segunda-feira, 2 de maio de 2011

BIN LADEN: Morto ou Assassinado? Qual a diferença?

NOBEL DA PAZ É MANDANTE DO ASSASSINATO DE BIN LADEN
Por: Laerte Braga

A ordem de matar Osama Bin Laden e não de capturá-lo vivo foi dada pelo terrorista Barack Obama, direto da Casa Branca. A operação foi realizada sem qualquer respeito ao governo títere do Paquistão, avisado quinze minutos antes e sem condições de reagir ou dizer não. É difícil acreditar que os EUA estejam montando uma farsa, mesmo que Benazir Bhutto tenha dito há alguns anos atrás, pouco antes de seu assassinato, que Bin Laden estava morto “e todos nós sabemos”.

O engenheiro saudita e líder da AL QAEDA não se refugiou nos arredores de Islamabad para transformar sua organização em força de propaganda e a divulgação do Islã, como dito por alguns. Obama tinha sérios problemas de saúde, necessidade de hemodiálises periódicas e preferiu deixar a região tribal do Paquistão onde era protegido e venerado pelos cidadãos para evitar os constantes bombardeios dos terroristas norte-americanos, responsáveis pelas mortes de milhares de civis inocentes, na boçalidade de norte-americanos.

A absoluta falta de respeito aos princípios do direito internacional pelos EUA é que mataram a Federação norte-americana e transformaram a nação num conglomerado terrorista controlado por grupos de judeus sionistas, banqueiros, grandes empresários do setor de armas e resultou em EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A e um entorno, a população, ou desempregada, ou sem teto, ou doente. Dias antes, nos mesmos moldes os terroristas haviam bombardeado uma casa do líder líbio Muamar Gaddafi matando um dos seus filhos e três netos. É outra decisão do prêmio Nobel da paz o terrorista Barack Obama. A de matar Gaddafi e por extensão todos os principais líderes que se opõem ao conglomerado.

Essa prática foi desenvolvida pela MOSSAD, o próprio governo de Israel chama a ela de “assassinato seletivo”. Um líder do Hamas numa conferência de paz em Abu Dabi, meses atrás, foi assassinado nas mesmas condições, por agentes israelenses usando passaportes oficiais da Micro Bretanha, Alemanha e Itália, três das mais importantes colônias e bases militares do terrorismo norte-americano/israelense em todo o mundo.As tais investigações sobre o uso dos passaportes que a primeira-ministra Ângela Merkel anunciou com falsa indignação já foram para as calendas. Merkel sabia de tudo, como o primeiro-ministro inglês e o louco que governa a Itália.

O fantástico poder militar dos EUA e sua associação com a perversidade milenar dos judeus sionistas impõem ao mundo um momento prolongado de medo, terror e desrespeito aos direitos, acordos e princípios internacionais.No início do ocaso o império norte-americano rege como fera ferida. É só olhar as imagens ao redor da Casa Branca – sede do conglomerado terrorista –. Milhares de pessoas pulando e cantando na celebração da morte de Osama Bin Laden. E dizem que os muçulmanos são atrasados e primitivos.“QUE DEUS NOS ABENÇOE E AOS ESTADOS UNIDOS”E que Deus vai abençoar o mundo, proteger o mundo da barbárie norte-americana? O terrorista Barack Obama terminou com essa frase acima seu discurso já como candidato à reeleição – está capitalizando o feito do ponto de vista eleitoral – quando anunciou a morte de Osama Bin Laden.

Milhões de pessoas morreram desde a loucura de Bush na mentira das armas químicas e biológicas para justificar a invasão do Iraque, o saque daquele país e o controle do petróleo (o que querem fazer na Líbia agora). Palestinos têm suas terras tomadas, suas casas destruídas, as mulheres estupradas por soldados de Israel todos os dias e o que acontece?Será a bênção divina sobre Washington e Tel Aviv?É a hipocrisia cristã transformada em marketing desde o “beato” João Paulo II e confirmada no nazi/cristianismo de Bento XVI e adereços evangélicos fundamentalistas que vão se espalhando pelo mundo inteiro, numa forma de terror que transforma o ser humano em objeto, as multidões em manadas insensíveis, como na noite de domingo em frente à Casa Branca. O Cristo, no Islã, por exemplo, não tem nada a ver com esse tipo de procedimento e nem em sua origem, o cristianismo.“NÃO É NADA PESSOAL, SÓ NEGÓCIOS”


Bin Laden foi um dos principais aliados dos EUA na guerra contra os soviéticos quando a extinta URSS invadiu o Afeganistão. A família Bin Laden tem negócios na área de petróleo com a família Bush e outras “famílias” norte-americanas. No documentário do cineasta norte-americano Michael Moore sobre o onze de setembro está lá que um único avião levantou vôo em todo o território do país naquele dia. Um vôo autorizado diretamente pelo presidente de então, Bush para levar a Arábia Saudita os Bin Laden que estavam no Texas em reunião de “negócios” com líderes do setor petrolífero do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.


Barack Obama é responsável por uma operação criminosa que fere os direitos internacionais, a soberania do Paquistão (o governo é formado por generais bananas como os generais egípcios, ou os generais brasileiros do golpe de 1964 e generais espalhados pelo mundo inteiro a soldo do conglomerado). Toda aquela cena cinematográfica do mocinho do filme discursando e anunciando o fim do “pesadelo”, lembra a televisão norte-americana mostrando Bush sendo maquiado antes de anunciar a invasão do Iraque. O terrorista sorria, mesmo sabendo que estava escorado numa mentira (armas químicas e biológicas) e que milhares de iraquianos inocentes iriam morrer.Isso pouco importa aos líderes do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.


São só “negócios, nada pessoal”.Obama podia ter aproveitado melhor o momento se tivesse um “bom” diretor. Chegar montado num cavalo branco e ao sair, ao término de sua fala, gritar Yaooo Silver”.O MUNDO DEBAIXO DO TACÃO NAZISTAHitler perdeu a guerra e daí? O nazismo continua vivo nas ações criminosas e genocidas dos norte-americanos e israelenses. As revoltas árabes que todos assistimos nos dias atuais resultam das políticas dos EUA de sustentar ditaduras como as de Mubarak, de Gaddafi, da família real saudita, do presidente do Iêmen, do rei da Jordânia, todos aliados dóceis e muito bem remunerado nos “negócios”.


O tacão nazista está mais vivo que nunca. A sede, a base principal deixou de ser a Alemanha (colônia dos EUA) e transferiu-se para Washington. Dos mais de 240 presos no campo de concentração de Guantánamo, onde a tortura foi autorizada por decreto – O ATO PATRIÓTICO – de George Bush, apenas oito, tecnicamente, podiam ser acusados de atos terroristas, mesmo assim questão discutível diante das agressões sofridas por seus povos.


Guantánamo é o símbolo do nazismo nos dias de hoje. O assassinato de Bin Laden pelo terror norte-americano/israelense imposto a todo o mundo é um ato criminoso puro e simples.Não importa que em países como o Brasil a GLOBO e em outros países do mundo similares – mídia comprável, braço do terrorismo – traga duzentos, trezentos especialistas. Não dizem nada de concreto, limitam-se a analisar em cima dos fatos sem discutir a essência dos mesmos, a gênese dos mesmos. São escolhidos a dedo para corroborar o espetáculo da barbárie norte-americana/israelense.E O BRASIL? COMO FICA?

Quando o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva deu uma banana para o terrorista Barack Obama e recusou o convite para o almoço em homenagem ao criminoso, mais ou menos um mês atrás, Lula não estava só tendo o prazer de uma vingança pessoal (isso é coisa de americanos e israelenses). Estava mostrando ao País que, malgrado os erros de seu governo, tinha e tem postura de estadista.Millôr Fernandes escreveu que “a corrupção começa no cafezinho”, que dirá num almoço?Meses antes de deixar o governo o então presidente do Brasil diretamente e através do chanceler Celso Amorim – era uma época que tínhamos chanceler – desafiou o terrorista Obama na questão do Irã. Os EUA queriam impor pesadas sanções àquele país e exigiam o cumprimento de alguns itens para discutir um processo de paz. Amorim e o primeiro-ministro turco foram a Teerã, Lula já lá estivera, Ahmadinejad foi a Ancara e o acordo foi obtido.Obama e Hilary Clinton enraivecidos – não querem a paz, exigências descabidas são pretexto para ações terroristas, criminosas – se enfureceram com o presidente brasileiro e declararam simplesmente não acreditar no Irã.

Israel controla hoje a indústria bélica brasileira, tem tratado de livre comércio com os países do MERCOSUL, mantém agentes na região de Foz do Iguaçu onde habitam refugiados palestinos, aviões sem pilotos dos EUA sobrevoam aquela região e a Amazônia – aviões espiões – e o conglomerado, comendo o mingau pelas beiradas (mingau que mistura Moreira Franco, Anthony Patriota, Marco Aurélio Garcia, etc), prepara-se para transformar o Brasil na Israel da América Latina em substituição à Colômbia. Assassinato puro e simples foi o que aconteceu no domingo primeiro de maio de 2011 no Paquistão.

Vingança, ódio, o triunfo aparente e momentâneo da democracia cristã e ocidental. Foi por isso que Obama pediu que o “deus” dele, o do terrorismo nazista abençoe os EUA e os norte-americanos.Deve ter sido por isso que recebeu o Nobel da paz da academia sueca. A Suécia é colônia dos EUA, como de resto, a Comunidade Européia. A rota e falida comunidade européia.

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domingo, 24 de abril de 2011

Um Poema chamado Cangaço...

Por José Cícero Coiteiro de Lampião

À sombra daquele centenário pé de joazeiro
Cujo mesmo como testemunho solitário
Ainda ali na curva do antigo caminho,
se mantêm, à duras penas, vivo.
Levei comida, informação, água e munição.
Tantas vezes pela a vida adentro,
aos jagunços de Izaías Arruda
e os cabras de Virgulino Lampião.
Foi um montão de cangaceiros
que nem me lembro os nomes,
sei apenas que foram tantos
agora em meus sacrifícios
de recordação...

Não tive escolha em abraçar esta opção.
Servir aos bandoleiros com tal desvelo.
Forçado pela sorte, fui amigo e fui coiteiro
de Silvino, Luiz padre, Sinhor Pereira e Lampião.
Apertei a mão de Massilon, Sabino e Chubim
Sorri para Durvinha, Maria Bonita e Dadá.
Com ciúme, uma vez Corisco quis me ameaçar.
Contudo, Lampião foi meu amigo.
Disse alto: - com este ninguém mexe não!
Fiz amizade. fiquei conhecido
De Zé Inácio, Izaías, Antonio da Piçarra
Coronel Santana e padre Cícero
O santo do sertão.

Chamam inda hoje de bandido e de ladrão
Todos aqueles antigos cangaceiros,
Mas aqui nos escondidos do sertão
Em que ficamos por anos abandonados,
Meu senhor – digo que não!
Pois os volantes dos governos da nação
Foram naquele tempo (em alguns casos)
até mais violentos e mais bandidos
Que os bandoleiros do capitão meu amigo.
Vez que surraram todos os meus filhos
Violentaram as meninas – seu moço.
E ainda puseram as mãos
no nosso dinheiro que já era tão pouco...


terça-feira, 19 de abril de 2011

19 de Abril - Dia do Índio: O que temos a comemorar?

Por José Cícero
À memória dos sertanistas: Orlando e Cláudio Villas Boas, bemo como de Darcy Ribeiro.
Nos idos de 1500 quando supostamente o Brasil foi descoberto o continente americano possuía aproximadamente cerca de 100 milhões de índios, 5 milhões dos quais estavam distribuídos por quase toda a extensão do território brasileiro.

Após um longo e penoso histórico de maus tratos e verdadeira guerra de extermínio, vez que foram praticamente dizimados e, em alguns países, como foi o caso dos Estados Unidos desapareceram quase que por completo. Por sinal, é este país que agora se arvora de bonzinho e ético querendo a todo custo, dá lição para o Brasil e o resto do mundo de como devemos nos comportar em relação a defesa povo indígena e (pasme) a preservação do meio ambiente.Todavia, nesta história toda de mais de cinco séculos é preciso dizer que o Brasil, mesmo detentor de uma das mais vastas regiões de florestas tropicais do planeta, como a Amazônia, os nossos aborígines também não tiveram uma boa sorte, posto que também foram vítimas em potenciais de todo tipo de exploração, maltrato e perseguição. E neste aspecto, os números falam mais do que mil palavras.


De modo que hoje, no cômputo geral, os índios brasileiros não passam da casa de 460 mil, cerca de 0,25% da população total do país. Uma redução das mais absurdas levando-se em conta, inclusive, além da ainda agora densa região florestal, mais o predatório processo de colonialismo que sofremos e o sofrível atraso do nosso desenvolvimento urbano, cultural e econômico.Tínhamos por exemplo, a partir do século XVI quando os portugueses, holandeses, espanhóis e franceses aportaram nas terras brasileiras, um número considerável de índios, levando-se em conta as estimativas dos que viviam apenas na região litorânea.


Com pouco mais de 5 mil línguas e dialetos. Existia também uma grande quantidade de etnias que viviam exclusivamente pelo interior adentro. Atualmente, segundo os últimos levantamentos estatísticos, não possuímos sequer 80 línguas diferenciadas e dialetos autóctones, muitas das quais ou já foram perdidas para sempre ou estão em desuso e que por isso, seu esquecimento é apenas uma questão de tempo. Até porque, boa parte dos povos que ainda restam, estão aos poucos sofrendo um processo célere de aculturamento do chamado homem branco. No passado remoto da nossa história, diríamos que no Brasil, todo dia era prioritariamente, dia de índio... Porque todo este vasto território aos índios pertencia. Contudo, depois da balela do descobrimento, suas riquezas, suas mulheres e suas terras foram aos poucos sendo roubadas, até se chegar ao que resta ainda hoje – quase nada. Afinal, o que de fato ainda pertence aos índios? Sequer o respeito do povo brasileiro os eles dispõem.


É lamentável, para não dizer vergonhoso, o tipo de tratamento que a sociedade brasileira e mundial dispensa aos povos indígenas. Uma ingratidão das mais absurdas e ignominiosas, posto que um dia, o Brasil e o planeta pertenceram a eles. Se, caso tivéssemos forçosamente que procurar os verdadeiros donos do Brasil e do mundo, indubitavelmente, seriam os índios, seus verdadeiros proprietários. E não os homens brancos. Os brancos no mínimo, são os autênticos e tenebrosos usurpadores deste sagrado chão.A sociedade brasileira, americana e planetária no fundo, tem uma imensa e impagável dívida de gratidão com os povos indígenas... Assim, o mero respeito e a consideração a estes primeiros filhos da terra-gaia, já seria algo de grande valia do homem contemporâneo em relação a todas as nações indígenas do globo.


Que este 19 de abril – o famigerado dia do índio -, nos sirva ao menos como um momento especial para uma reflexão profunda acerca do verdadeiro significado e importância dos povos indígenas para cada um de nós, para o Brasil de hoje e, para o mundo em geral. Na sua necessária perspectiva de futuro e de sustentabilidade ambiental; como requesitos básicos para a manutenção da vida de todas as espécies do planeta.Depois disso, devemos mergulhar dentro de nós mesmos e, finalmente perguntar: - Neste dia do índio, o que haveremos mesmo de comemorar?Mas não nos esqueçamos de lembrar do terrível legado de destruição, abuso, desrespeito e extermínio que historicamente o Brasil vem dispensado aos seus índios - nossos irmãos de sangue e de caminhada ancestral.


* José Cícero: Aurora/CE.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Esgoto da Cagece volta a derramar dejetos a céu aberto nas ruas do Araçá


Imagens do esgoto do Araçá derramando dejetos no meio das ruas

Não tem jeito: Cagece em Aurora continua de mal a pior no que tange ao atendimento que vem dispensando à população consumidora.

Pela 'enésima' vez a tubulação do esgoto da rua Cícero José do Nascimento no cruzamente com a Nereu Gonçalves(Da Cerâmica) no bairro Araçá em frente a Creche comunitária Romão de Sá Barreto Sabiá volta a despejar dejetos a céu aberto. Exalando uma fedentina insuportável naquele local e no seu entorno.

Eis aí um vetor potencial de várias doenças. E como aquele espaço é considerado de grande fluxo de pessoas e de veículos, só tende a aumentar ainda mais a problemática.

O calçamento também está está uma lástima de tanta lama e água fétida a escorrer sobre a superfície das ruas....

De modo que não custa nada perguntar: Será que a única solução possível que a Cagece tem a oferecer é a delonga para ações paliativas? Além da cobrança em dia da exorbitante taxa de esgoto em 100%.?

Ora, se todos pagam a taxa, é justamente para que coisas como estas não aconteçam. Contudo, tal problema não se constitui como algo novo. Posto que há anos, desde que o saneamento começou a operar que, vez por outra, aquele defeito se repete. O entupimento do cano da tubulação do esgoto, pode ser um indício de um defeito técnico. Talvez por isso não se resolva com ações mínimas e corriqueiras. Ver(fotos de hoje dia 14 de abril no Araçá).

Nos dias de chuvas toda a problemática se multiplica ainda mais. E o que é pior: Crianças que brincam pelas ruas terminam pisando nos dejetos, notadamente durante as enxurradas. E mais: a questão não se restringe apenas as ruas citadas.... Outros logradouros estão a enfrentar problemas semelhantes.

Não resta dúvida de que se trata de uma questão de saúde pública das mais graves, malgrado ser algo um tanto quanto silencioso e que, por outro lado, também fere o sagrado direito do consumidor. Temos que nos atentar para o chamado 'princípio da precaução'. Não é racional esperarmos que o pior aconteça.

Destarte, diante do risco e do descaso o que haveremos de fazer?

Quem sabe procurar nossos direitos pelas vias legais? Conclamar as autoridades locais?

Como igualmente encampar um movimento de protesto popular de denúncia e reivindicação com os moradores do bairro?Divulgar toda esta dura realizade na imprensa em geral? Bom, o certo é que algo precisa ser feito com urgência e de modo definitivo. A comunidade já esperou além da conta.

Inclusive, o próprio prefeito por diversas vezes tem acionado/comunicado a direção regional do órgão. Mesmo assim a solução tem sido leniente e de verdadeira continuidade. Tanto que o problema ainda ainda ai por se resolver e se repetindo...

Quem sabe uma audiência pública formulada pela Câmara de vereadores poderia surtir melhor efeito no sentido de convencer a quem de direito, para uma solução definitiva para a questão.

Assim os moradores aproveitariam também para discutir com as autoridades locais e os representantes da Cagece a taxa de esgoto, altíssima por sinal, para is padrões de Aurora. Debateria-se também os 3,5 km de adutora inacabada quando a água continua correndo por gravidade e a céu aberto até chegar na 1ª estação de bombeamentoe de lápara as torneiras no inverno com grande turbidez.

Ainda o mau cheiro e a estação de tratamento localizada no bairro da Aurora Velha, ao lado de uma grande escola. A falta de água que mesmo com o açude Cachoeira cheio quase sempre se repete. Com também de quando em vez se repetem os vazamentos ocasionando grande disperdício de água. Os estragos na pavimentação das ruas, bem como o atendimento aos aurorenses em geral.

Da Redação do Blog da Aurora.

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sábado, 9 de abril de 2011

Uma Reflexão acerca do Massacre dos estudantes do Rio

A tragédia ocorrida estes dias na escola do Rio de Janeiro onde 13 crianças foram covardemente assassinadas à tiros e outras tantas saíram gravemente feridas é mais uma evidência da verdadeira globalização da miséria e da maldade humana ora a se espalhar como ervas daninhas sobre a face da terra.
Quem sabe uma cópia dantesca daqueles que vez por outra, acontecem em países ditos desenvolvidos como os Estados Unidos. Loucura, fanatismo, mórbida insensatez imposta aos fracos de humanismo e de espírito pela civilização pós-moderna com seus conflitos. Ou ainda, quem sabe, o doentio desejo dos esquizofrênicos de alcançar o ‘shownalismo’ midiático, isto é, ter seu instante de “fama”, virar notícia pelo mundo.

Uma nova e deplorável modalidade de suicídio atrelado ao assassinato em massa de inocentes. Ainda quem sabe tudo isso junto. Não sei ao certo... Apenas sei que beiramos o caos... Os que por acaso acreditam. E mais que isso: querem sempre provar a autêntica personificação do diabo, creio que neste lamentável episódio e tantos outros, o “demo” deva está em sua carne, osso e ódio.

O mais triste deste massacre(além da morte destes inocentes, obviamente), é sabermos que esta maldade ocorreu no interior sagrado de uma escola – a sala de aula. Um dos espaços, digamos, dos mais notáveis da civilização, posto que nele é que reside a esperança de um amanhã renovado e diferente, sob a força imorredoura do saber. No ambiente da sala de aula é que almejamos encontrar um pouco da possibilidade de (re)construção do novo cidadão, como semente para um futuro melhor. Na escola depositamos todas as nossas esperanças.

De maneira, que com esta barbaridade, estamos a assistir diante da nossa passividade a destruição desta nossa esperançosa sementeira.

É, no mínimo inconcebível, que os governos constituídos em todos os níveis não queiram dá um tratamento de qualidade aos que estudam. Aqueles que, uma vez no ambiente escolar deveriam estar sob a inteira proteção, a responsabilidade e os cuidados do Estado.

Ora, por que as instituições bancárias, as grandes corporações econômicas, as grandes empresas e até mesmos os belos palácios onde boa parte dos políticos se escondem devem ser guarnecidas como verdadeiras fortalezas e uma escola Não? Por que em cada escola deste país, não possa ter pelo menos a figura de um profissional de segurança bem treinado para prestar a devida segurança aos nossos educandos?

Por que em todo o resto há todo um aparato de segurança disponível(vigilantes, câmaras de segurança, PMs, detector de metais, etc) e nas escolas Não? Será que a juventude estudantil brasileira, sobre a qual se impõe a responsabilidade pelo futuro da nação e do planeta, valha tão pouco, do que qualquer dinheiro contido nos caixas eletrônicos e/ou trancafiado nos cofres bancários?

Não. Não podemos aceitar calados todo este disparate... É preciso que o país comece a repensar seus valores, antes que seja demasiado tarde. É urgente, que os estudantes brasileiros, juntamente como todos os profissionais da educação, bem como os formadores de opinião e a sociedade dita organizada possam levantar sua voz contra este absurdo. Porque o tempo urge... E a nossa cidadania nos clama por isso... As criancinhas do Rio de Janeiro não podem ter morrido em vão. Pelo menos isso. Do contrário, quantos brasileirinhos ainda haverão de morrer tão covardemente para que a nação possa se aperceber de todo o caos?!

No entanto, digamos que o mais incômodo de tudo é não vermos nenhuma luz no fim do túnel, ou seja, a quase total ausência de qualquer perspectiva que nos aponte uma mudança possível. Portanto, o recrudescimento deste iminente estágio de caos e de barbárie social acabará no levando fatalmente a destruição. Uma vez que os aumentos dos atuais índices de violências só tendem a crescer em escala planetária.

Por outro lado, as ações que supostamente estão sendo empregadas pelos governos, além de paliativas, ao que tudo indica, parecem não surtir nenhum efeito prático no que tange a questão das soluções possíveis. O cidadão comum, por sua vez, a cada crime e a cada tragédia se mantém ainda mais anestesiado, como que dormindo no seu esplêndido berço da indiferença.

No entanto, tais ações precisam ser empreendidas de maneira coligadas com sociedade, numa lógica inteligente, com o fito numa estratégia de integração através de uma sistemática que também consiga envolver no seu conjunto outros aspectos essenciais da sociedade: tais como melhores investimentos nos indivíduos por meio dos bons serviços em educação, saúde, emprego e renda, além do desenvolvimento de uma política que prime pela consciência cidadã e espiritual dos entes humanos. De onde não se exclui a verdadeira valorização da pessoa humana, na quilo que ela tem demelhor e como essência - a dignidade. O que, diga-se de passagem, neste momento, não se constitue como uma tarefa das mais fáceis.

Por isso mesmo, um grande desafio não apenas para as instituições públicas, mas principalmente, para todos os cidadãos que ainda acreditam numa sociedade possível e por conseqüência, num mundo melhor para todos. Onde quem sabe, não mais exista a figura do espertalhão-explorador sugando as energias e o trabalho dos oprimidos.

Onde o abismo entre ricos, pobres e miseráveis possam ser diminuídos drasticamente no sentido de que os conflitos sejam efetivamente substituídos pelo diálogo. E a partir daí, os povos do mundo possam conviver sempre movidos pela harmonia, consciência e paz. Pois, caso contrário, a vida no planeta logo logo se fará insustentáveis.

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José Cícero

Secretário de Cultura

Aurora - CE.

Foto: www.estb.msn.com

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sábado, 19 de março de 2011

JOSÉ BERNARDO DA SILVA - POETA E EDITOR DE CORDEL


JOSÉ BERNARDO DA SILVA: POETA, EDITOR E “EDUCADOR”
Em artigo publicado no JORNAL DA PARAÍBA, o poeta e jornalista Manoel Monteiro enaltece a figura de Manoel Camilo dos Santos, grande editor e poeta popular paraibano, pela sua inestimável contribuição ao povo nordestino como educador, um “mestre-escola incansável”, no dizer de Monteiro, já que a poesia popular tem, dentre outras qualidades, a de ensinar o povo a ler. E o poeta vai mais além: “Estamos cortando a fita do terceiro milênio com cerca de 40% de desletradados e, se esse número não é maior, graças se dê ao Professor Folheto.”
Se Manoel Camilo e tantos outros menestréis nordestinos tiveram essa qualidade admirável de semear as letras num país de analfabetos como o Nordeste, o que dizer então da grande figura que foi JOSÉ BERNARDO DA SILVA, o maior editor de Literatura de Cordel durante as décadas de 40, 50 e 60. Mesmo com o seu falecimento em 1971, a Lira Nordestina (nome que ganhou a sua casa editorial – a Tipografia São Francisco - por sugestão do poeta Patativa do Assaré) continuou esse trabalho até meados da década de 80.
Depois que este maravilhoso acervo foi vendido ao Governo do Estado, resta apenas uma tênue lembrança do que já foi a nossa Lira, graças a dedicação do já falecido Expedito Sebastião da Silva e do xilógrafo José Lourenço Gonzaga, que tem metade de sua existência dedicada a velha tipografia.Entretanto, os méritos de José Bernardo da Silva como difusor dessa grande manifestação cultural nordestina e seu trabalho como “educador” de massas através da cartilha mágica que são os folhetos, ainda não foram de fato reconhecidos em Juazeiro do Norte, terra o poeta exerceu toda a sua atividade nessa área. Agora em 2001, surge uma grande oportunidade para lhe prestar a gratidão devida, uma vez que este ano marcará o seu centenário de nascimento.
José Bernardo da Silva nasceu em Alagoas a 2 de novembro de 1901. Filho de pequeno sitiante, segundo apuraram os mais acreditados pesquisadores da Literatura de Cordel, emigrou com seu pai na seca de 1915 para Pernambuco, instalando-se inicialmente na cidade de Vitória do Santo Antão, onde trabalhava na lavoura. Em 1924, casa-se com Ana Vicência de Arruda e Silva.
Veio pela primeira vez ao Juazeiro do Norte em 1926, numa romaria, percorrendo todo o trajeto a pé em companhia da mulher e da filha mais velha. Chegando na Meca do Cariri, travou conhecimento com o grande Patriarca do Juazeiro e resolveu fixar-se na cidade, onde começou a trabalhar como vendedor ambulante de raízes e outros produtos medicinais usados pelo povo.
Notando o interesse dos romeiros pela poesia popular, começou a vender os primeiros folhetos, seus e de outros autores, no final daquela década.Padre Cícero era um grande incentivador dos poetas cordelistas, conforme atestava João de Cristo Rei e outros vates que tiveram a graça de conhecer “meu padrinho”. Em suas constantes viagens ao Recife, José Bernardo adquiria folhetos editados por João Martins de Athayde, de quem acabaria se tornando o maior revendedor (ou agente), como eram chamados os folheteiros. Até 1936, José Bernardo editava seus folhetos na gráfica do Bispo do Crato.
Naquele ano, a conselho do mesmo, adquiriu sua primeira máquina – uma rudimentar impressora de pedal – que foi paga parceladamente.Começa então sua atividade editorial, que alcançaria o apogeu em 1949, quando João Martins de Athayde encerrou as atividades de sua editora e vendeu todo o acervo da mesma a José Bernardo, inclusive a obra do grande poeta Leandro Gomes de Barros, cujos direitos autorais pertenciam a Athayde.
Nos anos 50, Juazeiro do Norte publicava os maiores clássicos do cordel: Pavão Mysterioso, Alonso e Marina, Juvenal e o Dragão, Cancão de Fogo, João Grilo, Donzela Teodora e outras estórias que faziam parte do acervo comprado legalmente por José Bernardo.
Segundo afirma o pesquisador Liêdo Maranhão, a atividade dos xilógrafos de Juazeiro, hoje reconhecida mundialmente, começou graças ao incentivo de José Bernardo, que encomendou os primeiros “tacos” ao Mestre Noza, Antônio Relojoeiro, Mestre Noza, Damásio Paulo, entre outros. Hoje, o mais famoso xilógrafo de Juazeiro do Norte é neto do poeta.
Trata-se da admirável figura de Stênio Diniz, um artista cuja obra já percorreu meio mundo e é admirada em museus e universidades da Europa.
É este José Bernardo da Silva, alagoano, romeiro de “meu padrim”, que Juazeiro do Norte deve homenagear em 2001, pelo seu imenso legado prestado a cultura popular nordestina. Só a sua atividade como “educador” já seria suficiente para o poeta obter o reconhecimento das autoridades do Cariri e por conseguinte de todo o Nordeste. Sim, pois não é pretensão afirmar que seus folhetos foram responsáveis diretos pela alfabetização de milhares de nordestinos.
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Por: Arievaldo Viana
Texto escrito em 2001, por ocasião do CENTENÁRIO de nascimento do poeta JOSÉ BERNARDO DA SILVA
Fonte:
www.flofao.com.br
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Japão: depois da tragédia à Hecatombe. Será?

Depois da catástrofe, agora vem o pânico diante da terrível ameaça de um iminente desastre nuclear, cujas proporções ninguém ainda será capaz de precisar ao certo. Esta é a nova e insustentável imagem do Japão, após a tragédia provocada pela série de terremotos e a grande onda ocasionada pelo Tsunami que juntos arrasaram populações inteiras situadas na margem litorânea do pais do “Sol Nascente”.
Parece improvável (para não dizer impossível) se imaginar uma nação das mais ricas e prósperas do Globo tendo neste momento que passar por uma situação de completo desânimo e sofrimento, como ora atônitos presenciamos pela TV e pela Internet. Uma destruição somente experimentada em históricos estados de guerra e por outro lado, nos remete às horríveis ocorrências de Hiroshima e Nagasak, tristes episódios que puseram fim ao conflito bélico mundial de 1945. Talvez seja este o preço a que todos terão que pagar (de um jeito ou de outro) por conta do péssimo tratamento que há séculos vem sendo dispensado à natureza, movidos que somos, por uma visão predatória e utilitária em relação aos ecossistemas terrestres e os recursos naturais.
Engana-se, todavia, quem pensar que os recentes incidentes do Japão possam se constituir apenas como um fato isolado diante do contexto de profundas mudanças climáticas e de aquecimento global que se batem sobre a face da Terra.
O que está a ocorrer nas diversas partes do planeta, são sérios indicativos de que algo de muito perigoso, grave e preocupante ainda está por vir. Ao que tudo indica provocados pelo alto nível de poluição, atividades antrópicas e o desequilíbrio ambiental por que passa a Terra.
Diante de todo este caos, cabe uma reflexão por parte dos seres humanos. Especialmente as chamadas lideranças mundiais. Ou seja: Será que vale a pena insistirmos tanto namanutenção do atual modelo de desenvolvimento econômico baseado na destruição desenfreada do meio ambiente e dos recursos naturais?
Será que vale a pena pagarmos um preço tão alto pela cega insistência humana em se brincar de ser Deus. Ou ainda será que vale a pena continuarmos investindo na fissão nuclear e na instalação indiscriminada de usinas atômicas pelo mundo afora?
Caso prossigamos com esta insensatez; depois das tragédias do Japão e da Indonésia teremos forçosamente que presenciar à hecatombe final. Quando fatalmente haveremos de vivenciar o mesmo fim que tiveram um dia os dinossauros.
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José Cícero
Professor de Biologia
Secretário CulturaAurora-CE.
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domingo, 13 de março de 2011

A estratégia de Lampião na geografia da caatinga da Aurora

Abaixo, notável relato do professor e pesquisador José Cícero sobre a façanha realizada por Virgulino Ferreira em terras sul cearenses, mas precisamente em sua Aurora, após cerco e fuga da Fazenda Ipueiras de Zé Cardoso e Izaias Arruda, depois da malograda invasão a Mossoró. Da: Editoria do site Cariri Cangaço"No dia 7 de julho de 1927 por volta das 13h em meio a um intenso tiroteio contra as tropas do major Moisés de Figueredo e os jagunços do Cel. Izaías Arruda os cabras de Lampião saíram às pressas da fazenda Ipueiras de Aurora. Dias antes porém, no início do mês, adentraram o município de Aurora pela serra da Varzea Grande na extrema com Lavras da Mangabeira rompendo um novo cerco, depois do cansaço da Macambira anteriormente corrido no riacho do sangue. Que deste feita fora empreendido pelos lavrenses irmãos Augustos.
Lampião pernoitou às margens de um riacho(das murtas) na altura do sítio Ribeiro(próximo onde existe hoje o cemitério de Santa Vitória). Lá alimentou todo o seu bando. A comida lhe foi oferecida pelo proprietário da terra o Sr. Rangel. Pela madrugado rompeu mais um cerco, agora empiquetado pelas volantes paraibanas e do do rio grande do Norte.
Saíra milagrosamente mais uma vez ileso. Até hoje, a passagem do brando no meio das duas volante é um mistério. De lá seguiu para o sítio Malhada Funda, quando foi recebido pelo proprietário o Sr. Gregório Gonçalves em sua residência. Um casarão semi-abandonado mas ainda hoje de pé.
Ao redor da casa grande da fazenda o bando almoçou. Um garrote e dois bodes foram assados para os cangaceiros. De lá seguiram para a serra dos Cantins guiado pelo morador do lugar de nome David Silva. Até o dia 7 Lampião e seus comandados ficaram acoitados entre a serra do Coxá, Diamante, cantins ambas na direção e proximidades da célebtre fazenda Ipueiras - propriedade de Zé Cardoso e o Coronel Izaías Arruda, grande coiteiro do cangaceiro. Neste coite, recebeu por várias vezes algumas autoridades não apenas de Aurora.
A comunicação entre o esconderijo e a fazenda(quartel-mor) do cangaço era feita pelo vaqueiro de Izaías Miguel Saraiva que dias depois seria o encarregado de preparar o banquete envenenado. Na fazenda Ipueiras ocorreria dias depois o cerco e o tiroteio, após a recusa da comida com veneno.
O ziguezague que a partir dali realizou o rei do cangaço no território aurorense foi algo só digno de um profundo conhecedor da caatinga aurorense. Logo após a hsitórica traição e o chamado fogo da Ipueiras, Lampião com o que restou do seu bando seguiu para a serra do Góes já na divisa com Caririaçu indo pelas bandas do Pau Branco atravessando o Salgado na altura do sítio Barro Vermelho, passando pelo Jatobá, Brandão e pernoitando em Vazantes.
De lá se dirigiu para a serra dos Quintos e no dia 9 para a serra dos Góes, seguindo pelo riacho da boa vista até a ponta da serra pras bandas do Cajuí.
Adentrou assim o município de Milagres transpondo a linha de ferro na localidade de Morro Dourado ainda em terras de Aurora já nas proximidades de Ingazeiras. Uma volta que envolveu todo o perímetro do território aurorense. Esta estratégia deixou completamente perdidos os que o caçavam a ferro e fogo.
Dali conseguiu penetrar sem ser incomodado o estado da Paraíba pelas fímbrias da serra de Santa Inês. Sem sombra de dúvidas, um fino estrategista. Verdadeiro preá das matas.
Dera um banho de conhecimento geográfico nas diversas frentes policiais que tentaram cercá-lo no Cariri e alhures, sobretudo nas saídas para Paraíba e Pernambuco. Este tino de rasgar os sertões com exímia perícia era uma coisa admirável no ‘Che Guevara’ dos grotões. Indubitavelmente foi notável também neste aspecto.
Esta capacidade invejável de vencer os sertões inóspitos do Nordeste ajudara bastante nas incursões que fizera com sucesso durante todos os anos que pontificou com o rei do cangaço. Lugares que até então, nenhum cristão da capital havia posto os pés e nem sequer ouvido falar. Porém, por conta de Lampião, estava lá nos jornais da época, na pauta dos governos, na boca da sociedade elitista, malgrado toda a crítica contra ou a favor do Virgulino, os sertões passaram a fazer parte da agenda da capital.
Por tudo isso, o cangaço ajudou de alguma maneira, a denunciar o sofrimento dos sertanejos abandonados pela sorte e pelo poder diante de toda uma dura excludência. Numa época em que o mapa social do Brasil quase sempre não passava do Litoral. Eis aí o maior legado deixado por Lampião."
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José Cícero
Secretário de Cultura
e Pesquisador de Aurora.
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sexta-feira, 11 de março de 2011

CEARENSES APRESENTAM PROPOSTAS POLÊMICAS NA CÂMARA

Com uma atuação pró-ativa, os deputados cearenses iniciaram seus mandatos nesta legislatura tendo como principal objetivo mostrar serviço. Os deputados novatos são os mais ativos e, além de projetos inovadores e alguns até mesmo polêmicos, os cearenses apresentam propostas para a criação de novas frentes parlamentares e até mesmo novas formas de atuação da bancada junto ao governo federal. Uma das propostas mais polêmicas apresentadas até o momento por um dos novatos na Câmara é o projeto do deputado Genecias Noronha. Ele defende que os créditos obtidos com a venda das passagens aéreas, custeadas pelo Poder Público, o chamado programa de milhagem, sejam aproveitados pelo ente federativo pagador do bilhete e que os referidos créditos possam ser utilizados pelo governo exclusivamente em programas de inclusão social como nos custos de atividades esportivas.
Outro deputado que entrou na Câmara Federal já provocando polêmica foi Raimundo Macedo. Ele é autor de uma emenda apresentada em parceria com outros parlamentares e que visa impedir que o governo determine o valor do salário mínimo através de medida provisória.
Na justificativa da emenda de sua autoria, Raimundão justifica que ao fixar o valor do salário mínimo por medida provisória o governo está “usurpando” o direito do Legislativo de debater e decidir sobre a matéria.
Fonte:Assessoria de Imprensa do Dep. R. Macedo (88) 9644.3489 ou 8825.3001
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tiririca, o palhaço?

...e pensar que você ria da cara dele!!!!!!

O grande parlamentar brasileiro TIRIRICA foi diplomado em 17.12.2010..
Salário: R$ 26.700,00;
Ajuda Custo: R$ 35.053,00;
Auxilio Moradia: R$ 3.000,00;
Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00;
Despesa Médica pessoal e familiar: ILIMITADA E INTERNACIONAL

(livre escolha de médicos e clínicas);
Telefone Celular: R$ ILIMITADO;
Ainda como bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00);
Passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre;
Reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano.
Custo médio mensal: R$ 250.000,00

Aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral;
Fonte de custeio: SEU BOLSO!!!!!!
Dá para chamar ele de palhaço?
Pense bem, quem é o palhaço...
Acho que não precisamos responder!!!
Fonte: Por Ricardo Adriano do Nascimento > www.sociedadeativa.net
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

" ELES FAZEM A DIFERENÇA "


ARTIGO
Antonio Mourão Cavalcante
OPOVO – Opinião – 19.02.2011
" Criticar a conduta de parlamentares tem sido o exercício mais frequente da imprensa nacional. Motivos não faltam. Mas esta semana fiquei orgulhoso com a postura de dois parlamentares cearenses. Um no plano estadual, Heitor Férrer (PDT) e outro, no plano federal, Eudes Xavier (PT).Primeiro, Heitor Férrer. Com ele, o jogo não passa batido. É um fiscal atento. Agora, instigado pela imprensa, ele solicita explicações ao governador Cid Gomes sobre uma suposta viagem em jato privado. Do mesmo empresário que ajudou Cid financeiramente em suas campanhas e que tem negócios com o Estado.
Sem ser leviano, Heitor Férrer preferiu pedir explicações. O governador, em rompantes de imperador, disse que não tem satisfações a dar sobre sua vida privada… (Nem Berlusconi, na Itália). Mas será que, de férias, ele deixa de ser governador? Não deve explicações institucionais? Heitor, mesmo isolado – foram 40 votos contra um -, cumpre a tarefa de representante intransigente dos que, simplesmente, querem saber. A cara zangada do governador não deve intimidar o bravo parlamentar.
O segundo motivo de satisfação foi a posição assumida pelo deputado federal Eudes Ximenes. Votou a favor de um melhor salário mínimo para os trabalhadores. Não atendeu ao caviloso apelo dos que aderem com facilidade ou por “facilidades” ao Governo. Merece aplausos, nem tanto por “desobedecer” uma recomendação partidária, mas por mostrar coerência com a sua história. Apenas lembrando: Eudes foi presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e líder dos trabalhadores em portas de fábricas, greves e piquetes.
Com coragem, ele preferiu ficar quite com sua consciência e com seu passado de lutas. Será que os desejosos de puni-lo têm moral suficiente para fazê-lo? Cada vez mais, assistimos à traição de princípios. Ontem, verdadeiros líderes de massas que hoje se acovardam em conchavos imorais e subserviência hipócrita.
A postura desses dois parlamentares cearenses honra o povo e alimenta a esperança de que mesmo sendo tão poucos eles fazem a diferença! "
Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma máxima discussão para um Salário Mínimo...

Por José CíceroO governo da companheira Dilma ao que tudo indica, não está começando bem, pelos menos para os que dependem do Salário Mínimo para viver, nada menos do que 47,7 milhões de brasileiros. O que por sua vez, destoa e muito, daquilo que foi a estréia festiva do nosso “Lulinha paz e amor”- o presidente operário.
A começar pelos evidentes sinais de uma política de cortes e arrochos para áreas sensíveis da nossa economia. Até aí tudo bem, se mais uma vez não fossem os mais pobres e os trabalhadores que tivessem compulsoriamente que ‘pagar o pato’. Pois a grande elite financeira do país, a exemplo dos banqueiros e do empresariado em geral continuam com seus lucros assegurados. O anunciado mecanismo de elevação das taxas de juros terminará pesando, sobremaneira no bolso dos mais necessitados, além dos trabalhadores, aposentados e pensionistas.
A decisão da presidenta de paralisar todos os concursos públicos que estavam para ocorrer; previstos ainda na era Lula, também representa um forte indicativo de que a Sra. Dilma não começa bem. Para não falar na ameaça velada de um possível retorno do temível processo inflacionário.
Mas não nos enganemos com mais essa balela do velho economês querendo nos amedrontar com conversa de crise. Pois no fundo, ao invés de explicar, este discurso tem sim, o propósito de confundir a opinião pública brasileira, notadamente os menos informados. Um álibe no sentido de promover uma política de perdas aos olhos da massa trabalhadora, que na verdade é quem produz e sustenta os pilares da economia brasileira.
Nada contra qualquer política de austeridade no tocante à ‘gastança’ do dinheiro público. Mas sim contra os cortes de recursos destinados às áreas consideradas essenciais. Assim como do não investimento efetivo nos setores-chave da estrutura produtiva do país.
A criação de novos ministérios ou de secretarias com este perfil, a manutenção de contratos milionários, assim como a continuidade de obras consideradas ‘gastadeiras’ e até antiambientais como a de Belo Monte, além das benesses nada interessantes do BNDES para com os mais ricos, dentre outras ações governamentais. Tudo isso em seu conjunto mais geral, contraria qualquer necessidade de racionamento dos recursos federais.
Os municípios brasileiros, em especial os pequenos, também já tiveram um registro de perdas importantes quanto aos sucessivos rebaixamentos nos repasses do FPM determinados desde o governo Lula. O duro é saber que muitos destes municípios, na sua imensa maioria, ainda hoje sobrevivem quase que, exclusivamente, deste fundo constitucional. De sorte que ficaram quase inviabilizados de manter a máquina pública no seu rol dos serviços prestados à população.
Resta saber que tipo de relação a presidenta irá estabelecer a partir de agora com os alcaides municipais por este Brasil afora. Mas, uma coisa é certa. Caso tente fazer uso exclusivo da mesma tática lulista, na esperança de permanecer sulfando na onda da aceitação popular por meio, unicamente, da velha política compensatória. É possível que não obtenha tanto êxito. Isso porque, a economia frágil do nosso país talvez não suporte tanto. Sem esquecer a questão da previdência que há tempo, vem se transformando numa verdadeira bola de neve.
Nenhuma nação do mundo conseguiu avançar sem assegurar investimentos em setores estratégicos da sociedade e, tampouco sem a devida valorização daqueles que são os responsáveis pelo seu crescimento – os trabalhadores do campo e da cidade.
Ora, mas por que cargas d’águas eu estou discorrendo acerca disso?
Eu respondo: Primeiro porque não vi com bons olhos na noite-madrugada de ontem quando acompanhei via TV Câmara por mais de 7 horas as morosas e macarrônicas discussões para a aprovação dos destaques com vistas ao valor do novo salário mínimo. Míseros R$ 545,00 (quinhentos e quarenta e cinco reais). Um aumento(pasme) de exatos 0,37%. Isso corresponde a nada mais, nada menos do que 0,50 (cinqüenta centavos) por dia.(sic)
Os governistas rejeitaram as propostas de emenda de 600,00(seiscentos reais) e em seguida, de 560,00(quinhentos e sessenta reais) que, convenhamos, também não era lá essas coisas. Pois, segundo o levantamento do respeitadíssimo Dieese* o salário mínimo real, como apregoa a Constituição Brasileira hoje deveria ser de R$ 2.200,00(dois mil e duzentos reais). Portanto, uma miragem, levando-se em conta os atuais valores que são debatidos a ferro e fogo no Congresso Nacional.
Sem falar que, ainda em dezembro, com a ausência de qualquer debate mais acalorado, o Congresso reajustou ao apagar das luzes do governo Lula o ‘salário máximo’ dos seus parlamentares em 62%, assim como de ministros(149%) e da presidência da República(134%). Ambos recebem desde então, R$ 26.723,13, que por sinal se iguala ao mesmo valor do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Também na noite de ontem, junto com o valor do mínimo salário mínimo, a Câmara aprovara o seguinte: de agora em diante, digo, para os próximos quatro anos, as discussões para os possíveis reajustes do salário mínimo não será mais prerrogativa do Congresso. A presidência é quem vai dá as cartas e, por meio de decreto.
E como no entendimento da oposição, esta decisão fere a carta magna é possível que o imbróglio termine indo parar mesmo no Supremo. O reajuste do SM segue agora para o Senado, onde novamente o governo deve consubstanciar mais uma vitória fácil, dado que dispõe de uma maioria ainda mais folgada. Apenas 29% da Câmara votou contra o salário de 545,00. Caso isso vire praxe. Não será difícil perceber que a vitória do governo nem sempre será a do trabalhador.
Por fim, o novo salário não agradara os trabalhadores da ativa e nem os aposentados e pensionistas, principalmente aqueles que recebem mais de um salário mínimo que já vêm(conforme alguns analistas) acumulando perdas significativas com o chamado fator previdenciário da ordem de 46% nos seus valores reais.
O certo é que, por enquanto, o Salário Mínimo nunca foi tão mínimo...
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José Cícero Escritor e poeta
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Levante Popular do Egito e o medo da democracia...

Por José Cícero
Com a queda do até então todo-poderoso presidente Hosni Mubarak do Egito, depois de trintas longos anos de ferrenho poder fica cada vez mais evidente que os povos do planeta não estão mais tão passivos e tolerantes diante de regimes ditos de exceção como era quase moda antigamente.
O que acontece no Egito, felizmente, não é um fato isolado. Razão de todo o medo dos Estados Unidos, Inglaterra dentre outros exploradores históricos das riquezas dos oprimidos. Por isso, se utilizam de um discurso falso quando falam de “preocupação com a instabilidade na região”. Ora, em se tratando do Oriente e Golfo Pérsico de que instabilidade eles estão falando? Por quanto, às favas todos eles e que administrem seus medos.
Posto que, no entorno do Egito há sinais de protestos populares em diversos outros países tanto orientais quanto africanos. Sendo que em pelos menos um deles, anteriormente, o levante já forçara o seu presidente a deixar o poder pelas portas do fundo depois de 23 anos, como foi o caso da Tunísia. E na cola: Marrocos, Argélia, Sudão, Líbia, Iêmen, Jordânia, Síria dentre outros...
Mas este episódio também evidencia um outro aspecto, ou seja, todo o cinismo da política imperialista e antipovo dos Estados Unidos. Assim como das demais nações que integram o chamado bloco do 1º mundo. Explico: Não fosse o efetivo apoio dos EUA, inclusive político, militar e financeiro; regimes como o de Mubarack jamais se sustentariam por tanto tempo. Pois, convenhamos, trinta anos é uma existência...
Portanto, sem nenhum exagero, podemos afirmar que as demais ditaduras do mundo em quase toda a totalidade, quer sejam do passado ou do presente contaram de alguma maneira com os beneplácitos da política norte-americana e dos seus aliados. Exceção apenas as de alguns países localizados nas regiões mais pobres do continente africano. Onde os ianques não conseguiram enxergar nenhum tipo de interesse econômico, estratégico ou expansionista.
Por conta disso muitos deles se encontram praticamente abandonados, arrasados que são, além das ditaduras sanguinolentas, também pela seca, pela fome, pela Aids e outras epidemias, como inclusive, pelas guerras tribais e fratricidas.
No Oriente Médio a coisa é completamente diferente. Lá os EUA precisam manter seus interesses estratégicos de pé, a qualquer preço. E isto não exclui todo o apoio possível e necessário a governos tipo Mubarack e outros ainda piores. Que tal lembramos de figuras como Saddan, Natanyaru, Papa Doc, Pinochet e Bin Laden e suas relações com a política do pentágono?
O petróleo do Oriente Médio ainda hoje continua sendo um baril de pólvora, cujo pavio encontra-se permanentemente aceso. E de algum modo, que quem está o tempo todo vigiando este estupim é de fato alguém sob o comando dos sucessivos governos norte-americanos. Eis a razão de os EUA renderem seu apoio às diversas ditaduras daquela região de conflito.
Contudo, o curioso é assistirmos pela TV o discurso “santo e bonzinho” de Barak Obama( não é trocadilho com o egípcio) em rede mundial ofertando solidariedade, quase como uma moção de apoio ao movimento de protesto da população egípcia. Depois dele vêm os outros, como que combinados para saírem bem na foto: Grã-Bretanha, Itália, União Européia, Alemanha e por aí vai.
Um momento de puro oportunismo dos verdadeiros financiadores das ditaduras mundiais pela história adentro. Muito especialmente, os Estado Unidos e a Inglaterra.
Cá comigo: Afinal de conta, neste momento cabe muito bem uma pergunta. Quando será que os americanos irão pôr um fim a ocupação do Iraque e deixar em paz o Afeganistão? Quando deixarão a base de Guatánamo no território cubano? Quando pararão de financiar e armar belicamente Israel que continua massacrando o povo palestino? Por que não decidem financiar a reconstrução do Haiti? E mais: quando será que a Inglaterra decidirá pela devolução das ilhas Malvinas à Argentina?
Enfim, são indagações simplórias, mas que colocam a nu a verdadeira face dos que querem a todo custo, ser a palmatória do mundo, sem no entanto, se darem ao exemplo.
Viva o povo egípcio, que mesmo isolado, não teve medo e foi a luta. E certamente por conta desta desta fato, a partir de agora uma nova história será reescrita pelas mãos corajosas de uma nação que se cansou do descaso, humilhação e roubalheira.
Afinal, quem tem medo de democracia?
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Deputado Lula Morais alerta sobre cobrança indevida de energia elétrica

O deputado Lula Morais (PCdoB) cobrou, na sessão plenária desta quinta-feira (03/02), em seu primeiro pronunciamento na 28º Legislatura, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promova o ressarcimento aos consumidores pelos reajustes cobrados indevidamente pelas distribuidoras de energia elétrica entre 2002 e 2009. O valor alcança R$ 7 bilhões.
De acordo com Lula Morais, a metodologia tarifária incorreta foi aplicada de 2002 a 2009 e, conforme estimativas do Tribunal de Contas da União (TCU), causou, ao todo, um prejuízo de cerca de R$ 7 bilhões.
Em 2010, a Aneel negou o reembolso pela cobrança indevida, após reconhecer o erro de cálculo e pedir a correção das tarifas cobradas. “A agência reguladora se comporta mais como um escritório de representação das concessionárias do que de fato reguladora de contrato”, criticou. Lula Morais e o deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE) já haviam ajuizado na Justiça Federal uma ação popular contra a Aneel e concessionárias de energia elétrica de todo País para que houvesse a devolução.
Lula informou que a ação continua tramitando e que na próxima semana eles irão acompanhar o andamento do processo.
Segundo Lula, o reajuste concedido anualmente fazia com que as distribuidoras incorporassem ganhos que tinham com o crescimento de seu mercado, sem reparti-los com o consumidor, somando R$ 7 bilhões. Conforme o parlamentar, o reembolso deveria ser o dobro, ou seja, de R$ 14 bilhões, como prevê o Código de Defesa do Consumidor em casos de cobrança equivocada. “A Agência fugiu da responsabilidade de fazer a devolução do que foi tirado indevidamente do consumidor.
Toda cobrança indevida embutida em preço ou serviço tem que ser devolvida em dobro”, afirmou. Em aparte, o deputado Osmar Baquit (PSDB) relatou uma possível irregularidade cometida pela Coelce, que também deve ser verificada por Lula, e encaminhada a Comissão de Defesa do Consumidor da Casa.
Segundo o parlamentar tucano, a Coelce estaria cobrando adiantado de alguns consumidores. O próprio Baquit afirmou ter recebido uma conta de energia um mês antes da data de vencimento. Nova legislaturaLula Morais também parabenizou os novos parlamentares que chegaram ao Legislativo Estadual e os que foram reconduzidos a Assembleia. O deputado do PCdoB desejou ainda sucesso ao novo presidente da Casa, deputado Roberto Cláudio (PSB).
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social da AL
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Salgado é uma artéria aberta...

Por José CíceroComo certa vez dissera Demócrito - o cearense -, com o seu Jaguaribe, também direi eu agora que o Salgado ‘é uma artéria aberta’.
Um símbolo indelével da natureza de Deus em todo o seu ofertório de bonança engrandecendo o Cariri e facilitando a vida árdua dos homens.

Como que a vida toda nadando em seu remanso...
O rio Salgado é uma vontade incontida de uma gente sertaneja forte e destemida que nunca se entrega aos percalços de uma lida sofrível e estafante.
Uma sentença de grandes promessas se consolidando na mesma dimensão da fartura que ele nos oferece graciosamente a cada dia.
Uma celebração de eterna beleza e encantamento como um colírio ecológico a clarear nossos olhos para o espetáculo da vida diante do idílio dos seus ecossistemas.

Fático bioma. Natural poema de um Homero caririense em sua odisséia ambiental.

Inigualável milagre diluviano da caatinga a se derramar como trombas d’águas engravidando o Jaguaribe na sua imensa ânsia de querer ser mar.
O rio Salgado é um caminho de riquezas por meio do qual o Cariri adolesceu e se fez grande diante do Ceará e do mundo inteiro.
O abraço fraternal de Deus unindo os homens de boa-vontade. Mistério de doces águas em abundância matando a sede dos que nunca desistiram de lutar.

Rio Salgado, louvação de tudo que é sagrado a se derramar em correntezas de dádivas e exuberância sobre a consciência dos que são tocados pela boniteza da sua incomensurável biodiversidade.

Rio Salgado uma artéria aberta...

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Prof. José Cícero
Secretário de Cultura
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