, transa, cerveja dentre outras "pérolas"...
E a mídia? Ah, a mídia também está doente, posto que também participa ativamente deste conchave. Vez que é parte interessada neste estiolado musical. Como vivem para o lucro e nada mais, a mídia aderiu de vez a este filão de ouro da enganação popular. O que é lamentável, diria que um crime de lesa-cultura, vez que a mídia em absoluto é detentora de uma concessão pública, portanto deveria primar pela cultura brasileira como um primado a ser valorizado e colocado no lugar mais alto das nossas riquezas socioculturais e artísticas. Mas não, fazem justamente o contrário. Com o vergonhoso beneplácito dos poderes e dos poderosos. A música das paradas hoje, na sua maioria, nos agridem os ouvidos, a calma, o lazer e a paciência.
É preciso uma campanha contra tudo isso que está posto na ordem do dia como tácita enganação musical. Do contrário, o que será da nossa música verdadeira daqui há mais uma década?
Nossa música não é esta e, queira Deus que não venha a ser nunca...
Com mais educação, conhecimento, democracia cidadã e capacidade de indignação haveremos de dá a volta por cima.
Forró descartável e imoral nunca mais... tudo não passa de mais um modismo vazio sazonal. Viva a verdadeira música popular brasileira!
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sábado, 28 de novembro de 2009

Artigo: Vai um forrozinho...

Um artigo que li na internet, infelizmente onde foi republicado não constava o nome do autor. Mesmo assim resolvi publicá-lo aqui pela dura e penosa verdade que traz acerca da atual miséria da nossa música miserável. Leia-o e comente.
‘Tem rapariga aí? Se tiver, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas as bandas do gênero).
As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:
Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Periquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),Chefe do puteiro (Aviões do forró),Mulher roleira (Saia Rodada),Mulher roleira a resposta (Forró Real),Chico Rola (Bonde do Forró),Banho de língua (Solteirões do Forró),Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).
Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental.
As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção.
Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano SuassunaO secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calypso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de ‘forró’, e Ariano exclamou: ‘Eita que é pior do que eu pensava’. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachaceiro, que gosta de puteiro, ou quando uma mulher canta ’sou sua cachorrinha’. Aonde vamos parar? Como podemos querer pessoas sérias, competentes? E não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, pq tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem ‘ferro’, ‘quero logo 3′, ‘lapada na rachada’? Os homens vão e atendem.
Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto… Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de ‘forró’ ou qualquer outro tipo de ruído, ou se querem ser alguém de respeito na vida!
Vai um forrozinho…suas raparigas…
Ligue-ce com agencias
Posted 28 out 2009 by tome in
Opinião
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Em Sessão extra Câmara de Aurora aprova realização de Concurso público



Numa das sessões extraordinárias mais longas da sua história, Câmara aprova o projeto para a realização do concurso público e a criação do Demutran.
Uma tácita demonstração de democracia plena. Foi com esta sensação que a população assistiu de perto todo o esforço do prefeito Adailton Macedo que durante todo o dia desta quarta-feira, (25), juntamente com o seu secretariado participou ativamente da sessão extraordinária da Câmara de vereadores.
Em pauta, a discussão e votação de importantes matérias de interesse da municipalidade como a que institucionaliza a realização do concurso público municipal para o provimento de cargos públicos em diversas áreas; a criação do Demutran e o de aprovação do Orçamento municipal para o próximo ano. Foi uma das sessões mais longas da história do legislativo aurorense que ficou marcada, inclusive, pela maneira participativa e democrática com que o executivo colocou toda a pauta à apreciação, debate e emendas dos edis durante a sessão no plenário da casa.
Com total abertura; nunca o executivo foi tão franco e inteiramente receptivo às opiniões e inserções oriundas da edilidade de Aurora. “Tudo isso só demonstra a maneira transparente e aberta com que a gestão do prefeito Adailton vem tratando as questões de interesse público. Uma coisa nova e que todos deveriam valorizar”.
Todas as discussões ocorridas no plenário durante os trabalhos, foram acompanhadas por um bom número de pessoas que compareceu a câmara, lotando as suas galerias e o auditório. A condução dos trabalhos legislativos também foi exemplar por parte do presidente, o vereador Paulo José. Por conta do horário corrido, os parlamentares, assim como os secretários municipais, assessores e convidados almoçaram na própria câmara num oferecimento da casa.
A discussão da proposta para a realização do concurso público foi um dos temas mais esperados e acompanhados pelos que se fizeram presentes à sessão. Além de parte da população que acompanhou na parte externa do plenário pelos alto falantes instalados na praça padre Cícero. Ambos os projetos juntamente com o da criação do Demutran receberam a aprovação da maioria da edilidade. Apenas a votação do orçamento e suas possíveis emendas, por uma questão de consenso ficaram para a sessão posterior.
Todos os vereadores, assim como os secretários estiveram presentes aquela que foi, sem sombra de dúvidas, uma sessão que ficará na história. Na próxima semana, a gestão municipal já começa a finalizar o edital com vistas à publicação do concurso público que visa o preenchimento de vagas para diversos cargos no serviço público municipal.
Da Redação:
do blog do JC, da Aurora e SeculteAurora.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

O mundo sucumbirá em 2012 ou os Maias não tinham o que fazer?*

Diante de tantas catástrofes naturais que ora se abatem em todos os quadrantes do planeta a velha idéia do final do mundo nunca esteve tão em voga como agora. E não é por menos; visto que a civilização humana vem passando por um acelerado processo de deterioração em todos os aspectos que se possa imaginar. E isso de algum modo tem se refletido nas esferas da vida terrena, tanto do concreto quanto do campo magnética e espiritual da biosfera.
A energia da negatividade há muito vem superando o lado positivo dos chamados pólos planetários. Não se trata apenas de uma discussão mística ou suprafísica das atuais condições em que vive a humanidade, mas, sobretudo de avaliarmos com os olhos da razão todo o estágio de descalabro em que se encontra mergulhado o planeta e os que nele habitam.
Estamos vivendo um momento crucial em que o homem contemporâneo está sendo chamado a escolher: Ou muda sua forma de convivência com a natureza e com seus pares, ou conhecerá inapelavelmente daqui a pouco, o mesmo fim que tiveram os dinossauros. E o que é pior: já adentramos o ponto limite. Não há mais tempo para espera. Daqui a pouco tudo será irreversível.
Portanto, esta é de fato, uma caminhada sem volta. Há fortes sinais de que o planeta está doente. Tudo por conta das diversas atividades antrópicas, com que os seres humanos têm sistematicamente desrespeitado e maltratado, ao longo da história planetária, a mãe-natureza e os seus recursos naturais.
Terremotos, tufões, tsunamis, secas, desertificações, fome, extinção de espécies, poluição, aquecimento global, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, derretimentos das calotas polares, elevação do nível do mar, escassez de água e tantos outros malefícios relacionados à natureza têm sido uma tácita evidência de que algo de muito grave vem vindo por aí ao nosso encontro. O desequilíbrio climático agora é um fato gritante que de algum modo devia gerar preocupações em todos os habitantes da Terra em especial nas hostes do poder mundial.
Ainda não sabemos até certo ponto, se os livros sagrados de diversos povos e religiões do mundo estão corretos. Porém, se fomos observar atentamente os que dizem, por exemplo, os Vedas, a Bíblia, o Alcorão, o Talmude, o Bhagava Gita, o Torah, a Cabala, dentre outros, é possível constatar uma curiosa proximidade de observação naquilo que ambos descrevem. E mais que isso. O mais incrível é que a maioria dos fatos apontados está sendo comprovada nos dias atuais.
Não estamos diante de nenhuma profecia mirabolante ou embuste de falsários, como sempre foi comum encontrar de tempos em tempos. No entanto, a desordem em que se encontra os fenômenos naturais e a própria humanidade nos levam a acreditar que algo está prestes a ocorrer e de maneira definitiva, isto é, a destruição total da espécie humana e da biodiversidade como um todo. Há, inclusive quem diga que o impacto da atual civilização sobre o planeta é bem menor que o impacto de um meteoro, como aquele que supostamente provocou a extinção dos grandes répteis há milhares de anos atrás.
A história tem provado com a aquiescência da ciência moderna de que a Terra já passou por várias catástrofes, um ciclo que vem se repetindo ao longo das eras geológica e natural da Terra. O que redundou em pouco mais de 5 longas eras glaciais quando a vida na Terra praticamente cessou por cerca de 41 a 100 mil anos. Quando a vida no planeta foi praticamente extinta, tendo que começar literalmente do marco zero. A mais recente, ocorreu a cerca de 150 milhões de anos que coincidiu com o fim dos dinossauros. Provavelmente ocasionada por um choque de um grande corpo celeste, um meteoro gigante que atingiu violentamente a terra.
Basta dizer que um desvio mudança por menor que seja no eixo da terra trará conseqüências imprevisíveis. De modo que um choque com um corpo espacial redundará numa destruição em massa de todas as espécies.
Os profetas do apocalipse reservam agora o final do ano de 2012, como o momento em que o mundo chegará ao seu final. Tendo por base, entre outras coisas, o calendário da civilização Maia, um povo que já não existe e, que viveu na mesoamérica pré-colombiana. O tal calendário termina curiosamente em 2012 e aponta de modo profético uma série de eventos fatalistas como colisões de meteoros e planetas gigantes com a terra, além de tempestades solares que deixarão o planeta às escuras, colapso dos ecossistemas, epidemias, tremores sísmicos, vulcões e ondas gigantes que adentrarão cerca de 160 km no continente.
Para alguns sensitivos, há um esquema para a evacuação do planeta organizado por naves interplanetárias de outras civilizações do cosmos, por sinal, mais avançadas que nós, cientíco-espiritual e tecnologicamente. Para estes sensitivos e outros pesquisadores adeptos da ufologia mística, um terço da população terrena irá sucumbir. Somente as partes mais alta da terra ficarão incólume e os que lá estiverem sobreviverão.
Nunca é demais lembrar que o grande cientista Albert Einstein, um dos mais inteligentes que pela Terra já passou, alertara: “sem as abelhas, os homens desaparecerão em quatros anos”. Mais uma profecia? Não. Isso agora é uma constatação. As abelhas estão desaparecendo da face da Terra. Atacadas que estão por agrotóxicos, poluição, desmatamento, vírus e desorientadas pela confusão do campo/polo magnético da Terra, não coseguindo retornar às suas colméias. 90% da polinização dos vegetais do mundo é feita pelas abelhas. A situação ambiental e de convivência social e espiritual das pessoas estão tão grave que agora Nostradamus passou a ser a bola da vez.
O fim do mundo agora tem o respaldo, inclusive da ciência. O planeta vem dando claros sinais do seu esgotamento vez que não consegue mais repor tudo o que os 6,7 bilhões de pessoas vem consumido como verdadeiras formigas e gafanhotos devoradores dos recursos naturais.
Se em 2012 a Terra sucumbirá, ninguém saberá com exatidão. A ordem é simplesmente esperar. Agora, uma coisa é certa. A natureza já começa a cobrar de todos nós, seus honorários ambientais. O desequilíbrio climático e a degradação dos ecossistemas terrestres são apenas alguns dos fortes indicativos de toda uma desordem terrena que só tende a piorar.
Resta-nos, portanto, a tomada de uma nova consciência cósmica calcada numa visão holística, humana e espiritual da vida e do planeta, enquanto ainda há tempo. Porque daqui a pouco nada poderá ser feito...
A propósito, se ainda não estamos no fim do mundo, estamos pelos menos sdentrando o começo do fim.
(*) Por: José Cícero

sábado, 21 de novembro de 2009

Secretaria de Cultura estuda Simpósio que abordará os 83 da 1ª Passagem de Lampião e seu bando por Aurora


JC ao lado de Sérgio Barros em Juazeiro-CE e atriz Mª Bonita
No último, sábado (21) a Secretaria de Cultura de Aurora, por intermédio do secretário José Cícero esteve visitando em Juazeiro do Norte o diretor do grupo ‘Cabras de Lampião’ – o folclorista, cineasta, ator e diretor Sérgio Barros(foto).
Na ocasião foi discutida a viabilidade da realização do 1º Simpósio Municipal sobre os 83 anos da 1ª passagem de Lampião pelas terras aurorenses. Além de uma exposição sobre a temática lampiônica e o cangaço como fenômenos tipicamente nordestinos. Ainda, segundo o secretário, existe igualmente a proposta da apresentação de peças de teatro acerca da história do rei do cangaço encenada pela Cia. de Teatro Cabras de Lampião e uma outra, pelos que integram o Núcleo de artes cênicas da própria Secretaria de Cultura local. Atividades que, como pensa ele, ocorreriam de forma simultânea ao evento principal.
Um roteiro turísticos acerca da trajetória percorrida por Lampião e seu bando e prédios históricos de Aurora também faria parte da agenda comemorativa, aberta aos visitantes, conforme enfatizou José Cícero.
“Iremos levar a idéia para a apreciação do prefeito Adailton Macedo, em seguida à reunião mensal de avaliação que promovemos com toda equipe da secretaria”. “É certo dizer que Aurora protagonizou uma das páginas mais marcantes e emblemáticas da história do cangaço e de Lampião. E isto está bem contado na Revista Aurora com riquezas de detalhes”.
"Basta sabermos que vários conflitos entre a volante e o bando de Lampião aconteceram aqui, sendo o mais significativo o que ocorreu no sítio Ribeiro. Além da conhecida tentativa de envenenamento ocorrido na Ipueiras, o seqüestro do patriarca dos Liras na Lagoa do Mato, sem esquecer a ligação de Lampião com os Penitentes da Ordem Santa Cruz e com o coronel Izaías Arruda, um dos maiores coiteiros do bandoleiro na região, bem como toda a estratégia para invasão de Mossoró que aconteceu aqui sob a logística de Massilon Leite, dentre outros fatos. De tal sorte que tudo isso precisa ser contado, recontado, reescrito, reavaliado e resgatado numa perspectiva histórica avançada. Por isso a razão do evento que propomos para o final do ano. Diria ainda que a história do cangaço é a própria radiografia da realidade social sertaneja secularmente abandonada e espoliada pelas elites da dominação econômica e do poder".
Com o tema do cangaço e Lampião também podemos informar, esclarecer e educar a sociedade no que diz respeito aos fatos importantes e marcantes do nosso passado.
Ainda em julho do ano passado por ocasião da publicação da Revista Aurora o professor José Cícero, juntamente com Luiz Domingos e Ronaldo Santos já mantinha contatos com a direção da Sociedade Brasileira de Estudo do Cangaço(SBEC) que inclusive, esteve visitando alguns locais por onde o rei do cangaço e seu bando passou na terra do Menino Deus. Naquela ocasião os pesquisadores da SBEC foram recepcionados pela Revista Aurora.
Conforme José Cícero, existe ainda a grande possibilidade de uma série de apresentações cinematográficas dentro do projeto que a Seculte está concluindo, intitulado de Cine-Sertão. A idéia é popularizar a sétima arte através da apresentação de filmes que tratem da realidade regional e nordestina, sem esquecer o incentivos à produção local, amadora. Para tanto, o cineasta Sérgio Barros já se dispôs a fornecer algumas das suas produções, como também a secretaria de Cultura de Barbalha e a comissão do Cariri Cangaço através do ativista cultura Manoel Severo.
O professor historiador da UFPB Francisco Pereira, que também é membro da SBEC com sede em Mossoró-RN em contato com o secretário de cultura deAurora também já dispôs a ser um dos palestrantes.
Em Juazeiro, o chefe da Seculte conversou demoradamente com coordenador dos “cabras de Lampião” e viu de perto peças, adereços, cenários, fotografias e outros equipamentos do grupo guardados no antigo prédio da estação ferroviária da cidade ciceropolitana. “Acho até que todo aquele rico material merecia um tratamento melhor, vez que se encontrava meio que espalhados pelo chão e sem uma acomodação mais digna e adequada para um acervo cultural e histórico daquela envergadura”. Cumpre destacar que em breve a equipe da Seculte participará de um encontro com a Cia. juazeirense no sentido de finalizar as discussões acerca do referido projeto.
Da Redação do Blog da Aurora e SeculteAurora.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Barbárie Social ou Sociedade da Barbárie?

Há quem diga que estamos prestes a vivenciar o estágio da barbárie a qualquer momento. Que me perdoem os incautos e os iluminados da esperança pelo meu pessimismo exagerado, mas diria que a tal barbárie já nos chegou faz tempo.
Não sei por qual motivo geral, mas digamos que o capitalismo no seu estágio terminal tenha de algum modo substantivo, dado uma forcinha das mais consideráveis a este atual estado de coisa. Dentre as quais por intermédio de alguns expedientes do tal sistema, dentre os quais: a competição desenfreada, a fome devoradora do ter além da conta e em detrimento do Ser. A febre da lucratividade em todo o quer se faz.
Ademais, é forçoso dizer que a suposta barbárie que possa nos vir é uma piada; o fato que é que a tal barbárie que eles falam já a vivenciamos e, só não nos demos conta, simplesmente porque nos acostumamos a ela. Somos seres altamente adaptados e adaptativos... Com quase tudo que há de ruim também nos acostumamos e por esta razão ficamos quase sempre no lugar-comum da praxe social.
Resta saber se também nos tornaremos bárbaros-selvagens por capricho ou convieniência, posto que em todo o resto, de alguma maneira já nos adaptamos aos malefícios que lhe é peculiar(digo a barbárie).
Destarte, o desejo de poder. O sonho de se dá bem a qualquer custo... A mania de grandeza, a ânsia louca de consumir e de se mostrar para os outros o que não é. O fisiologismo, o modo de vida elitista e maquiado, tudo isso num só conjunto vem contribuindo efetivamente para a deterioração do mundo, da vida e do gênero humano como um todo. Chegou-se ao tempo em que alertara o mestre Rui Barbosa, de o homem sentir vergonha de ser honesto. Agora, confesso que piorou, posto que haveremos de ter medo/receio de não sermos selvagens, brutamontes, violentos, salafrários... A sociedade denominada de pós-moderna perdeu seu rumo. Está sem prumo e sem contenção naquilo que a coletividade mais temia que se chegasse um dia: o estado de barbárie absoluta. Mesmo pagando um alto preço por este descalabro, figimos não enxergar o óbvio. Como se tamanha desfarçatez não fosse igualmente uma característica inerente a esta situação calamitosa. Somos em nossa maioria uma gente sem nenhuma espécie de comprometimento real com os princípios éticos e morais. Deseducados, amorais, patéticos, ignorantes, desobedientes, covardes e mentirosos... Quando não nos dispomos a enxergar isso, creio que estamos com efeito, mentindo para nós mesmos. Esta é, impreterivelmente, a sociedade da modernidade tecnológica supostamente avançada, mas que se mostra contraditória, em face de todo o atraso que se verifica em outros aspectos importantes do seu dia a dia.O gênero humano está mergulhado numa crise humana, moral, cristã e social sem precendentes. Vivemos por conta de tudo isso, uma verdadeira época apocalíptica não apenas no quesito da moralidade ou da solidariedade humana, mas, sobretudo e, inclusive na maneira com que nos relacionamos com a mãe natureza e os recurso naturais. O planeta está por um fio. A sociedade hodierna há muito que vem perdendo os seus antigos referenciais. Dantes importantes para o equilíbrio e a harmonia natural, ético-social e humano. O homem nunca se comportara tão mal diante dos seus irmãos de caminhada e do estado de direito como agora se apresenta. De modo que nunca em outro momento da história, se tornara tanto, “lobo do próprio homem”. Ao ponto que, chamar o homem de racional é força de expressão ou no mínimo, uma definição bizantina e também a um só tempo precipitada.
O homem atual é o que esta sociedade promíscua e deletéria vem fazendo amiúde dele mesmo.
No mais, todo o resto não passa de pura ilação de poetas.
Por José Cícero
Aurora-CE.

sábado, 14 de novembro de 2009

Casarão do Cel. Xavier: Uma reflexão precisa e necessária*

Por José Cícero
Com a decisão acertada do prefeito Adailton Macêdo em adquirir o antigo casarão do Cel. Xavier – o fundado de Aurora - creio que cabe agora a cada aurorense, fazer sua reflexão acerca da importância ou não deste ato. Notadamente os intelectuais, os formadores de opinião, os professores, os pesquisadores, os autodidatas, enfim todos aqueles que de alguma maneira devem(ou deveriam) nutrir um sentimento de amor e afeto à preservação da memória histórica deste município salgadiano e que agora acaba de completar seus 126 anos de história.
Creio desta maneira, a população como um todo ficaria mais atenta e vigilante no sentido de um maior comprometimento com as coisas que o passado nos legou e que de algum modo temos o dever de conservá-las às novas gerações e a posteridade. Afinal de contas, não cabe apenas ao poder público por iniciativa muitas vezes isoladas e episódicas dá esta tratativa incomum como forma de preservação histórica. Se assim não o fosse, muito do que já foi perdido para sempre não teria ocorrido.
Neste aspecto em particular é que haveremos de relevar como uma iniciativa grandiosa a decisão da compra do antigo casarão, sobremaneira num momento de crise por que passam os municípios brasileiros. Penso ser este um presente que não tem preço, oferecido aos aurorenses justamente num momento em que seus filhos ainda festejam o auspicioso aniversário de 126 anos de uma bela história. Um momento de absoluta celebração... Como se o nosso passado voltasse incontinenti à baila como em vídeo-tape.
No entanto, é preciso que se leve esta reflexão para os nossos centros do saber: as escolas em todos os níveis, o ambiente da sala de aula em todos os seus contextos precisam da argamassa temática do nosso próprio cotidiano. Quem sabe parte do desmoronamento do nosso nível de aprendizagem não resida no fato de que carece da praxe freiriana de se trabalhar o que é nosso? A abordagem acerca do velho casarão do coronel Xavier não é apenas história como tal se parece. É ética, cidadania, psicologia educacional, geografia política, filosofia, enfim, uma boa discussão que terá a cara daquilo que nos propomos a fazer dela. A depender do nível de compreensão que teremos de uma iniciativa como esta que também se insere na pedagogia do fazer sociocultural e histórica de qualquer urbe preocupada com seus entes sociais.
O que no fundo fomentará a informação necessária no tocante àquilo que efetivamente nos pertence e criando as condições objetivas para que lutemos por sua manutenção. Urge que façamos com que cada cidadão se sinta sujeito da sua própria história e isso só acontecerá através da consciência crítica e da autocrítica acerca das coisas e do mundo no qual estamos inseridos como sujeitos históricos. E através de uma educação de fato e sem nenhuma máscara como uma ferramenta e atitude de intervenção.
Os que não pensam assim de certo modo deseducam mais do que desinformam o que é muito pior. Os que não vêem na preservação da memória histórica uma saída para a compreensão do presente e do futuro de algum modo deletério estão na chamada contramão da história e dos acontecimentos hodiernos. Cada um pensa como quer e como pode, este é um princípio que a democracia lhe confere, no entanto, pensar errado não pode ser nem de longe algo admissível quando o que está em jogo é a tentativa da construção da própria identidade de um povo, cujo papel da história tem um peso especial.
Nenhuma civilização regrediu tanto quando esqueceu o seu passado. Nenhum povo conseguiu se perpetuar no tempo e no espaço não fosse o nível de cultura que deixou em formas de registros que vão desde a oralidade, artes, tradição, monumentos, isto é, um conjunto de patrimônio histórico quer seja material ou imaterial. Tudo como indicativo da sua mais alta e inquebrantável identidade social e humana. E Aurora não pode se dá ao luxo de não enxergar este fundamento quase axiológico e pensamental.
Portanto, a compra do velho Casarão do coronel Xavier veio em boa hora. Até porque o antigo prédio não suportaria mais uma invernada. Sua situação a cada dia que passa se agrava ainda mais e está periclitante mesmo diante dos olhos de todos. Era como sua presença se desse no nível do invisível ou do supra físico. Sua recuperação arquitetônica, portanto, requer agora um caráter emergencial. O tombamento pode até esperar, mas sua recuperação nem tanto.
O antigo casarão representa hoje a mais antiga e, portanto, o mais significativo do patrimônio histórico de Aurora e quiçá de todo o Cariri Oriental. Vez que fora erguido nos idos de 1831 seis anos antes da própria matiz que na época da construção do sobrada não passara de um minúsculo oratório remanescente do padre Antonio Leite de Oliveira, dantes proprietário da fazenda Logradouro, como era chamado todo o espaço circunscrito hoje ao centro da cidade.
Após adquiririr por herança a fazenda posto que despousara uma neta do padre, o Coronel Fco. Xavier de Sousa decidiu por construir o sobrado bem ao lado do oratório. E o fez com imponência, uma construção arrojada e grandiosa para a época, algo que pudesse a um só tempo evidenciar o seu poder e demarcar por assim dizer, o centro espacial que a partir de então, seria o núcleo irradiador do seu comando. Um local estratégico escolhido a dedo uma vez que de lá podia se vislumbrar toda a visão panorâmica do que ocorria naquela ribeira de frente para o rio e o nascente. Ainda com amplas janelas viradas para todos os lados, o coronel d’Aurora podia num raio de 360º graus se dá conta em pouco passos do cotidiano da antiga Venda da Aurora. Do alto, o coronel podia ver, por exemplo, o que faziam o preto Benedito na sua capela à margem do Salgado e a mulher Aurora na sua hospedaria a receber com sua graça os almocreves que subiam e desciam do litoral e dos sertões adentrando num verdadeiro frenesi o Cariri, pernoitando na Venda da dona Aurora. Por fim, digamos agora que o velho sobrado, testemunho maior da história aurorense hoje mais do que nunca pertence(como não podia deixar de ser) a todos os filhos desta terra.
A aquisição do casarão, é muito mais que uma ação isolada de um gestor preocupado com o bem-estar da municipalidade como seria o lugar-comum de muitos pelo Brasil afora. Mas não. A aquisição do casarão é uma obra da mais alta relevância social, justamente pelo fato de está diretamente atrelada não apenas ao presente, mas, sobretudo ao passado, o presente e o futuro de várias gerações que já se foram e que ainda estão por vir. Uma obra póstuma, pretérita e ainda mais futurista. Uma motivação a mais para que todos os aurorenses nunca mais se sintam distantes dos seus ancestrais o suficiente para não se sentirem parte importante de uma construção humana que nunca termina, malgrado a insensibilidade dos homens.
Uma obra que de tão substantiva talvez somente no futuro haveremos de compreender na sua totalidade a imensa valia do seu papel na formação e consolidação da nossa consciência cidadã. Um gesto desprendido e por isso mesmo grandiosa do alcaide Adailton Macedo em favor da sua terra.
A propósito, como estaria Aurora se outros tivessem pensado antes e agido também com esta acurada visão histórica e social? Se outros não tivessem a incompreensão ousada de mandar calar o som das gargantas de poucos que defendiam o casarão mesmo antes dele chegar a este atual estado de quase morte? Mas como dizem: antes tarde do que nunca. Vida longa ao casarão nos seus 178 anos de resistência ao tempo e a insensibilidade dos homens!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CE - Concurso público para professores: Uma típica faca de dois gumes

Por José Cícero
Concurso público. Desde a promulgação da Carta Magna de 88 para a felicidade quase geral da nação – convenhamos - foi uma novidade que de lá para cá, os anos têm nos provado que deu certo. Um instrumento isonômico e democrático que levou além do papel e das letras mortas a tão famigerada e sonhada igualdade dos cidadãos perante a lei. Ricos e pobres, pretos e brancos, apadrinhados e sem aderentes, agora seriam iguais. A linearidade das oportunidades agora seria fato.
Por fim, uma medida que só engrandece o estado democrático e direito da nação tupiniquim. Algo que ressalta e enobrece a luta de todos aqueles que primam pelo direito à igualdade e se utilizam não do 'pistolão', como no passado, mas do conhecimento e do esforço individual/intelectual como premissa para o ingresso profissional no serviço público em quaisquer das esferas. Uma coisa pela qual todos os brasileiros deveriam se orgulhar de vê-la funcionando a contento...
Como se vê todo concurso público é utilizado para resolver. Um expediente que deve funcionar em favor da sociedade e dos bons serviços prestados à coletividade. Do contrário, nenhum gestor iria fazer uso desta ferramenta se não houvesse a mais absoluta necessidade, interesse público e/ou emergência. No entanto, quem participou do último concurso realizado pelo Estado do Ceará neste dia 1º de novembro para o provimento de professores da rede pública de ensino, creio que deve ter experimentado a estranha sensação de que tal concurso foi feito não para aprovar, mas(pasmem) para o contrário. Por uma série de motivos... E olha que não me refiro unicamente ao altíssimo grau de dificuldade que o mesmo concentrara, porque isso seria até normal, não fosse um aspecto diametralmente oposto de quase todos os que já ocorreram na área.
Depois, pelo baixíssimo número de vagas oferecidas. Ora, quatro mil é brincadeira diante do verdadeiro número de carência que o sistema há muito apresenta. Depois pelas etapas propostas, num total de quatro. Isso mesmo: quatro! Que coisa demorada, penosa, quase humilhante se considerarmos que o Estado precisa com urgência de novos mestres. Será que a pressão da categoria e da própria sociedade, bem como a realização da última greve teve algo a ver com o nível quase metafísico do concurso?
Ora, o imenso número de professores temporários espalhados por todo o Ceará, alguns com mais de quatro anos prestando bons serviços ao estado parece ser mais cômodo do que professores efetivados com toda a cobertura e os benefícios da lei. Vez que os primeiros não fazem greve, não reclamam, trabalham quase à exaustão e até custam menos para o Estado.
Caso as quatro mil vagas não sejam preenchidas como é bem provável, de repente, não mais que de repente, o governo poderá dizer: “Taí, vocês me pressionaram e não tiveram a capacidade de passar. Então a culpa não é minha. Vou continuar com os contratos temporários”. O que na verdade, soaria como uma tácita desmoralização para a categoria, especialmente os temporários que já trabalham sob as condições descritas.
E aí voltariam alguns mais fragilizados moralmente e psicologicamente por não terem obtido o êxito desejado no certame. Estariam, ainda mais passivos, sem poder de reação alguma, diante de uma situação que a cada dia piora e se mostra vexatória, em grande parte para eles próprios e depois, para a educação como um todo.
Para piorar o imbróglio, cumpre ressaltar que foram justamente os professores temporários que menos dispuseram de tempo para se prepararem adequadamente para as provas, em face de estarem todos eles lecionando.
A propósito, e os que passarem na primeira etapa(prova objetiva); que critérios a mesa julgadora usará para reprová-los(se for o caso), os que passaram com absoluto heroísmo na fase inicial? Como se vê, muitas interrogações pairam sobre este processo.
Por fim, quero está errado nestas minhas elucubrações, quiçá mirabolantes, mas desejo que todos pelos menos, se dessem ao trabalho de refletir sobre as possíveis possibilidades de que elas possam de fato, por algum motivo, vir a serem verdades. E uma vez verdade sendo, poderão de fato acontecer.
Se eu estiver certo, fica difícil, sobretudo como professor, continuar acreditando numa educação diferente e de qualidade que possa provocar a tão sonhada revolução do conhecimento e da aprendizagem como tal se propõe e nos damos de corpo e alma a este monumental propósito humanista.
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