Por: Laerte Braga

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Coiteiro de Lampião
À memória dos sertanistas: Orlando e Cláudio Villas Boas, bemo como de Darcy Ribeiro.Após um longo e penoso histórico de maus tratos e verdadeira guerra de extermínio, vez que foram praticamente dizimados e, em alguns países, como foi o caso dos Estados Unidos desapareceram quase que por completo. Por sinal, é este país que agora se arvora de bonzinho e ético querendo a todo custo, dá lição para o Brasil e o resto do mundo de como devemos nos comportar em relação a defesa povo indígena e (pasme) a preservação do meio ambiente.Todavia, nesta história toda de mais de cinco séculos é preciso dizer que o Brasil, mesmo detentor de uma das mais vastas regiões de florestas tropicais do planeta, como a Amazônia, os nossos aborígines também não tiveram uma boa sorte, posto que também foram vítimas em potenciais de todo tipo de exploração, maltrato e perseguição. E neste aspecto, os números falam mais do que mil palavras.
De modo que hoje, no cômputo geral, os índios brasileiros não passam da casa de 460 mil, cerca de 0,25% da população total do país. Uma redução das mais absurdas levando-se em conta, inclusive, além da ainda agora densa região florestal, mais o predatório processo de colonialismo que sofremos e o sofrível atraso do nosso desenvolvimento urbano, cultural e econômico.Tínhamos por exemplo, a partir do século XVI quando os portugueses, holandeses, espanhóis e franceses aportaram nas terras brasileiras, um número considerável de índios, levando-se em conta as estimativas dos que viviam apenas na região litorânea.
Com pouco mais de 5 mil línguas e dialetos. Existia também uma grande quantidade de etnias que viviam exclusivamente pelo interior adentro. Atualmente, segundo os últimos levantamentos estatísticos, não possuímos sequer 80 línguas diferenciadas e dialetos autóctones, muitas das quais ou já foram perdidas para sempre ou estão em desuso e que por isso, seu esquecimento é apenas uma questão de tempo. Até porque, boa parte dos povos que ainda restam, estão aos poucos sofrendo um processo célere de aculturamento do chamado homem branco. No passado remoto da nossa história, diríamos que no Brasil, todo dia era prioritariamente, dia de índio... Porque todo este vasto território aos índios pertencia. Contudo, depois da balela do descobrimento, suas riquezas, suas mulheres e suas terras foram aos poucos sendo roubadas, até se chegar ao que resta ainda hoje – quase nada. Afinal, o que de fato ainda pertence aos índios? Sequer o respeito do povo brasileiro os eles dispõem.
É lamentável, para não dizer vergonhoso, o tipo de tratamento que a sociedade brasileira e mundial dispensa aos povos indígenas. Uma ingratidão das mais absurdas e ignominiosas, posto que um dia, o Brasil e o planeta pertenceram a eles. Se, caso tivéssemos forçosamente que procurar os verdadeiros donos do Brasil e do mundo, indubitavelmente, seriam os índios, seus verdadeiros proprietários. E não os homens brancos. Os brancos no mínimo, são os autênticos e tenebrosos usurpadores deste sagrado chão.A sociedade brasileira, americana e planetária no fundo, tem uma imensa e impagável dívida de gratidão com os povos indígenas... Assim, o mero respeito e a consideração a estes primeiros filhos da terra-gaia, já seria algo de grande valia do homem contemporâneo em relação a todas as nações indígenas do globo.
Que este 19 de abril – o famigerado dia do índio -, nos sirva ao menos como um momento especial para uma reflexão profunda acerca do verdadeiro significado e importância dos povos indígenas para cada um de nós, para o Brasil de hoje e, para o mundo em geral. Na sua necessária perspectiva de futuro e de sustentabilidade ambiental; como requesitos básicos para a manutenção da vida de todas as espécies do planeta.Depois disso, devemos mergulhar dentro de nós mesmos e, finalmente perguntar: - Neste dia do índio, o que haveremos mesmo de comemorar?Mas não nos esqueçamos de lembrar do terrível legado de destruição, abuso, desrespeito e extermínio que historicamente o Brasil vem dispensado aos seus índios - nossos irmãos de sangue e de caminhada ancestral.
* José Cícero: Aurora/CE.
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A tragédia ocorrida estes dias na escola do Rio de Janeiro onde 13 crianças foram covardemente assassinadas à tiros e outras tantas saíram gravemente feridas é mais uma evidência da verdadeira globalização da miséria e da maldade humana ora a se espalhar como ervas daninhas sobre a face da terra. 
Depois da catástrofe, agora vem o pânico diante da terrível ameaça de um iminente desastre nuclear, cujas proporções ninguém ainda será capaz de precisar ao certo. Esta é a nova e insustentável imagem do Japão, após a tragédia provocada pela série de terremotos e a grande onda ocasionada pelo Tsunami que juntos arrasaram populações inteiras situadas na margem litorânea do pais do “Sol Nascente”.
Com uma atuação pró-ativa, os deputados cearenses iniciaram seus mandatos nesta legislatura tendo como principal objetivo mostrar serviço. Os deputados novatos são os mais ativos e, além de projetos inovadores e alguns até mesmo polêmicos, os cearenses apresentam propostas para a criação de novas frentes parlamentares e até mesmo novas formas de atuação da bancada junto ao governo federal. Uma das propostas mais polêmicas apresentadas até o momento por um dos novatos na Câmara é o projeto do deputado Genecias Noronha. Ele defende que os créditos obtidos com a venda das passagens aéreas, custeadas pelo Poder Público, o chamado programa de milhagem, sejam aproveitados pelo ente federativo pagador do bilhete e que os referidos créditos possam ser utilizados pelo governo exclusivamente em programas de inclusão social como nos custos de atividades esportivas.

O governo da companheira Dilma ao que tudo indica, não está começando bem, pelos menos para os que dependem do Salário Mínimo para viver, nada menos do que 47,7 milhões de brasileiros. O que por sua vez, destoa e muito, daquilo que foi a estréia festiva do nosso “Lulinha paz e amor”- o presidente operário.
O deputado Lula Morais (PCdoB) cobrou, na sessão plenária desta quinta-feira (03/02), em seu primeiro pronunciamento na 28º Legislatura, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promova o ressarcimento aos consumidores pelos reajustes cobrados indevidamente pelas distribuidoras de energia elétrica entre 2002 e 2009. O valor alcança R$ 7 bilhões.