quinta-feira, 22 de abril de 2010

Todo dia tem que ser dia do índio, cara pálida!*

Por José Cícero

E aí cara pálida; hoje é o dia do índio!
Mas quem foi que disse que só o 19 de abril é o dia do índio?

Na mesma proporção como se vem destruindo os recursos naturais do planeta, os chamados “homens brancos” tem também imprimido sua força ao longo da história no sentido da promoção do extermínio das mais diversas etnias indígenas espalhadas pelo mundo. De modo que neste 19 de abril(dia do índio), a grande pergunta que se deveria fazer é: o que haveremos de comemorar neste suposto dia dedicado ao índio? Que legado nós, os contemporâneos, ditos racionais haveremos de deixar às novas gerações no tocante a questão indigenista e ambiental?
Neste dia, pelos menos uma reflexão consciente e inteiramente desapegada de todos os velhos preconceitos e outras discriminações descabidas haveria de ser realizada em relação a este evidente rastro de destruição imposta às populações indígenas não somente do país de Cabral e de Pizon. Ou ainda ao que resta deles(os índios), agora não passam de meros refugiados vivendo às duras penas no que ainda resta da floresta Amazônica e outros rincões abandonados, como sobejos da sociedade moderna, que deram o nome de reserva.
O crescimento urbano, o desenvolvimento social, tecnológico e científico... O pós-modernismo econômico e cultural no seu conjunto mais geral, assim como na sua versão mais cruel tem ajudado a fazer da causa indígena – um ato extremo de perseguição, opressão e matança às vezes muito mais vergonhosa do que aquilo que fizeram os colonizadores, bandeirantes e jesuítas. Alguns festejados ainda hoje com títulos de heróis e outros com os de santos.
A história do nosso índio tem sido por assim dizer, a própria história da usurpação, do crime e do extermínio de toda uma ração que por direito natural seria os únicos e verdadeiros donos do Brasil. Assim como as raízes ancestrais da nossa origem efetiva-biológica.
Somos até hoje, os autênticos destruidores da cultura autóctones dos índios. Criminosos em potenciais de toda uma diversidade de etnias, línguas, dialetos, saberes, crenças e outras tradições inerentes à milenar cultura dos nossos irmãos nativos ameríndios.
O que aconteceu com os povos indígenas, não tem outro nome, senão o de genocídio. Um massacre que de algum modo se perpetuou ao ponto de ter chegado até nós com seus ares de normalidade.
Mas digamos que o processo de extermínio das populações indígenas pelo mundo e, ao longo da história não foi um ‘privilégio’ apenas dos brasileiros, posto que constituiu infelizmente, prática-comum utilizada por diversas nações do globo em diferentes momentos da história humana.
No Brasil, portanto, não teríamos como dissociar a sua história daquilo que foi(e ainda o é) o expediente injusto da exploração e da ocupação às forças, do que ainda restam dos espaços naturais pertencentes aos chamados povos nativos da floresta.
Os índios aos poucos foram sendo expulsos do litoral, sobretudo os tupi-guaranis e para não sucumbirem à maldade dos ‘racionais’ tiveram forçosamente que adentrar o interior do Brasil, até chegar à Amazônia. Os que permaneceram ou foram mortos ou tiveram que se submeter aos ditames espúrios dos seus algozes. Tornaram-se (com raríssimas exceções) pobres miseráveis susceptíveis a toda sorte de males e até à escravidão imposta pelo mundo e pela vida e os costumes dos brancos.
Éramos até os primórdios do suposto “descobrimento”, uma nação completamente livre habitada por uma infinidade de etnias. Raças indígenas vivendo na mais profunda harmonia com a terra, os bichos, à natureza e o sagrado. Uma grande nação que beirava a caso dos cinco milhões de almas falando pouco mais mais de 170 línguas e mais uma série incontável de dialetos.
Antes do descobrimento 100 milhões de aborígenes habitavam o continente americano. Culturas e conhecimento tradicionais que, na sua grande maioria, já se perderam para sempre. Uma riqueza que o homem moderno movido por sua ganância e arrogância até hoje não pode aquilatar com completo. Um prejuízo histórico que só o futuro poderá dimensionar no seu verdadeiro grau.
Era o Brasil o que poderíamos chamar de paraíso perdido na imensidão das Américas.
Um lugar que mesmo após as sucessivas incursões deletérias dos brancos invasores (colonizador e cia.) sustentou os impérios falidos do velho continente. Assim como a opulência e as farras nababescas dos que desgraçadamente se imaginavam ter sangue azul e, que se situavam acima do bem do mal. Uma ilusão que não passara incólume pelo teste inabalável da história.
Por conta desta riqueza natural do país tupiniquim ‘pastoreada’ que foi por nossos irmãos indígenas é que a nação sobreviveu até os dias atuais. Chegando até nós... Só por isso suportou ao vilipêndio, à invasão, ao roubo, à espoliação, ao massacre, à pilhagem assim como a todas as mais abomináveis formas de crimes e expiações que se possa imaginar.
A força do índio brasileiro corre hoje ainda nas nossas veias. O nosso DNA é a mais forte evidência da nossa ligação indígena, além de africana e européia. O índio, portanto, queiramos ou não, é nosso irmão.
Neste dia urge que tenhamos esta compreensão vigorosa e efusiva, com a consciência afirmativa de que somos filhos de uma mistura de raças. Uma miscigenação da qual não é possível se eximir por qualquer razão da presença central do aborígine. Somos irmãos de sangue, luta história e sofrimento. E isso não é pouca coisa.
Neste 19 de abril, diria que a simples consciência deste fato, já seria muito mais da conta para uma sociedade hedonista, arrogante e preconceituoso, sobretudo no que tange as suas verdadeiras origens ancestrais.
Aceitar o índio como partícipe da nossa história biológica será um motivo para um ato de verdadeira celebração. Sinal de que a sociedade brasileira está evoluindo não apenas nas aparências...
Por fim, digamos que todos os dias mesmo antes de 1500 têm que ser dia do índio. Até porque todos os filhos do Brasil mantêm uma dívida de gratidão com os ‘bugres’ sul-americanos das terras de Vera Cruz.
Porque cara pálida! O índio é sim, o nosso irmão!
(*) Prof. José Cícero
Aurora-CE.
Fotos ilustrativas: Da Internet
Artigo escrito em 19/04/10
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Rio Salgado - Eterno milagre dos Caririenses...*

Por José CíceroUm espetáculo a nos encher os olhos. É esta a sensação que se tem depois de um bom tempo de estiagem prolongada, ver de novo toda a extensão do rio Salgado com todo o seu seu esplendor de águas descendo e rompendo com violência da mãe natureza as ribanceiras do rio. Concretizando a contento a velha lei da gravidade. Enchendo de promessas e esperanças os sentimentos mais alvissareiros dos homens e mulheres ribeirinhos sul-caririenses.
O velho Salgado, malgrado o seu abandono e, feito na marra esgoto do Cariri, agora, como por milagre, num toque de mágica dos deuses da ecologia se enche de beleza, grandiosidade e alegria como que desejasse amenizar com as suas águas o sofrimento do mundo inteiro e, em particular as agruras das gentes sertanejas. Assim ele segue rasgando os sertões, as pedreiras, a caatinga e o areial sem fim, entre vales, planícies, chapadões e serras. Um encanto. Uma utopia na mais autêntica concretude das formas abençoando a vida e a lida dos povos dos sertões do Cariri cearense... O Salgado agora depois da 'frente fria' é só “boniteza” a iluminar o semblante, o coração e o sorriso dos agricultores a semear o chão.

Mesmo numa seca-verde que se prenuncia o Salgado renovado é uma dádiva dos céus. Uma promessa a alimentar as esperanças no eterno milagre da fartura e da bonança diante da multiplicação do pão a se repetir anualmente nos grotões dos esquecidos dos sertões adentro.
O Salgado cheio é um sonho correndo ao nosso encontro tantas vezes protelado, desfeito... O Salgado é um Kariri valente, quando se fortalece ao receber de bom-grado as sangrias dadivosas dos açudes, lagos e riachos. Salgado rio. Águas que nos alimenta, saciando a sede e banham nossa alma tão docemente. Como se fossem os carinhos da mulher amada...
A cheia do Salgado é um acontecimento dos mais esperados. Uma festa que não tem nome...Com seu barulho por entre as quebradeiras das matas, ante o fenomenal represamento no boqueirão de Lavras, a queda livre na cachoeira de Missão Velha, a subida dos peixes no Morro Dourado, no poço do meio. Sua nascente na Batateira do Crato, a passagem com pressa pelo Granjeiro abaixo, Salgadinho, Massalina das Ingazeiras e a chegada majestosa sob a 'ponte da espera' nas terra da Aurora nas proximidades das "beatas" como uma despedida na direção do Castanhão, o mar da vida - num abraço Atlântico.
Com aproximadamente 42 km do seu leito percorrendo o solo d'Aurora, há razões de sobra para afirmarmos que o rio do Cariri é, de fato, um manancial genuinamente aurorense. Além da sua grande extensão, nas terras de Aldemir é que o Salgado se faz grande, bonito e imponente, sobretudo nos seus mais diversos e expressivos encantos naturais. Aurora é, por tudo isso, um presente do Salgado, tanto quanto o Cariri inteiro.
Em dias de tristeza, contemplar o Salgado agora é por assim dizer, uma terapia recompondo nossa paz de espírito. Um verdadeiro refirgério espiritual. Aliviando o cansaço do peso do dia a dia. Tudo, com a mesma sensação gostosa de se estar no mundo. Sempre quando, psicologicamente voltamos por algum instante as nossas raízes ancestrais. O Salgado por tudo isso é uma obra esplêndida de Deus, invadindo sem pedir licença nossos olhos, corações e mentes com o sentimento da mais absoluta felicidade coletiva.
(*) Prof. José Cícero - Secretário de Cultura, Turismo e Desporto/Aurora-CE.

SERVIÇOS:
Pela primeira vez, este ano, a cachoeira de Missão Velha, por onde passa a água da microrregião do Cariri (Crato, Juazeiro, Barbalha, Caririaçu) para o Castanhão, está cheia. A cachoeira começou a receber água depois da chuva de 110 milímetros que deu em Barbalha. De acordo com os populares nunca a cachoeira esteve assim, tão cheia, no mês de abril. Normalmente, esse fato acontece nos meses de fevereiro e março. As águas que passam pela cachoeira são despejadas no Rio Salgado, que desemboca no Jaguaribe e este no Açude Castanhão.(blog do Tarso Araújo)
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Artigo: Super Proteção - Um Castigo*

Por: Luiz Domingos de Luna, especial para o blog do JC:
Os adolescentes, ao tempo da ditadura militar, sonhavam com a liberdade como um instrumento de auto-afirmação na família, nas comunidades e na sociedade como um todo. Pois, apesar do regime de exceção, a alma do espírito democrático a rondar o inconsciente ou “consciente maturativo”. De que algo no espaço social, político precisava ser mudado.
Este eixo espiritual não foi destruído pela força de dominação do militares à época. A noção de mudança, sempre presente no tecido sociológico brasileiro, a inquietação grassava desde as camadas sociais mais baixas às mais altas – as Elites. O espírito mudancista sempre presente no meio social em todas as suas arestas, em proporções e intensidades constantes, como uma massa pensamental uniforme e invisível a incomodar sempre o regime de opressão. – Uma permanente inquietação.
A entrada no regime democrático um sonho realizado de um povo que não acostomou-se com a mordaça. A mancha negra do regime de exceção não pode e nem deve ser um trauma para superproteção de crianças, adolescentes, ou mesmo adultos, por algo que não pertence mais ao mundo deles, pois o relativismo político do Estado brasileiro foi incorporado ao Estado Democrático de Direito.
Ao se propalar a superproteção às novas gerações, que vivem a liberdade, ideal sonhado pela anterior; está se criando um grande paradoxo, pois a própria liberdade almejada pela geração anterior não pode ser utilizada como ferramenta para o bem comum, vez que os pais passam a controlar os passos de seus filhos de forma intensiva, coercitiva desde o nascimento, formando assim, não filhos reais, mais filhos ideais, modelos, referências, projetos, tudo, menos uma vida autônoma e soberana no espaço tempo.
A vida não pode ser um projeto (de vida) que não deu certo em um ideal sonhado por outrem, visto cada um, ser único e total. Educação, orientação, sim, porém superproteção nunca... pois a superproteção é apenas um castigo disfarçado.
(*) Professor e Pesquisador – Aurora – Ceará.
Foto ilustrativa da Internet

terça-feira, 20 de abril de 2010

Graviola apresenta bons indicativos para a cura do Câncer, afirma pesquisador

Vejam só que interessante: Recebido de Dr. Rômulo d'Avila (médico).
Repassem aos seus contatos. Notícias assim não são divulgadas por causa da pressão dos grandes laboratórios farmacêuticos. Mas esse é o lado bom da Internet. "CANCER - A ERVA QUE CURA" - Foi pesquisado pela USP e é válida Dr. Panuzza confirmou.
SE VC CONHECE ALGUÉM QUE TEM CÂNCER, POR FAVOR ENCAMINHE ESSE E-MAIL. MAS MESMO QUE NÃO CONHEÇA ENCAMINHE A OUTRAS PESSOAS, PORQUE QUEM SABE, ESSAS POSSAM AJUDAR ALGUÉM QUE PRECISE. ALÉM DE CURAR O CÂNCER, ESSA FOLHA TEM OUTROS BENEFÍCIOS.
ABAIXO SEGUE COMENTÁRIO:
FOLHA DE GRAVIOLA: A folha de graviola cura câncer. Segundo Evandro Romualdo, um amigo lhe confidenciou a seguinte história: Que sua esposa após descobrir um câncer no seio que chegou a se espalhar pelo seu corpo,estava praticamente com os dias de sua vida contados. Foi então,que descobriu uma publicação sobre o CHÁ DE GRAVIOLA. A notícia estava em um site e o título do artigo é CANCER MAGIC BULLET DISCOVERED, but drug giants hushes it up!- 10,000 times stronger than chemotherapy with no adverse side effects... Na reportagem eles citam o quanto o extrato da GRAVIOLA é 10.000 vezes mais forte do que a quimioterapia por drogas, e sem efeitos colaterais. Citam também a árvore como sendo encontrada na floresta Amazônica. Enfim, a esposa dele também tomou o chá, e em dois meses não tinha mais nenhuma seqüela ou ferida. Hoje está viva e saudável! A Graviola ainda age na cura do Diabetes, Stress, depressão e muito mais...
AQUI FICA A DICA PARA QUEM PRECISAR, SE PUDER DIVULGUE, QUEM SABE ASSIM CONSEGUIMOS AJUDAR MAIS PESSOAS COM ESSA NOVA DESCOBERTA. AGORA SAIBA A OUTRA VERSÃO SOBRE ESTE FATO QUE PODE OU NÃO SER VERDADE: Chá de graviola combate o câncer? A graviola ou Anona muricata, L é uma dicotiledônea da família Anonaceae. É conhecida em espanhol como aguanábano, em inglês como soursop e é corossolier em francês. Agora, ao que interessa começando com uma notícia pouco animadora: "Se um dia você ouvir falar que foi encontrada a cura do câncer, não leve a sério.
O que chamamos de câncer é, na verdade, um conjunto de mais de cem patologias que, em comum, têm apenas a célula maligna." É o que diz o médico Dráuzio Varela no artigo A cura do câncer publicado na Folha de São Paulo do dia 26 de junho de 2004 (Caderno Ilustrada, página E12).
A mensagem, que circula desde março de 2003 começa com uma pessoa se dizendo conselheiro da CIESP-Zona Norte e logo surgem as perguntas: o quê? de onde? CIESP é a sigla de Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, mas essa resposta traz outra pergunta: que autoridade tem um 'conselheiro' da CIESP para garantir os propalados efeitos milagrosos da graviola ou da jurubeba? Essa eminente autoridade não se identifica nem assina a mensagem.
É como se bastasse um suposto cargo de uma entidade paulista, cargo esse ocupado por uma pessoa não identificada, para assegurar os efeitos milagrosos da hortelã da folha miúda. Ou da graviola. Tanto faz. Como se não bastasse o anonimato do contador da história, ele também não menciona o nome do nosso diretor nem tampouco o nome da mulher dele (do diretor) que viveu essa inédita experiência. Também não existe nenhuma informação confiável a partir da qual se possa conferir a existência das pessoas (quase :-) mencionadas.
Esse é o típico boato: não sei quem falou que não sei quem, mulher de não sei quem, viveu, em um lugar indeterminado e não sabido, uma experiência inédita: não sei se pesquisando na Internet, mas a noticia estava num site ou revista alemã/ americana (?) e intitulava-se CANCER "MAGIC BULLET" DISCOVERED (chi, agora me lembro: era em inglês :}... Que história mais mal contada... Antes de continuar: pode até ser que a graviola sirva de remédio para alguma coisa, mas bastaria esse conjunto de indeterminações para comprometer a validade da informação fornecida.
O fato é que, à primeira vista, a mensagem parece um spam de propaganda de produtos derivados da graviola, mas nenhum dos links nela contidos remete a saites de venda de medicamentos, chás, mezinhas ou coisas equivalentes. Um dos links remete para o ACAM - American College for Advancement in Medicine. O ACAM afirma em uma de suas páginas: ACAM DOES NOT PROVIDE MEDICAL ADVICE TO THE PUBLIC Ou seja, a entidade não provê aconselhamento para o público e destina-se, exclusivamente, à classe médica. E nada menciona sobre soursop. E os outros links? www.aaem.com - International College of Intergrative medicine: nenhuma referência a soursop ou graviola. www.icimed.com - International College of Intergrative medicine: nenhuma referência a soursop ou graviola. www.meridianvalleylab.com - Meridian Valley Laboratory (última atualização em 26 de abril de 2000): nenhuma referência a soursop ou graviola. www.tahoma-clinic.com - Tahoma Clinic and Dispensary: nenhuma referência a soursop ou graviola. Ao pesquisar no Google a expressão cancer graviola OR soursop OR corossolier (opção 'todos os idiomas'), retornam mais de 1.400 resultados.
Dos 40 primeiros, 2 páginas não puderam ser localizadas e 37 links remetem a saites que vendem extrato de graviola, cápsulas de graviola ou coisa semelhante. Há páginas mencionando a graviola como árvore originada das profundezas das florestas tropicais da Amazônia. A Amazônia também é 'explorada' nesse sentido... Em muitas das páginas, a graviola é indicada para hipertensão, disenteria, artrite, gripe, malária, nevralgias, reumatismo, febre, náuseas, úlcera. E câncer. Uma delas pertence a empresa de serviços de limpeza e logo vem a pergunta: qual a autoridade ou competência de uma empresa de serviços de limpeza para apregoar virtudes de medicamentos? No artigo Graviola - A cura da hora o Instituto Day Care informa: ... não há formulação oficial aprovada pelo Ministério da Saúde, indicação formal reconhecida pela medicina oficial nem consenso entre especialistas de que o uso da graviola ou de qualquer um de seus derivados, até o momento, seja benéfico para pacientes com câncer.
Afinal de contas, chá de graviola cura ou não cura o câncer? Para saber a resposta correta, converse com o seu médico. Veja o que ele diz sobre isso e também sobre outras lendas semelhantes que circulam pela Internet. O seu médico vai dar a orientação adequada. Enquanto isso, não acredite em curas milagrosas ou algo que se apresente como '10.000 vezes mais forte' do que tratamento convencional. E qual a origem da mensagem? Logo acima dissemos que, à primeira vista, parecia spam. À segunda vista, também. Não há dúvida de que se trata de spam elaborado por algum fabricante ou revendedor de cápsulas ou extrato de graviola milagrosos. Por alguma razão não esclarecida, o spammer pretende continuar no anonimato e a distribuição, pela Internet, dessa propaganda enganosa fica por conta de internautas de boa índole que reenviam o que lhe mandam (já vi algo parecido em algum lugar :) Versão surgida em fevereiro de 2005 menciona a USP que teria realizado pesquisas na área.
É possível que algumas instituições pesquisem o uso da graviola, da babosa, do capim santo, do malvaristo e de mais centenas de ervas. Uma coisa é realizar pesquisas e outra coisa, muito diferente, é afirmar quais as ervas que curam doenças. A mensagem de fevereiro de 2005 também diz que Segundo Evandro Romualdo, um amigo lhe confidenciou a seguinte história: Quer dizer, se o amigo do sr. Romualdo (quem??!!) diz que isso é verdade, então acredite, não importa quem seja o sr. Romualdo. Puro boato. De qualquer forma, deve-se levar em conta o efeito placebo.
Os leitores comentam. Em sua página, a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária apresenta o seguinte Alerta aos consumidores para a venda de medicamentos pela internet. A Anvisa oferece dicas para consumidores que compram medicamentos pela internet: * Tenha cuidado com sites que promovem curas milagrosas para doenças graves ou medicamentos que prometam cura para várias doenças; * Evite sites que incluem casos não comprovados cientificamente e que prometam resultados fantásticos para um determinado medicamento; * Não compre medicamentos em sites estrangeiros, pois estes geralmente realizam a importação de drogas de forma ilegal. Além de ser arriscado para o comprador, pois a probabilidade de ser enganado é ainda maior, não há nada que a legislação brasileira possa fazer, nesse caso, para proteger o consumidor; * Não compre pela internet medicamentos de venda sob prescrição, pois esses estarão sendo comercializados ilegalmente se não exigirem a receita médica.
Fonte secundária:blogdoivaldoshow.blogspot.com
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Prefeitura Implantará nos próximos dias Academia na Praça Pe. Cícero

Prefeito Adailton Macêdo implantará academia comunitária de Ginástica e educação física em praça pública da cidade
Segundo informação oriunda da Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto(Seculte) dentro dos próximos dias estará sendo instalada no espaço da praça Padre Cícero ao lado da antiga estação ferroviária a 1ª Academia Comunitária da cidade. A academia recém adquirida pelo prefeito Adailton Macêdo constará de vários instrumentos de educação física que deverão ser fixados na praça da estação como é popularmente conhecido o espaço. Os referidos instrumentos já se encontram no depósito da prefeitura prestes a serem fixados no espaço da praça.
A academia comunitária constitui mais uma novidade conseguida pela gestão municipal o que será fundamental para o melhoramento da saúde da população. “estamos aguardando com muita expectativa mais esta conquista da administração 'o povo construindo o novo'”, enfatizou a coordenação da seculte-Aurora. “Visto que a academia na praça possibilitará à população um acesso mais fácil a prática saudável do exercício físico, que hoje é fundamental diante de todas injunções da vida moderna”. O município também garantirá profissionais da área para prestar os serviços necessários aos que utilizarem os instrumentos”, concluiu.
Melhor qualidade de vida e uma série de incentivo à prática esportiva, são apenas alguns do vários benefícios que ‘a academia na praça’ possibilitará à população aurorense, sobretudo às pessoas da terceira idade. Nosso maior bem é a saúde por isso a academia de ginástica voltada para à população se reveste do mais alto valor social, disse.
Da Redação do Blog da Aurora e da Seculte-Aurora.
Foto ilustrativa da Internet.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Caminhos, caminhão: Misto da feira...*

Por José Cícero

De terra era a estrada
Que dava para à ribeira.
O caminhão à manivela.
O misto da feira
Subia gemendo e devagar
O topo da serra.
Crato, Aurora e Missão Velha.
Ônibus dos feirantes
Trem dos retirantes
Esquecidos pelos sertões adentro.
Misto da feira,
Entupetado de mercadoria, gente e bicho.
Antigo Misto, velho caminhão.
cheiro forte de homem e gasolina.
Rota batida, sol à pino
Café da linha
Que se estendia
Das feiras do Crato,
E de Juazeiro até Cajazeiras.

A distância era tremenda.
Léguas tiranas,
Poeira densa de encher a alma
Dos viajantes.
Saudosas paradas.
Merenda: Café com broa
Distribuídas ao longo da estrada.
Jippe roncando, carro de boi invejando.
Rural e DKV atolados
na areia quente da seca.
Velha jardineira de primeira classe
Rasgando o solo dos sertões
Em dias de feira.
Cidadezinhas à espera
Velhos chapeados a postos
Provinciano dia-a-dia
Daquela boa gente sertaneja.

De terra era a estrada
Rastros da borracha na areia
Pedras soltas, cascalhos do chão.
Chão batido, poeira, bodegas...
Caatinga pra todo lado
Solidão dos caminhos
Quebrada pelo misto da feira
Motor endiabrado,
Levando na bulé e na carroceria
Gente e bicho,
Bugigangas e outras mercadorias
À feira do Crato,
Aurora, Icó, Brejo e Porteiras.
Velho Misto da feira
Caminhante do oco do mundo
Aproximando a lonjura do Cariri
Àté à feira de Fortaleza.

José Cícero
In Fractais Imensos
(2010 inédito)
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www.seculteaurora.blogspot.com
www.aurora.ce.gov.br
www.blogdaaurorajc.blogspot.com


terça-feira, 30 de março de 2010

Um poema metafísico*

Por José Cícero*
Ontem à meia noite e meia fiz o meu poema mais bonito. Uma verdadeira ode ao silêncio quando me senti perdido em meio a solidão de mim mesmo e de tudo o mais que existe. Como alguém tremendo de frio abraçado aos seus tormentos sorvendo os efeitos do seu próprio medo.
Meu poema mais bonito continha todo o lirismo possível que a poética do mundo poderia conceber.
Um poema arbusto, rasteiro com gosto de terra e cheiro de verdade. Um poema surreal como um peditório consagrado à perfeição dos gestos e dos sentimentos mais altaneiros da fauna humana como um mero atributo dos bichos brutos. Um poema de louvor e estranhamento como uma carta ousada adolescente escrita às escondidas sob a sombra dos antigos arvoredos.
À meia noite e meia de ontem embevecido pela solidão do mundo conclui o meu poema mais bonito, prenhe de encanto e de desvelo. Debaixo de um céu de chumbo queimando meu crânio e os meus neurônios entre seus mistérios e seus segredos.
Um poema novo e diferente reacendendo em todos, o fogo da confiança nas coisas possíveis.
Um poema sensível cheio de verdades. Uma oração inteiramente dedicada às utopias e aos sonhos dos que, tocados pela fortaleza dos deuses, ainda não perderam por completo as esperanças no amanhã e a vontade de viver, assim como a coragem de acreditar na possibilidade de um futuro de felicidade.
Um poema sensível, quase inocente como uma canção de ninar a embalar as criancinhas ainda agora, por entre nós, pensando pelos homens adultos entretidos, contando seus metais ao redor do fogareiro demoníaco.
E, quando enfim me dei conta, vi que meu poema estava repleto de grandes olhos. Era como um ser estranho, um alienígena, olhando para mim como um promotor que interroga de modo irascível um criminoso.
Aquele olhar era penetrante ao ponto de eu também me ver ali, por meio daquela ótica ensandecida. Era enfim, a minha luneta mágica através da qual eu procurarava psicologicamente enxergar pelo seu lado oposto, tudo que até então eu ainda não tinha conhecimento.
Vi-me por dentro. Estava em frangalhos. Enxerguei pela ótica bizarra daquele poema toda a dimensão dos meus erros cometidos por todos estes anos. Estava ali, diante de mim mesmo, como quem realiza um acerto de contas com seu Eu profundo. Na tentativa desesperada de consertar a tempo, meus equívocos e meus defeitos. Tanto por fora quanto por dentro, eu era um estrago no sentido mais lato do termo.
Por meio do meu poema mais bonito pude finalmente enxergar a nudez absoluta do meu ser, ante a mais cruel de todas as misérias que já se abatera por sobre o mundo.
Aquele poema de alguma maneira conseguiu tocar a minha alma como espinhos furando sem dó nem piedade a minha carne. Quem sabe para que eu pudesse me dá conta que ainda estava vivo.
Ou ainda para que eu pudesse enfim, despertar para o novo mundo que se avizinhava bem a minha frente, em meio as divagações daqueles versos esquistos. Um despertar para os meus sacrilégios recorrentemente dissolvidos nos meus gestos cotidianos.
Através do meu poema, percebi que a beleza, assim como a miséria do mundo tinham muito a ver comigo. Também era da minha conta, vez que compunha o meu universo entrínseco. E eu chorei copiosamente como um menino em abandono chorando sua sorte, sua desventura e seus desejos não realizados. Senti como ninguém jamais poderia toda a solidão que existe neste mundo...
O excesso de verdade contido no meu poema era como faca peixeira nas mãos de exímios açougueiros retalhando a minha carne fraca em desvario intenso.
E eu sofri em demasia naquela noite, até o nascer do dia, como quem sofre eternamente as dores mais fortes do mundo inteiro.
Quando enfim, o sol surgiu no azimute mundano; o meu poema mais bonito encheu a minha vida de esperanças e de outras utopias impossíveis.
Com o meu poema novo morri e ressuscitei tantas vezes precisei e, sempre quando carreguei nos meus próprios ombros o fardo pesado do tempo ido jogado sobre a minha vida inteira por todos os gigantes do mundo.
O meu poema mais bonito em definitivo, é agora o meu espelho. A minha outra face. A verdade que carrego pela vida afora e que escolhi para mim mesmo.
(*) José Cícero
Prof. Poeta e Escritor
Secretário Mun. de Cultura
Aurora - CE.
In Fragtais Imensos(Inédito/2010)
Foto: da Internet
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Armando Nogueira: A poesia imorredoura do Futebol e da Notícia

Por José Cícero
Existem pessoas que mesmo não sendo nada da gente quando morrem produzem em nosso íntimo a mais das absolutas sensações de perda. Um sentimento de vazio extremo. Uma profunda saudade a nos invadir, como avalanche, a nossa própria alma como se estivéssemos em sobressalto constante.
Pelos menos é assim que acontece comigo.
Quem sabe o afloramento natural das nossas raízes ancestrais psicocógicas, sei lá... Como resquícios remanescentes das nossas mais latentes e intrínsecas ligações holísticas, espirituais, supra físicas como o cosmos, o universo em toda sua plenitude.... Comigo pelos menos é assim que ocorre.
Foi assim, por exemplo, quando fiquei sabendo pela TV do desencarne do renomado jornalista e comentárista esportivo Armando Nogueira.
Assim como tem acontecido com várias outras figuras, não apenas do Brasil que com seu talento quer seja intelectual, humanístico ou do beletrismo artístico de algum modo especial contribuem para o progresso humano e, por conseqüência para o melhoramento afirmativo do mundo.
São nestes momentos de perdas profundas, que a reflexão sobre a nossa existência e o mistério da morte reacendem em nós pobres mortais a necessidade de um melhor direcionamento das nossas ações em favor da vida e do próximo. Ocasião que os sentimentos de fraternidade e de solidariedade tocam fundo a nossa alma, coração e mente.
Ante a presença implacável da morte enxergamos nossa pequenez em sua dimensão mais forte e verdadeira. Porque é com a morte, como em vídeo-tape, que tentamos rever e reavaliar nossos momentos, nossas ações e hesitações, durante a nossa efêmera passagem pelo palco sombrio da vida; assim como toda a transitoriedade do nosso verdadeiro sentimento de se estar no mundo.
Porque é assim que verdadeiramente acontecer comigo. Isto é fato. E fato sendo reflito com a ligeira sensação de que estou igualmente à beira do meu momento findo. Porque todos os dias para nós, devem ser o último...
A notícia do falecimento de Armando Nogueira me tocara com aquela sensação estranha e lúgubre só experimentada pelos que de fato, perderam algo importante. Contudo, figuras como a de Armando Nogueira, não deveriam morrem nunca. Isso porque, de algum modo contribuíram efetivamente para o aprimoramento necessário do gênero humano.
Quem sabe por isso Guimarães Rosas sempre dissera que os grandes homens nunca morrem de verdade, eles apenas se encantam. Tomara que o mestre Armando não tenha morrido, mas apenas se encantado. Porque do meu lado, posso dizer que sempre me encantei assaz deslumbrado diante dos seus escritos poéticos e suas crônicas futebolísticas das mais inteligentes.
Muitas foram as vezes que me deliciei na minha adolescência quando o lia ou quando o via na TV. Tive o raro prazer de vê-lo ainda na Manchete, assim como suas tiradas na Placar.
Armando Nogueira foi um dos maiores redatores que este país já produziu. Talvez o último. Filho da distante Xapuri-AC, que ficou famosa através da luta e morte de Chico Mendes. Armando veio para o Rio ainda em tenra idade para ganhar a vida. E a ganhou na medida em que se transformou no maior e mais conceituado jornalista esportivo do Brasil. Com atuação na revista Cruzeiro, Manchete, Bandeirantes e na TV Globo, onde foi inclusive um dos mentores do jornal nacional. Como enviado, cobriu várias Copas do Mundo assim como as Olímpiadas. Foi um daqueles comentaristas em extinção, cujos comentários nos enchiam de prazer e conhecimento.
Há anos que não o vi mais na telinha ou no impresso. Quem sabe pela opção idiota que a mídia atual tem feito em favor dos rostinhos jovens e engraçados em detrimento do talento, da ética e da inteligência de tantos, que como Armando, foram pioneiros ajudando, inclusive, a moldar os alicerces fundamentais do jornalismo brasileiros.
Vítima de câncer no cérebro, Armando Nogueira faleceu nesta segunda-feira(29) no Rio de Janeiro aos 83 anos.
Com o desaparecimento de Armando, o jornalismo esportivo autêntico, assim como a notícia diferenciada e a crônica poética do cotidiano saem de cena, dando lugar ao shownalismo marrom, negro, feio e fedorento.
Uma pena, que os nossos filhos nunca poderão conhecer a lavra e o talento de Armando Nogueira. Simplesmente porque ele será para sempre insubstituível. Mesmo assim fiquemos torcendo para que Armando não tenha morrido, porém apenas se encantado, oxalá em mais uma daqueles suas belas e encantadoras crônicas do nosso futebol arte. Porque Armando foi e para o todo e sempre o será aquilo que podemos classificar como: Um Gol de Placa.
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ARTIGO: Ibiapina: O Homem*

Padre José Antonio de Maria Ibiapina, assim assinava aquele que o povo chamava de mestre Ibiapina, o maior missionário do Nordeste. Cujo centenário se celebrou em 1983. Hoje em dia ele está quase totalmente esquecido, mesmo no Nordeste, salvo em algumas comunidades rurais muito tradicionais em que se mantêm algumas devoções recomendadas por ele ou nas imediações de Santa Fé, perto de Arara, na Paraíba, onde foi sepultado. Cada ano em Santa Fé no dia 19 de fevereiro uma piedosa romaria reúne os últimos os últimos devotos do Padre Mestre.
Nada mais injusto do que o esquecimento em que caiu o grande missionário do sertão do Nordeste. Se tivesse tido continuadores, a face da igreja no Nordeste e no Brasil teria podido ser diferente. Mas a circunstância histórica não lhe foi favorável. Depois do Vaticano I, no Brasil a igreja entrou nos rumos da romanização e do ultramontanismo. Os bispos pediram a ajuda de religiosos europeus formados na mais estrita observância do Ultramontanismo.
A Herança pastoral autóctona foi abandonada. Em torno à figura do maior e dos mais originais dos missionários do Nordeste, criou-se um silêncio de quase reprovação.Ibiapina nasceu em 1806 numa fazenda perto de Sobral, no Ceará. O Seu pai era escrivão o público. Seu pai teve parte ativa na revolução de 1824, conhecida como confederação do Equador, e foi fuzilado. O Seu irmão mais velho. Pela mesma razão. Foi preso na ilha de Fernando de Noronha onde morreu misteriosamente. Estudou dois anos no seminário de Olinda de 1823 a 1825. Mas não se entrosou e saiu. Entrou na faculdade de direito recém fundada e formou-se aos 26 anos, assumindo imediatamente a cadeira de direito natural na escola de direito.
No ano seguinte, aos 27 anos, ele é juiz de direito e chefe da polícia em Quixeramobim. Aos 28 é eleito deputado federal na constituinte de 1834. (...) Em 1855, dois anos depois da ordenação, deixa o Recife definitivamente para buscar a sua vocação no sertão. Deixa a igreja instalada da capital pernambucana que a ninguém para buscar o povo de Deus perdido nesse interior interessa. Então começa a sua vida missionária. Os últimos 28 anos de sua vida vão fazer uma extraordinária carreira de missionário.
De 1860 a 1876 foram os anos da vida itinerante. A partir de 1876, Ibiapina, paralisado, instala-se em Santa Fé, continuando a dirigir asa suas fundações à distância. Aí morre em 1883.
_________________
Prof. Luiz Domingos de Luna -
É mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz, - Penitentes - Forania do Aurora no Estado do Ceará, aos 28 dias do mês de março, 2009.
Bibliografia:Ibiapina José Antonio de Maria, 1805 – 1883
Instruções espirituais do Padre Ibiapina/ José Comblin {organizador} – São Paulo: Ed. Paulinas, 1984.
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quarta-feira, 24 de março de 2010

PC do B – 88 anos de socialismo: Justo, forte e renovado. *

Por José Cícero
Um tributo ao aniversário dos 88 anos de existência do PC do B.
______________
Um sonho antigo
Que ainda não se esmaeceu por completo
No horizonte do mundo.
[Socialismo.
PC do B – fortalecido: 88 anos.
Um bastião de jovens valentes.
Próspera semente.
Plantada no solo fértil
Dos horizontes altissonantes.
Esperança que a cada dia
Se renova,
Nos nossos braços fortes
Corações e mentes;
Como glicose aplicada
Nas nossas veias.
[Socialismo.
Busca incessante
da coletiva felicidade
que acreditamos.
Enormes utopias do gênero humano.
PC do B – timoneiro: 88 anos.
Glória de toda uma história
Travada em favor do bem.
Combate pela igualdade
esperanças conjugadas
Em seu próprio Norte.
[Socialismo.
Sonho convicto dos homens
E das mulheres conscientes,
Juntos edificando,
Em pleno uníssono
Os alicerces
Inquebrantáveis do futuro.
[Socialismo.
PC do B – Araguaia: 88 anos.
Utopia em favor da paz.
Sociedade libertária.
Mansuetude do mundo.
Comunhão dos que não têm medo
idéias iluminadas,
Sol do futuro.
Desprendimento.
Dias alvissareiros
Revolução.
Democracia Popular
Garantida ao mundo inteiro.
[Socialismo.
PC do B – heroísmo: 88 anos.
Farol de um novo tempo.
Luta da memória dos anos
Contra o fantasma do esquecimento.
João Amazonas e tantos outros
Magnos combatentes;
Ainda hoje a segurar conosco,
- Os contemporâneos,
a foice e o martelo
Como instrumentos de uma construção
Diária, necessária.
Rubra rosa, vermelha bandeira
Fogueira a iluminar os guetos
do Brasil e os jardins floridos do planeta.
Pavimentando de determinismo revolucionário
os novos caminhos do futuro.
[Socialismo.
PC do B – jovialidade de idéia: 88 anos.
Perspectiva de tudo o mais que é novo.
Luta dos povos
Em favor dos que ainda não se deram por vencidos.
[Socialismo,
PC do B – combativo: 88 anos
Juventude, experiência e compromisso.
Socialismo, socialismo, socialismo!...
_______________________
José Cícero
Professor, pesquisador e poeta
Dirigente municipal do PC do B
Secretário de Cultura

segunda-feira, 22 de março de 2010

Água: Hoje é seu dia, você sabia?..

Por José Cícero*
Quase ninguém está nem aí para o dia internacional da água. Até porque quase ninguém sabe que este 22 de março é o dia da água. Aliás, até tenho minhas dúvidas se os esquecidos e desavisados da ecologia têm de fato algum tipo de preocupação quanto a atual situação da água no planeta.
Hoje é o dia internacional consagrado às águas. Uma niciativa instituída anos atrás pela Organização das Nações Unidas (ONU), à guisa de declaração universal dos direitos da água, cujo documento contém uma série de medidas, sugestões e outras informações que no seu conjunto visam despertar a opinião pública mundial para à problemática da água no planeta.
Desde muito é notória a necessidade urgente de uma consciência ecológica de todos os seres humanos em escala global no sentido da promoção de uma nova mentalidade e relacionamento das pessoas com a água, assim como todos os mananciais da biosfera.
Não é preciso ser biólogo ou ambientalista para que percebamos o quão complicado está se tornando o meio ambiente no seu contexto mais geral. O crescimento populacional em todo o mundo e por gravidade o aumento absurdo do consumo aos recursos naturais, a poluição, a destruição dos ecossistemas terrestres, a extinção de espécies, a degradação da natureza na sua versão mais cruel, são indicativos de que o planeta já está beirando os limites da sua exaustão total. E neste contexto, a água como um recurso vital para a vida na terra, encontra-se igualmente num patamar de imensa precariedade, dada a situação em que se encontra.
Por conseguinte, este 22 de março precisa ser encarado por todos os seres humanos do globo como um momento de profunda reflexão acerca de todas estas questões envolvendo à água e os seus desdobramentos ambientais.
Uma pena que o dia dedicado a água – um bem tão precioso e vital para a sobrevivência do planeta – possa passar literalmente esquecido por boa parte das pessoas, sobretudo pelos brasileiros, quando se sabe que 12% da água de todo o mundo encontra-se no Brasil. É de lamentar, que a opinião pública, os formadores de opinião, os intelectuais, professores, estudantes e a sociedade de um modo geral não esteja nem aí para este dia. No fundo, esta indiferença é um claro indicativo de que a água, assim como os demais problemas relacionados ao meio ambiente e os recursos n aturais, parecem não fazer parte da agenda das preocupações cotidianas da população e, tampouco das prioridades governamentais
Este dia, portanto, deveria está sendo problematizado, debatido, discutido, refletido, pensado, lembrado em todos os estabelecimentos de ensino do nosso país e, por extensão em todo o mundo. Do contrário, não podemos continuar acreditando que a sociedade esteja sequer minimamente preocupada e, por assim dizer, consciente da gravidade do problema. Como se percebe a ignorância humana no tocante não apenas a questão da água no planeta, vem se configurando como algo igualmente grave. Posto que não ajuda muito na possibilidade de uma mudança efetiva no que tange a relação predatória das pessoas com a natureza.
De modo que toda a crise por que passa os recursos naturais do planeta é decorrente das atividades antrópicas, ou seja, da maneira desregradas, ignorante e desrespeitosa com que a espécie humana tem se comportado ao longo da história.
Os nordestinos, por exemplo, são testemunham e vítimas também do desequilíbrio climático, agora como mais uma estiagem... E o que dizer dos últimos acontecimentos catastróficos ocorridos ultimamente pelo mundo afora? Diríamos que a dura realidade relacionada a água no planeta é apenas a ponta do grande iceberg que ainda está por aparecer na sua totalidade.
O que falta mesmo, não apenas neste dia dedicado a água, é muito mais que apenas consciência. Faltam, inclusive, conhecimento, humanismo e solidariedade sobretudo com o tipo de planeta que haveremos de deixar para a geração do futuro...
Trocando em miúdos, neste dia internacional da água, o que haveremos de comemorar mesmo?!
José Cícero
Professor, Pesquisador
Aurora - CE.
Foto ilustração: Internet
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quinta-feira, 18 de março de 2010

Devassa? Coisa nenhuma*

Por Ferreira Fernandes
Espantou-me a notícia brasileira sobre censura a anúncio da nova cerveja Devassa. Belo nome para um anúncio que desilude. A Devassa contratou Paris Hilton para, em terra de mulatas, ousar menear-se lascivamente com uma lata da cerveja. Ora esses gestos de tédio e vídeo foram proibidos por serem desrespeitosos. Deixem-me relembrar: no Brasil! No Brasil da marchinha Chiquita Bacana: "Não usa vestido/ Não usa calção...", diziam os versos nesse Carnaval de 1951.
No Brasil de Chico Buarque, autor desta frase: "Não existe pecado do lado de baixo do Equador." De Vinicius de Moraes: "Nádega é importantíssimo." No Brasil colonizado pelo padre Manuel da Nóbrega, jesuíta, que se incomodou por os índios comerem até "mulheres bonitas, em vez de as utilizar para mister mais selecto". Do poeta Carlos Drummond de Andrade: "Oh, sejamos pornográficos/ (Docemente pornográficos)..." Do Brasil todo virado para aí: "Você é o seu sexo.
Todo o seu corpo é um órgão sexual, com excepção, talvez, das clavículas" (Luís Fernando Veríssimo). E da desbunda, como dizia o jornalista Zózimo Barrozo do Amaral: "Antes à tarde do que nunca." E é nesse Brasil abençoado pela falta de pudor, que uma lambisgóia americana, loira e de fórmica, causa furor. "Progresso", diz a bandeira brasileira. Mas estão a regredir.
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior. In blog alagoinhaimpaumirim
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domingo, 14 de março de 2010

A bela e a Cidadezinha*

Por José Cícero*
A rua que era de pedra tosca
quase desértica,
se iluminava sempre,
toda vez que ela passava
com seus passos lentos e ritmados.
Uma cadência estética, sensual.
como se fosse uma marcha
cuidadosamente ensaiada.
Um passo de dança.
Uma autêntica Amazonas
Ousada e destemida, cavalgando
o dorso selvagem do seu cavalo

ao sabor do vento
roçando a sua face.
E a sua beleza era tanta
que quando ela passava
Tudo em sua volta parava.
Como que num passo de mágica.
E o riso tímido que ela carregava
Lindamente no canto da boca
Assim como a singularidade do seu corpo
para os conservadores
daquela cidadezinha
Era uma blasfêmia.
Um sacrilégio imenso.
Um acinte aos bons costumes.
Uma sedução imperdoável.
Roubando a paz das senhoras
de toda circunvizinhança.
Mas era tremenda a sua elegância.
Olhos de lince.
Lábios rubros aflorando o amor.
Cabelos longos em carambolice.
Tudo o mais que nela existisse
Era admirável.
Digno de aplausos e de louvor.
Deslumbramento de beijo em flor.
Seios pontiagudos como que querendo
Saltar fora da sua blusa provocante
de quando em vez, como de propósito,
dispensando o sutiã.
Seu dorso era uma invenção do Olimpo.
A compleição do seu rosto
Um desenho só permitido a Afrodite.
Suas mãos quando em concha,
seus dedos quando em riste.
Uma prece em favor do mundo.
Suas coxas exuberantes
profanavam nosso olhar.
Tudo do seu corpo em conjunto
beirava os limites da perfeição humana.
Ela era linda...
Uma deusa em forma de mulher.
Nova tentação de Adão.
Posta de novo para experiência,
capricho ou teimosia
no meio da gente.
Ou como presente.
Para ser amada, adorada e até odiada.
Uma graça tão sem nome...
Que só poderíamos chamá-la
de paixão danada.
Quando ela passava,
com seus passos estonteantes.
Tudo parava por um instante.
Brasa permanentemente acesa
a queimar nossas ousadias.
em pensamentos maliciosos.
A cidade era pequena.
Uma praça adornada por erva daninha
espalhada entre as pedras mal colocadas
no chão dos becos
e das vielas esburacadas.
Arbusto subindo por sobre os muros
de tijolos nus.
Como nua era a visão que tínhamos dela.
Velhas ruas que ela passava,
abrigando a penumbra e a preguiça cotidiana
daquele lugar esquecido e sem memória.
E ela pisava o mato do calçamento
Com tanta leveza e tanta classe...
Como se plumas fossem
as pedras toscas dos caminhos
por onde caminhava.
E asim desfilava sua beleza
a nos instigar loucuras
e outras fantasias excêntricas.
A cidadezinha toda se iluminava
quando ela passava
com o brilho que tinham seus olhos
e seus passos lentos
A suscitar desejos
e estranhamento.
Entre todos os que a viam
em seus paseios.
Ela mexia com a cidade.
E a nossa imaginação;
de mancebos sonhadores.
Ela passava rebolando
com seus trejeitos.
E a cidadezinha,
seduzida por seus encantos
Dizia-lhe – amém!
E as mulheres ante um misto
de inveja e azedume
chamavam-na pecadora!
A despeito de toda beleza
que os deuses deram-lhe em demasia.
Exagero de tudo que é belo
amenizando a feiúra do mundo,
o cansaço e a monotonia da vida.
Mas com o passar dos anos
a sua beleza pareceu maior
muito mais do que a cidadezinha
comportaria...
Tanto que num belo dia
sem ver nem porquê,
sorrateiramente,
ela partiu num trem noturno de domingo
para a cidade grande.
Desde então, ninguém jamais ficou sabendo
do seu destino.
Ou o que foi feito dela.
A mais linda mulher
Que já pisou a terra
segundo os olhos sobressaltados
de surpresa e de tristeza
dos que a adoravam.
E que ficaram para sempre
como que órfãos pela ausência dela.
Naquela cidadezinha desértica
esquecida desde então no oco do mundo.
E depois que ela partiu
a cidadezinha nunca mais foi a mesma.
O mato cobriu por inteiro a praça.
As pedras das ruas cobriram-se de ervas
Os velhos muros vieram abaixo
dando lugar aos espinhos do mata-pasto.
E o silêncio como de resto
cobriu de deserto,
de saudade e luto.
E tudo o mais que acaso restara
daquela cidadezinha provinciana
afogara-se no remorço
por conta de toda falta
que fizera a bela.
_____________
Por José Cícero
In Minhas Metáforas Cotidianas
Inédito - 2010
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Imagem Ilustrativa: Da Internet

quinta-feira, 11 de março de 2010

Poema à Estação d'Aurora


"Passado de pedra, antigas estações do trem..."
Por José Cícero*

O passado agora é uma pedra.
Um sólido fantástico.
Paralelepípedos imensos,
Concreto de reminiscências;
[ tempos idos,
blocos de pedras esquecidos,
abandonados.
Deitados, como que antigos passageiros.
[desmaiados,
embebidos em seus próprios sonhos.
A esperar o trem
Na pedra da estação-passado.
[Agora sem vida.
na rua desértica adormecida.
O passado agora é uma pedra.
Um bloco enorme
de granito pesado.
Como pastores diversos
[dia e noite a vigiar
a velha estação do trem,
na penumbra dos anos desprezada.
O passado agora é uma pedra.
Granito imenso
impregnando de recordação
as nossas vidas.
Uma rocha que não tem tamanho
Carrasco do tempo
Que se fez saudades.
[Fardo pesado
A esmagar nossas lembranças
Como se fossem
Moinhos de ventos.
[Espalhados
ao longo dos trilhos
da antiga estrada.
O passado agora é uma pedra.
Estrada de ferro
no mais completo abandono.
Antiga fonte de progresso
Que dantes alimentava o Cariri.
[Estação d’Aurora,
Missão Velha, Barbalha.
Ingazeiras, Lavras, Iborepi
Todas Ligadas agora,
por uma linha inexata
[Fantasmagórica,
imaginária.
A transportar o nada
para lugar nenhum.
O passado agora é de pedra.
Plena saudade.
[Uma rocha ilusória
Comboio de antigos vagões
[Abandonados
sobre a ferrugem dos trilhos,
e no silêncio dos anos.
Dormentes carcomidos.
Enterrados como gentes
no barro batido do chão.
[Esquecimento.
Velho trem de outrora.
Passado de metal
[Pedra da estação d'Aurora.
Recordação que nos persegue
anos afora,
Para o todo e sempre.
________
(*) José Cícero
Professor, Poeta e escritor.
Secretário de Cultura
Aurora/CE.
In Abstrações do Acaso
Inédito - 2009
Fotos ilustrativas: Estação de Auror/ jc
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domingo, 7 de março de 2010

MULHER...

Por José Cícero

Apogeu do ato criador de Deus.
Figura exultante,
Fonte exuberante
Do amor maior
que existe no mundo: Mulher!

Semente dos céus
que o altíssimo
num dia de graças
Um tanto inspirado
semeou por entre os seus: Mulher!

Oração cotidiana
Levita-obreira
Infinita bondade
tão sem nome.
Joana, Maria, Zefa, Ana: Mulher!

Milagre a se renovar por entre os homens
para o todo e sempre.
Carinho e paz
Que nos redime;
Angelicalmente: Mulher.

Luz que ilumina a vida.
Na mais pura retidão que existe.
Mãe da humanidade.
Palavra eternizada
Por entre a gente
Mágica oblação de santa: mulher!

Sensibilidade edificada.
Justiça a que todos enxerga
Puro sentimento...
Na mais pura perfeição
Do que é certo
Oferta compartilhada: Mulher!

Humana criatura.
Beleza rara de toda criação.
Sinônimo de todo amor que existe.
Anjo da plenitude;
Plena louvação dos deuses: Mulher!

Tolerância que pacifica o mundo
Símbolo de luz.
Puro sentimento
de mancietude...
Farol que a todo guia
Angelical figura: Mulher!

Força que nos conduz
E nos impõe
a grandeza da aceitação
do amor como partilha.
Dádiva divina,
refrigério dos que sofrem.
mãe eternamente: Mulher!
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José Cícero
In Minhas Metáforas Codianas
Inédito - 2010
Fotos ilustrativas:(da Internet).
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