


Na oportunidade, a equipe também visitou o Sr. Edgar Ragel de 92 anos uma das últimas testemunhas ainda vivas daquele que, somado ao cerco da Ipueiras foi um dos mais emblemáticos episódios lampiônicos já ocorridos na região.
Na época o Sr. Edgar Rangel tinha apenas treze anos de idade mas ainda hoje recorda bem como tudo aconteceu, visto que no velho casarão em que ainda reside; as tropas paraibanas ficaram abrigadas, traçando o plano para sitiar o rei do cangaço e os seus apaniguados.
“O medo era grande de todos nós meninos... Quase todo mundo saiu das suas casas com medo dos cangaceiros”, disse ele durante a entrevista.
Na época o chefe da família era seu tio, que também foi vereador em Lavras – Eliseu de Fontes Rangel, que na ocasião recebeu um emissário de Lampião de nome Zé Gomes, com a solicitação de alimentos para o bando. O que foi prontamente atendido. No entanto, a volante flagrou o emissário com a ‘feira’ em um animal e desconfiou da encomenda. Por pouco, o Sr. Eliseu não fora colocado no rol dos coiteiroso-facilitadores dos cangaceiros. Razão pela qual teve que abrigar na casa grande em que morava os soldados da volante paraibana.
Da alta calçada que contorna o velho casarão (ainda hoje de pé), é possível ter uma visão de quase 360 graus de toda a região. Um local estratégico para os que almejavam surpreender os rumos dos cangaceiros. De lá é possível se ver ao longe até mesmo a conhecida serra da Várzea Grande na divisão com Lavras da Mangabeira por onde Lampião adentrou o município de Aurora vindo de Limoeiro.
A equipe visitou ainda, o exato local onde Lampião e seu bando ficou arranchado à espera da comida enviada.
“Fomos ainda a grota situado a uns 400 m depois do cemitério da vila(santa vitória) que existe hoje. Naquele Lugarejo aconteceu a tocaia da volante e em seguida o confronto em que curiosamente mais uma vez Lampião saiu ileso com os seus cabras”. disse o pesquisador. Há ainda a versão dando conta de que o mesmo(Lampião) possa ter sido ajudado pelos Penitentes da ordem santa cruz que existiu em toda região aurorense.
Ainda hoje, segundo informação dos próprios moradores, quando fazem suas queimadas naquelas imediações, vez por outras escutam o som de velha balas explodindo dentro das coivaras e da caatinga em chamas. O que segundo eles, foram munições deixadas, tanto pelo bando lampiônico, quanto pelas volantes.
Fotos também foram feitas do local, incluindo da casa grande, a velha Oiticica do riacho onde o rei do cangaço e seu bando pernoitou, bem como as varedas por onde também passaram as volantes durante a perseguição. Além de uma longa entrevista com pessoas do lugar e com a principal testemunha o quase centenário Sr. Edgar Rangel.
O material que será publicado em primeira mão na 3ª edição especial da 'Revista Aurora' também fundamentará os argumentos da apresentação que será feita durante o cariri Cangaço de Aurora pelo professor José Cícero acerca do aniversários dos 80 anos da passagem de Lampião pelas terras aurorenses.
O Cariri Cangaço agora na sua edição 2010 terá a participação de cinco municípios caririenses: Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha e Aurora com o apoio das prefeituras e outras instituições parceiras.
A equipe de pesquisadores, juntamente com a Revista Aurora conforme explicou o secretário, prosseguirão com os trabalhos de visitação e pesquisa por todo este mês, nas diversas localidades por onde passou o rei do cangaço com seu bando, incluindo os jagunços do coronel Izaias Arruda e o subgrupo de Massilon Leite em terras aurorenses.





Hoje, 05 de junho é o dia internacional consagrado ao meio ambiente. Uma data que deveria ser reverenciada com o mais forte e expressivo dos nossos sentimentos humanísticos. Quem sabe, num instante instintivo da mais pura busca da sobrevivência. Como um momento dos mais afirmativos, propício a mais profunda reflexão junto à sociedade brasileira. 









































Em Aurora não será diferente. A igreja local há dias vem desenvolvendo um belo trabalho junto à população, incluindo a distribuição da material informativo e reuniões doutrinárias.