


De autoria do cineasta fortalezense, Heraldo Cavalcanti ‘Fractais Sertanejos’ constitui uma bela narrativa da interessante história do artista/escultor aurorense João Batista dos Santos – o Janjão, pedreiro de profissão que segundo a película, após despertar de um sono anestésico pós-operatório num leito de um hospital decide se tornar escultor. E o faz com incrível maestria. Esculpi pela primeira vez um conjunto de obras por ele denominadas de “Tudo e Nada”. Peças maravilhosas que remetem a fractais; matéria complexa só estudada pela física e na chamada matemática do caos.
Algo que a cada dia ganha força, notoriedade e importância nos atuais meios acadêmicos do Brasil e do mundo após a popularidade daquilo que se denominou de nanotecnologia. Além da formidável história do seu personagem, o filme também chama a atenção de todos por este aspecto transcendente, poético e metafórico. Há também que se destacar na película cearense um certo grau de emoção e sentimentalismo, coisas bastante comuns na alma humana e sertaneja, sobretudo quando se enfoca a questão da arte e da cultura.
Trata-se de uma produção cearense concretizada com verbas do edital Ceará de cinema e vídeo que logo na estréia recebe o prêmio de melhor documentário no festival de São Simão de São Paulo, abiscoitando o troféu Marcelo Grassman sendo por isso mesmo aclamado pela crítica especializada e pelo público.
Pontuou ainda entre as dez primeiras produções do gênero durante o 20º Festival Internacional de Curta-metragem, evento ocorrido na capital paulista em 2010.
“O filme fala sobre João Batista dos Santos, o Janjão, escultor nascido em Aurora(CE), sertão do Cariri , pedreiro da construção civil, que ao receber anestesia geral tem uma experiência de regressão e acorda no hospital com o desejo de se tornar artista”, disse o cineasta.
Janjão é filho do Sr. Luiz de Glória, tradicional figura ainda hoje residente a rua Santa Maria na cidade de Aurora, ambiente onde o artista nasceu e viveu toda a sua infância, antes de viajar para tentar a vida na capital paulista.
Atualmente Janjão está radicado no município de Juazeiro do Norte onde exerce a profissão de escultor no centro de artesanato Mestre Noza no centro comercial da cidade ciceropolitana.
Já expôs seu trabalho por diversas partes do país recebendo vários prêmios e menção honrosa. Recentemente obteve o 1º lugar no concurso “presépio natalino” promovido pelo CEART-CE. Além de escultor e pedreiro, Janjão também é um poeta de boa vocação literária.
Alguns dos prêmios já conquistados pelo filme:
20º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo:
-10 Melhores pelo público-Prêmio Ctav-Troféu Luiz Orlando da Silva-
1º Curta Carajás: Menção Honrosa8º Santa Maria Vídeo e Cinema:
-Menção Honrosa11ª Mostra Londrina de Cinema:
-Troféu Udihara de Melhor Filme segundo o Júri Popular16° Vitória Cine Vídeo:
-Melhor Filme Documentário-Prêmio Jangada (OCIC-Signis Brasil)
1º Festival de Curtas-Metragens de São Simão:
-Troféu Marcelo Grassmann – Melhor Documentário Película.
-Troféu Marcelo Grassmann – Prêmio especial do Júri popular
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FICHA TÉCNICA:
FICHA TÉCNICA:
Roteiro: Heraldo Cavalcanti
Direção de Produção: Moisés Magalhães
Direção de Fotografia: Alex Meira
Direção de arte: Heraldo Cavalcanti
Montagem/Edição: Heraldo Cavalcanti e Magno Guimarães
Som : Yures Viana
Empresa Produtora: Anitra Cinema e Vídeo
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Fotos acima de Janjão.
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